Iron Maiden

Nem todo mundo pensa assim, mas engana-se quem acha que Photoshop é apenas coisa de revista de mulher pelada e de fotos de beldades/celebridades tipo Megan FoxBitchney Sperms ou Katy Perry. Engana-se também quem, lendo o texto aqui, achar que falando em “donzela” estarei aludindo a alguma delas.

Estou é falando do Iron Maiden, porra! E dum uso recorrente de Photoshop pelo sexteto de 5 músicos + tocador de guitarra desligada/brigador com Eddie.

Em 3 episódios recentes, dos quais o último é foto que cacei no Google certa vez.

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I

Recentemente o whiplash fez nota a respeito do making of da foto atípica (e única) contida no encarte do “The Final Frontier”. Quem quiser saber dos truques, dos filmes e do tungstênio, das luzes utilizadas ou ver em tamanho maior, só pinçar:

http://whiplash.net/materias/curiosidades/122172-ironmaiden.html


Por ora apenas replico impressão de alguém no Fórum dali que não consegue encontrar Nicko McBrain nela. Por eliminação, se trataria do 2º da esquerda pra direita. Mas, mesmo estando lá atrás, não tiraram parte da perna do cara? (E ele já não tem nariz…)

Está da mesma altura dos demais!

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II

Episódio de auto-plágio também noticiado pelo whiplash há tempos, prova que foto do encarte do (chôcho) “A Matter Of Life And Death” foi REAPROVEITADA no encarte do “Flight 666″. Com resultado que beira o ridículo: óculos tacados em Janick, Bruce e Nicko, Eddie na camiseta do Bruce e Adrian Smith com mesma camiseta (esqueceram de mexer ali), mas de boné na 2ª. Eia.

III

Foto de dúvida minha, caçada aleatoriamente:

Como é que Bruce Dickinson ficou DA MESMA ALTURA que Steve Harris? Ou tacaram um salto plataforma nele (omitido com o efeito), ou rancaram toco da perna do chefe. E ae?

Dos figurantes ali no fundo, posicionados com esmero, se entende a diferença de alturas tradicionalmente ajeitadas.

(Post contra-indicado pra quem curte Van Canto ou alega “vergonha alheia” como álibi caduco pra vergonha própria de assumir que curte Manowar)

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Ninguém me perguntou, mas dentre as razões por que eu curto Therion, e os considero a MELHOR das bandas de heavy metal “orquestradas”, “sinfônicas”, pinço estas:

1) mesmo tendo tido inúmeras formações ao longo da trajetória, com apenas o líder/dono/chefe Christofer Johnsson permanecendo, ainda assim a banda soa como BANDA, não como projeto umbigo

2) mesmo fazendo uso de lances pré-gravados (né, 14?) ao vivo, acionados pelo baterista em laptop vizinho ao chimbau, a banda é DE VERDADE em show, levando tenores e sopranos pra cima do palco

3) material disponível abundante, sobretudo seus últimos boxes – dos quais recomendo os antepenúltimo e penúltimo “Celebrators Of Becoming” (4 dvd’s + 2 cd’s) e “Live Gothic” (dvd + 2 cd’s) – no mais, pra lá de ace$$íveis: na Galeria encontra-se o 1º a módicos 60 paus e o 2º a uns 40

4) a tradição da banda já de perpetrar uns covers, maioria impecáveis, como “Under Jolly Roger” (Running Wild), “Children Of the Damned” (Iron Maiden), “Fight Fire With Fire” (Metallica), “Iron Fist” (Motörhead, mesmo sem orquestrações) e ousados (porque tornados diferentes. Ou a cara da banda), como nos casos de “Seawinds” (Accept) ou “Summernight City” (ABBA) e etc.

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Os caras, pra quem ainda não viu ou sabe, também coverizaram o Manowar.

“Thor”, no “Live Gothic” (show na Polônia) acima citado. Embora registrada em estúdio anteriormente no mezzo coletânea “Crowning Of Atlantis” (de 1999), de modo não tão bombástico. Pois esta abaixo, devido à vibração e formação menos austera no palco, ficou, pra mim, ainda MELHOR QUE A ORIGINAL. Pra quem duvidar ou se dispuser a contra-argumentar, ei-la:

Imagem de Amostra do You Tube

Com uma observação por ora adicional:

percebe-se claramente, da parte da banda como também do público, a ambivalente postura a um só tempo SARRISTA e SÉRIA durante o som. Risos pra todo lado, estupefação coletiva e cúmplice, execução esmerada, maneirismos vocais propositais, martelo de brinquedo jogado ao público no final, cambalhotas no palco e ainda um bônus:

a parte em que o baterista Petter Karlsson canta a última estrofe, antes do solo. Hilária. Memorável.

Foi já há mais de mês, em 17 de Junho passado, que tive oportunidade de ir ao Cinemark do Shopping Santa Cruz assistir, em 1ª mão, “Rush: Beyond the Lighted Stage”, em sala lotada de nerds comovidos a cada cena, cada depoimento, e a toda e cada passagem do documentário.

A única coisa de que me arrependo não ter feito naquele dia foi não ter aplaudido o filme ao final, como a maioria ali o fez. DEVERIA tê-lo feito.

