Sting

Pode uma música significar o que quer dizer e TAMBÉM o seu contrário?

Sei lá se são muitos os casos; me ocorrem 2. O primeiro, confesssado por Sting, numa entrevista que vi em que se dizia “chocado” (ou algo assim) em ver “Every Breath You Take” sendo usada como música em casamentos. Quando a canção seria sobre ciúme possessivo e doentio…

O outro caso que me ocorre: pode uma música sobre união e quebras de preconceitos, fronteiras e barreiras signficar também o oposto?

Sim. Então dá-lhe “One Vision”, do Queen, lançada no “A Kind Of Magic”, em 1986:

Imagem de Amostra do You Tube

E a versão surrealmente cometida pelo Laibach, eslovenos misantrópicos (de verdade: nunca deram entrevista, e mal se sabe até hoje os nomes dos integrantes ou o que tocavam ou deixavam de tocar), no ano seguinte, em “Opus Dei”:

Imagem de Amostra do You Tube

Com jeitão meio nazista, marcial, dado a ausência de fronteiras também, mas pelo modo invasor, panzer division, anchluss, imperialista do negócio. Mesmo que a germanofilia dos caras fosse tão só de brincadeira – meio de mau gosto, ou passível de entendimentos tortos, mas brincadeira.

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PS – sobre o Laibach, cometi (na verdade, reprisei) no Thrash Com H resenha sobre “Opus Dei” em dezembro de 2009.

E a quem quiser entender de onde veio o Rammstein, baixar sons do referido álbum, ou de “Let It Be” (de versões ásperas barra austeras do álbum homônimo dos Beatles) pode ser uma boa.

Que bom que alguém de renome pronunciou-se sobre isso. Que é coisa que há muito tenho comigo mesmo, e aproveito o ensejo pra transformar em post aqui no Exílio Rock.

A declaração pra Reuters, citada no UOL, de Brian Johnson, do AC/DC, em matéria intitulada “Líder do AC/DC manda roqueiros pararem com sermões de caridade”.

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Que uma parte copio abaixo:

SYDNEY (Reuters Life!) – Os roqueiros anglo-australianos do AC/DC têm uma mensagem para os roqueiros decididos a fazer o bem: parem de pregar sermões ao público sobre doar dinheiro para caridade.

Em entrevista ao jornal australiano “The Daily Telegraph”, o vocalista da banda, Brian Johnson, disse que as pessoas não querem celebridades ricas, como Bob Geldof e Bono, lhes dizendo para pensarem em crianças morrendo de fome.

“Eu não fico mandando todo mundo dar dinheiro — nem todo o mundo pode”, disse Johnson, cuja banda recebeu o primeiro Grammy de seus 37 anos de carreira no último fim de semana — o de melhor performance de hard rock, pela canção “War Machine”.

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