Queen

Pode uma música significar o que quer dizer e TAMBÉM o seu contrário?

Sei lá se são muitos os casos; me ocorrem 2. O primeiro, confesssado por Sting, numa entrevista que vi em que se dizia “chocado” (ou algo assim) em ver “Every Breath You Take” sendo usada como música em casamentos. Quando a canção seria sobre ciúme possessivo e doentio…

O outro caso que me ocorre: pode uma música sobre união e quebras de preconceitos, fronteiras e barreiras signficar também o oposto?

Sim. Então dá-lhe “One Vision”, do Queen, lançada no “A Kind Of Magic”, em 1986:

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E a versão surrealmente cometida pelo Laibach, eslovenos misantrópicos (de verdade: nunca deram entrevista, e mal se sabe até hoje os nomes dos integrantes ou o que tocavam ou deixavam de tocar), no ano seguinte, em “Opus Dei”:

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Com jeitão meio nazista, marcial, dado a ausência de fronteiras também, mas pelo modo invasor, panzer division, anchluss, imperialista do negócio. Mesmo que a germanofilia dos caras fosse tão só de brincadeira – meio de mau gosto, ou passível de entendimentos tortos, mas brincadeira.

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PS – sobre o Laibach, cometi (na verdade, reprisei) no Thrash Com H resenha sobre “Opus Dei” em dezembro de 2009.

E a quem quiser entender de onde veio o Rammstein, baixar sons do referido álbum, ou de “Let It Be” (de versões ásperas barra austeras do álbum homônimo dos Beatles) pode ser uma boa.

Dizem que, de boas intenções, o inferno está cheio. Então juntei aqui os cinco piores covers já executados por músicos profissionais, que lamentavelmente não foram impedidos a tempo de cometerem tais atrocidades:

5. Weird Al Yankovic defecando:
Bohemian Rapsody, Queen
(sim, é zoeira, mas ficou ruim, convenhamos)

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4. The Showdown desgraçando:
Carry On My Wayward Son, Kansas

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3. Limp Biskit esmagando:
Sanitarium, Metallica

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2. A marinha soviética insultando:
Let it Be, Beatles

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1. Avril Lavigne destruindo:
Chop Suey, System of a Down

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Acho uma merda o Dia Do Rock, no que quem objetar por aqui “e eu com isso?” certamente terá toda razão.

Questão de opinião, já que acho RIDÍCULO o marco ser o dia do Live Aid há 25 anos.

O que o Live Aid teve a ver com Chuck Berry usurpado pelos roqueiros branquelos, com Elvis Presley morrendo afogado em colesterol e sedativos, com Jerry Lee Lewis catando a priminha menor de idade? Nada. Fora não ter legado absolutamente nada.

Acabou a fome na África por acaso? Nem.

Pra deixar de mau humor: até que teve show legal do Queen e do Black Sabbath com Ozzy. (Não vi, mas li a respeito). Mas alguém lembra disso? Lançou em dvd? Botou no You Tube?

Bah, então foi em vão essa merda mesmo.

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Só que a data, mesmo assim, não poderia passar em branco. Mesmo que pra nós todos aqui o “Dia do Rock” seja todo dia. E mesmo que algum comercialismo implícito à data ainda não tenha gerado o alvissareiro e compulsório costume de se presentear filhos e filhas com guitarras, baixos ou baterias.

(Deixaria de haver muito pagodeiro e sertanojo nesta terra desolada)

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E aí que, aliando as duas únicas coisas úteis da internet, que são 1) baixar música e 2) ver mulher pelada (fórum e blog são a 133ª e a 987ª coisas úteis), eis que desejo…

… um belo Dia Do Rock a todo mundo aqui!

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