Pra quem ainda não sabe de que se trata, é documentário realizado por Sam Dunn, antropólgo headbanger canadense outrora realizador de “Metal – A Headbanger’s Journey” e de “Flight 666″ *, documentário sobre o Iron Maiden, que chegaram a ter também seletas seções em cinema, no que vai se configurando alvissareira TENDÊNCIA DE MERCADO como, no mais, a reprise do “Big Four” prometida pro fim de semana atesta.

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Só que, ao contrário do do Maiden, no qual a banda representou e depôs nitidamente a contragosto (não?), “Beyond the Lighted Stage” contou com colaboração e imagens PRECIOSAS de arquivo de Lee, Lifeson e Peart.

Pra citar duas: 1) há o jantar em família em que Lifeson, visivelmente hippie e hormonal, anuncia aos pais e irmãos que não seguiria rumo tradicional de emprego convencional, carro do ano e alto salário (os últimos, não tinha como ele adivinhar eheh); 2) imagens da banda anterior, mais pra jazz, onde Peart tocava, em que o flagramos como o arquetípico adolescente desproporcional e desengonçado. Nerd puro, freak de doer.

Trunfos inequívocos do filme, que particularmente coloco na prateleira dos melhores já comentidos sobre uma banda, no nível do “End Of the Century”, póstumo polêmico dedicado ao Ramones, p.ex.

Chama atenção também, mesmo a banda tendo em torno de 40 anos ativa, e de 35 anos – minha idade! – com a formação consolidada em questão, NUNCA SE HAVER FEITO um documentário sobre a banda seriamente.

Claro que “Rush In Rio” tem lá um pseudo-documentário sobre a passagem em 2002 deles por aqui (mais um relato de turnê e bônus pra fã comprar o dvd oficial, que qualquer outra coisa) e o dvd comemorativo “R 30″ tenha lá seus trechos documentais e valiosas imagens de arquivo (tipo o Juno Awards canadense). Mas filme a eles dedicado, com aprofundamento de questões, revelações dos integrantes e depoimentos, foi a 1ª vez mesmo.

E depoimentos dos mais variados: para além dos óbvios Mike Portnoy e Les Claypool (que aparecem, feliz e infelizmente, bem pouco), passagens emocionadas do metidão Billy Corgan (Smashing Pumpkins, contando ter ficado 1 ano trancado no quarto tirando “2112″), Vinnie Paul (Pantera), Kirk “funcionário do mês” Hammett (fazendo caras e bocas que aprendeu direitinho com Lars Ulrich), Jack Black, Trent Reznor (do Nine Inch Nails), Gene Simmons (Banda Beijo; na 2ª passagem mais hilária do filme), e também das mães de Geddy Lee e Alex Lifeson e pai do Peart (revelando que, se não desse certo o teste dele no Rush, poderia voltar para trabalhar na loja de ferramentas da família), coisa e tal.

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Histórico disco a disco, fase por fase, também comparece suculento, de modo a agradar o fã mais fiel, embora eu particularmente lamente terem enfocado por cima os álbuns do fim dos 80′s (“Hold Your Fire” e “Presto”) e início dos 90′s (“Roll the Bones” e “Conterparts”), que talvez futuramente pudessem gerar, cada qual, seu próprio documentário específico. Sei lá, nerdice da minha parte.

Dunn não amenizou, tampouco o trio, a passagem ominosa vivida por Peart no fim dos 90′s, quando, por meses de diferença, perdeu a esposa devido a câncer e a filha num acidente de trânsito. É explicitada a legítima preocupação dos outros 2 com o cara, como também com os rumos da banda (sem a menor hipocrisia), assim como a mega viagem de moto por Peart empreendida para elaborar algum luto. E a difícil porém gratificante retomada (pra eles também), geradora do denso “Vapor Trails”.

Imagem de Amostra do You Tube

O fato de serem banda relegada pela crítica, até hoje, também é bastante contemplado, com a passagem mais hilária sendo a dos adjetivos consagrados à voz de Lee, sempre o TABU e aspecto mais incômodo do Rush, mesmo pra alguns fãs. “Mickey Mouse com gás hélio” é uma das pérolas citadas, e todos na sala racharam de rir.

E o que se vê (ao menos, eu vi) é a coesão dos três, verdadeiramente amigos, tremendamente respeitosos entre si, com uma ligação que excede/transcende o musical – cuja cena final, que achei também memorável, dos 3 jantando nalgum lugar enquanto riem de si mesmos como objeto dum documentário – pois parece ter sido o caso de 3 sujeitos completamente desajustados (freaks mesmo) que se encontraram e encontraram rumo na vida.

Assim como auxiliaram, e auxiliam, muita gente a encontrar o seu.

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É muita coisa contida, coisa demais pra ficar citando por aqui, por isso encerro o post recomendando a COMPRA do dvd, já lançado e devidamente legendado – acredito não ser só eu portador de “inglês intermediário II” por aqui – até como aperitivo do show anunciado para outubro. Do qual já consegui ingresso (ufa!).

Em suma: muito foda!

* entre “Metal” e “Flight 666″, Dunn realizou também um chamado “Global Metal”, sobre o heavy metal no 3º Mundo (“país em desenvolvimento” é o cacete!), que francamente não vi (só uns tecos em You Tube) e não conheço, mas deve ser bão.

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