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Sumário
- O que é A Morte do Demônio: Em Chamas e onde a história começa
- Por que o Evil Dead sobreviveu 40 anos e todos os seus imitadores morreram no meio do caminho
- Sébastien Vanicek: por que Sam Raimi confiou a franquia a um diretor francês de 35 anos
- A franquia Evil Dead e sua relação indestrutível com a cultura underground
- Perguntas Frequentes para posers
- Leia também
Pontos-chave
- ‘A Morte do Demônio: Em Chamas’ é o quinto filme da franquia Evil Dead, dirigido por Sébastien Vanicek, e estreia no Brasil em 9 de julho de 2026.
- A trama segue uma mulher que, após perder o marido, enfrenta forças demoníacas em uma casa isolada.
- O filme mantém a essência da franquia com novos personagens e uma narrativa que promete tensão intensa, sem apelações nostálgicas.
- A franquia Evil Dead sobreviveu 40 anos devido à sua abordagem brutal do horror, sem explicações ou sofisticações desnecessárias.
- A relação entre Evil Dead e a cultura underground de metal é forte, atraindo uma base de fãs fanáticos ao longo das décadas.
Se você chegou até aqui, provavelmente já conhece o cheiro de sangue de cabana. Porque falar de A Morte do Demônio: Em Chamas não é falar de um filme de terror qualquer — é falar de uma das franquias mais sangrentas, mais cult e mais amadas da história do horror. A série que transformou uma cabana no meio do nada em sinônimo de apocalipse demoníaco está de volta em 2026, nas mãos de um diretor francês que Sam Raimi escolheu pessoalmente para continuar o legado.
Sébastien Vanicek — o mesmo cara que assustou o mundo com Infestation (2023) — assumiu o leme do barco mais amaldiçoado do cinema de horror. E pela primeira vez em décadas, a comunidade de fãs do gênero está genuinamente animada. Não o tipo de animação de “vou assistir porque é da franquia”. O tipo de animação de “isso vai doer”.
O filme estreia no Brasil em 9 de julho de 2026 — duas semanas antes da estreia norte-americana, o que é tanto uma honra quanto uma ameaça. Fique comigo nesse mergulho ao universo de uma das franquias que moldou o horror moderno.

O que é A Morte do Demônio: Em Chamas e onde a história começa
Evil Dead Burn — o título original — é o quinto filme da franquia Evil Dead, e o segundo após o reboot de 2013. A trama acompanha uma mulher que, após perder o marido, busca refúgio na casa isolada dos sogros. O que deveria ser um período de luto tranquilo se transforma em pesadelo quando forças demoníacas começam a possuir a família, transformando-os em Deadites.
Se a premissa soa familiar, é porque Evil Dead sempre funcionou assim: gente normal em situação de desespero absurdo, cercada por demônios que não têm nenhum interesse em negociar. A variação aqui — a casa dos sogros no lugar da cabana original — muda o setting sem mudar a essência. O mal continua chegando de fora. E continua sendo implacável.
O elenco inclui Souheila Yacoub (de Dune: Part 2), Hunter Doohan (de Wandinha) e Luciane Buchanan (de The Night Agent). Ou seja: caras conhecidos o suficiente para você se importar quando começarem a descascar.

Por que o Evil Dead sobreviveu 40 anos e todos os seus imitadores morreram no meio do caminho
Tem muita coisa que tenta ser Evil Dead. Tem pouca coisa que consegue.
O original de 1981 de Sam Raimi nasceu com US$ 350 mil de orçamento, filmado em condições miseráveis no Tennessee, com um elenco de cinco pessoas e nenhuma garantia de distribuição. O resultado foi tão perturbador que foi banido em vários países e ganhou o título de “video nasty” no Reino Unido. Hoje, é estudado em escolas de cinema como exemplo de como fazer muito com quase nada.
O segredo não é complicado: Evil Dead nunca tentou ser sofisticado. Nunca quis explicar a lógica dos demônios, nunca precisou de um twist dramático no terceiro ato, nunca pediu para você entender a psicologia do mal. O Livro dos Mortos abre. A floresta acorda. As pessoas morrem de formas cada vez mais criativas. Fim.
Essa honestidade brutal — essa recusa em pedir desculpas pelo que é — é exatamente o que conecta Evil Dead com a cultura metal. A franquia não faz horror clean para agradar crítico. Ela faz horror visceral para quem aguenta. E essa tribo sobreviveu intacta por quatro décadas.
Sébastien Vanicek: por que Sam Raimi confiou a franquia a um diretor francês de 35 anos
Veja bem, a escolha de Vanicek não foi aleatória. Raimi assistiu Infestation (2023) — um filme sobre uma invasão de aranhas gigantes em um prédio de apartamentos — e ficou impressionado não pelo tema, mas pela forma como o diretor construiu tensão em espaços fechados. Claustrofobia aplicada como arma narrativa.
Evil Dead sempre funcionou melhor em ambientes confinados. A cabana original. O porão de Evil Dead II. O apartamento de Evil Dead Rise (2023). A casa dos sogros de Em Chamas. Vanicek entende instintivamente que o terror não precisa de espaço para respirar — precisa de espaço para sufocar.
Além disso, o diretor deixou claro em entrevistas que não quer criar algo nostálgico. “Quero que as pessoas saiam do cinema sentindo que levaram uma coronhada”, afirmou. Essa é exatamente a mentalidade certa para carregar o legado da franquia.
A franquia Evil Dead e sua relação indestrutível com a cultura underground
Não é por acaso que Evil Dead e o metal underground sempre andaram juntos. Ambos nasceram fora do mainstream. Ambos foram rejeitados por “excessivos” por gente que não entendia o ponto. Ambos construíram bases de fãs fanáticas exatamente por esse motivo.
Bandas como Possessed, Death e Obituary foram contemporâneas do Evil Dead original e compartilhavam a mesma estética: sangue, possessão, o sobrenatural como metáfora de algo que a sociedade não quer olhar de frente. O Necronomicon virou símbolo em patches de battle vest. Ash Williams virou ícone de resistência pop underground.
Portanto, quando sai um novo Evil Dead, não é apenas o público de cinema que presta atenção. É a tribo inteira — metaleiros, fãs de horror, colecionadores de VHS, gente que conhece a diferença entre Deadite e possessão genérica. É nossa franquia, carregada ao longo de décadas com o orgulho de quem não precisa que o mainstream valide o que ama.

Perguntas Frequentes para posers
Não é uma sequência direta. Assim como Evil Dead Rise (2023) era uma história independente dentro do universo Evil Dead, Em Chamas apresenta personagens e situações novas — mas mantém a mesma mitologia do Necronomicon e dos Deadites. Você não precisa ter assistido os anteriores para entrar de cabeça em Em Chamas, mas vai apreciar mais as referências se conhecer a franquia.
Não, mas ele produziu. Raimi escolheu o diretor francês Sébastien Vanicek depois de assistir Infestation (2023) e confiar ao cineasta a responsabilidade de expandir o universo Evil Dead. Raimi também participou da escrita do roteiro junto com Florent Bernard e o próprio Vanicek.
O filme estreia no Brasil em 9 de julho de 2026 — duas semanas antes da estreia norte-americana, prevista para 24 de julho. A Sony Pictures apostou no mercado brasileiro com uma janela privilegiada, o que faz do Brasil um dos primeiros países do mundo a ver o filme.
Sim. Evil Dead Wrath já está confirmado para 2027, mostrando que a Sony Pictures e Sam Raimi têm planos de expandir o universo Evil Dead com múltiplas histórias. A franquia, que sobreviveu 40 anos, claramente não tem intenção de parar.
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