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["Clarice, Uma Biografia", Benjamin Moser, editora Cosacnaify]

E mais que recomendar a caudalosa – porque esmerada – biografia de 754 páginas, recomendo é a leitura de tudo o que se puder encontrar de Clarice Lispector, a biografada.

Para além do óbvio “A Hora Da Estrela”, que muita gente deve ter lido forçado na escola – ou assistido o filme tosco – e achado uma bosta. “A Paixão Segundo G.H.”, um dos melhores livros que já li nesta minha vida ridícula, é um que recomendo veementemente.

Mas não só: a internet e os sebos estão aí para isso. Escritora densa, introspectiva e sem par. Depressiva, porém articulada. Com sacadas sofisticadas alternadas a observações infantis das mais ferinas e cruas. Leitura não muito fácil, mas não devido a hermetismos: porque pega pelas VÍSCERAS. Hardcore? Com ênfase no Core.

E que bem poderia servir de inspiração pra bandas por aí tão dedicadas a álbuns conceituais estrangeiros: quem mais precisa de outro álbum sobre “Inferno”, de Dante? Algo sobre “Perto Do Coração Selvagem” talvez gerasse álbum dos mais claustrofóbicos. No bom sentido.

Autora de frases memoráveis e diretas, mas também duma autoconsideração cortante barra constantemente sombria. E sem pose. Como esta na p. 222:

“Quando releio o que eu escrevo, tenho a impressão que estou engolindo o meu próprio vômito”.

Como não ler alguém assim?

Povo assistindo um programa dominical :)A TV me cansou já faz alguns anos. Está sendo engolida pela internet rapidamente, pois aqui, ao contrário de lá, eu escolho o que quero ver e fazer, na hora que bem entender.

Na internet, eu não sou um agente passivo sentado no sofá, catatônico aguardando somente que todo o tipo de informação (boa ou não) pule daquela caixa iluminada para o meu colo.

Na internet interajo completamente, acessando o conteúdo que interessa, jogo games, assisto vídeos, blogo, participo de fóruns. Resumidamente, eu existo e contribuio com o ambiente à minha volta. E pelo fato de ela ter um pouco do meu ser, minha experiência, minhas ideias, eu me torno a internet. Todos a fazemos existir. Continue lendo

Lançado em 2001, ele ainda é usado por muita gente que tem preguiça ou simplesmente não sabe atualizar o navegador. Mas, pelo amor de Deus, já é hora de aposentar essa porcaria!!!! Continue lendo

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