Slayer

Revia dia desses o clipe da “Seasons In the Abyss”, do Slayer.

Imagem de Amostra do You Tube

Com a vívida lembrança de, há quase 20 anos, eu ter escolhido uma bateria cinza, como a Tama de Dave Lombardo nesse mesmo videoclipe.

Até me dar conta, só recentemente, de que a Tama do homem ali era, na verdade, preta.

(Ops!)

Passados os anos, o videoclipe é pra mim ainda o melhor videoclipe de heavy metal de todos os tempos. Disparado.

Passados os anos, minha bateria cinza (e que nem é Tama), a despeito duns ajustes e manutenções tardios, continua sendo meu altar de sacrifícios.

Ano que vem será o último, em MUITO tempo, em que se poderá brincar com dia, mês e ano iguais para eventos especiais. Não me pareceu uma brincadeira tão praticada assim, que só me recordo do “Christ Illusion” (Slayer com Dave Lombardo de volta) lançado em 6 de Junho de 2006 (6 – 6 – 6).

Todo modo, o 11 de 11 de 11 será lembrado como o do anúncio até previsível da volta do Black Sabbath original. (Acho curiosíssimo serem das poucas bandas antigas em que ninguém morreu ainda). Pra disco novo (que amigo fanático – salve, Inácio! – afirma estar gravado já há 10 anos) e turnê, que vai que passa por aqui. E que não sei se irei.

Postava a esse respeito no meu blog solo, o Thrash Com H, semana passada, no sentido de não me agradar a junção decrépita de alguns integrantes – sobretudo Ozzy Osbourne e Bill Ward, há muito jogando a prorrogação e, bobear, nem indo pros pênaltis – e termos algum show até memorável (seríamos um público demasiado respeitoso com seus velhos ícones?), mas de músicas antigas executadas uns 15 TONS ABAIXO e ainda mais lentas que a lentidão sabbáthica consagrada.

Nomes aos bois: na tal turnê geradora do dispensável barra caça-níquel “Reunion”, lembro haver lido – já nem lembro onde – que Ward já não agüentava o tranco. (Motivo esse, inclusive, de sua exclusão do Heaven And Hell). Tanto que o Mike Bordin (ex-Faith No More e Ozzy) parece ter excursionado junto, como backup atrás do palco, assumindo a bateria nuns sons ao longo da tour.

Qualquer modo, tenho muito o que pensar até que a data, lugar e preço sejam anunciados.

Imagem de Amostra do You Tube

O que faço aqui hoje é aproveitar o ensejo pra postar um vídeo do Gov’t Mule executando “War Pigs”, dum modo não tão absurdo como fez o Faith No More anos atrás, mas com um feeling impressionante e uma veia blues destacada no som, que acho interessantíssima.

Tem um baixista perdido ali no meio, que é o Jason Newsted, o 2º cara melhor relacionado no heavy metal, que na época já havia largado o Metallica na mão pra dar… em quê??

E o vídeo é dum dvd pra lá de extenso (mais de 3h de duração) da banda southern, “The Deepest End” (de 2003), que conta com uma caralhada de baixistas convidados – incluídos ainda Roger Glover (tocando com eles “Maybe I’m a Leo”, do Deep Purple) e Les Claypool, do Primus. Duma época em que os caras excursionaram um tanto rendendo tributo a seu falecido baixista, Allen Woody.

Coisa fina pra quem se deslumbrou com Lynyrd Skynyrd no SWU, ou pira com Allman Brothers (donde Haynes e Woody saíram pra fundar o trio) e que em internet se acha, se baixa, se vê. Bastando querer.

Tem quem diga que o Slayer está superado. Acho que entendo, embora não concorde.

Bem, talvez concorde se o parâmetro forem os álbuns posteriores ao “Divine Intervention” e a ENXURRADA de bandas por eles influenciadas, que embolaram o meio de campo.

Lembro de numa das primeiras notas sobre a parceria Lou Reed & Metallica (sendo lançada), o ex-líder do Subchão Aveludado ter citado que a colaboração constituída era suficiente “para gerar planetas”, ou coisa do tipo.

Se conhecesse heavy metal minimamente, não teria blasfemado assim deploravelmente. “Reign In Blood” criou planetas.

Influenciou e ainda influencia enormemente não só o thrash, mas também o death metal, porra!

Nomes de bandas aos montes surgiram de tecos das letras. Monte de bateristas piraram em Dave Lombardo e trataram de correr atrás. E mesmo um relançamento calhorda com duas faixas bônus (sendo uma um remix imbecil de “Criminally Insane”), que deturpou a perfeição original de 28 minutos e 59 segundos de massacre (o álbum termina onde o Black Sabbath iniciou), não foi o suficiente para profaná-lo.

7 de Outubro de 1986: o Slayer lançava “Reign In Blood”, talvez – talvez… – sem saber que o mesmo retalharia o metal em 10 “pieces by pieces” e o devolveria alvissareiramente regurgitado e ensangüentado como poucas vezes se fez na mitologia do estilo. E tenho dito!

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