Alguém lembra do Laser Disc? E do Magiclick? Da Bic 4 cores?
Na seara esportiva, alguém lembra de quando os jogos de vôlei duravam horas? Porque, pra se fazer pontos, existiam as “vantagens” anteriores a cada qual.
E aí, pra tudo isso (exceções talvez ao Magiclick e à Bic, que talvez ainda existam), olhando hoje, a pergunta que me fica é: SERVIRIAM PRA QUE ISSO, AINDA?
O mesmo penso eu da Igreja Católica.
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Que com milênios nas costas, vejo dividida entre a ÂNSIA de se atualizar, pra arrebanhar mais gente, e a CONVICÇÃO DÚBIA para com dogmas tatibitates.
Vez ou outra eles vêm com uns “perdões”. Como recentemente, que com quatrocentos e poucos anos de atraso, “perdoaram” Galileu Galilei.
Lembro haver lido na Folha De S.Paulo ano passado, dalgum movimento revisionista deles pra cima de Nietzsche. Que também era filho de “Deus”, né não?
A nova é eles estarem “absolvendo” os Beatles. Ah, pára!
(tirado do UOL)
Vaticano perdoa Beatles por mensagens “satânicas”
da BBC Brasil
O Vaticano elogiou os Beatles por ocasião dos 40 anos da dissolução da banda britânica, lembrados neste ano.
Em um artigo intitulado “Sete Anos que Abalaram a Música”, o jornal do Vaticano “L’Osservatore Romano” chamou o grupo de “joia preciosa”.
O texto lembra que, segundo alguns comentaristas, os Beatles divulgavam mensagens misteriosas, tidas por alguns até como “satânicas”.
“É verdade que eles tomaram drogas, viveram uma vida de excessos por causa do seu sucesso, e até disseram que eram mais famosos do que Jesus”.
“No entanto, ao ouvir suas canções, tudo isso parece distante e insignificante.”
“Eles podem não ser o melhor exemplo da juventude da época, mas não eram, de maneira nenhuma, o pior. Suas belas melodias mudaram a música e continuam a dar prazer”, diz o artigo.
Referindo-se à dissolução da banda em abril de 1970, o texto diz que “mais do que expressar tristeza pela separação deles, talvez a questão (a se refletir) deveria ser como a música pop teria sido sem os Beatles.”
Surpresa
Os elogios ao grupo britânico podem surpreender muitos católicos, já que a banda chegou a criticar religiões organizadas.
John Lennon causou grande polêmica em 1966 quando disse em uma entrevista à imprensa britânica que os Beatles eram mais populares do que Jesus.
“O cristianismo vai acabar (…) Eu não preciso argumentar, eu estou certo e isso será comprovado. Nós somos mais populares do que Jesus hoje em dia. Eu não sei o que vai acabar primeiro –o rock n’ roll ou o cristianismo.”
Há dois anos a Igreja Católica perdoou Lennon por este comentário. “A declaração de John Lennon, que provocou tanta indignação nos Estados Unidos, depois de todos estes anos soa como uma bravata de um jovem proletário inglês às voltas com um sucesso inesperado”, disse artigo publicado no “L’Osservatore Romano” em 2008.
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Para além do ridículo e do delay oportunista descarados, ponho pra debate umas questões:
1) se estão ainda nos 60′s, por que não absolver os Rolling Stones, bem mais malvados, satânicos e drogados? Talvez por estarem ainda na ativa?
2) se estão em busca de maior rebanho, estão atrás de fãs de Beatles? (Melhor que fossem atrás da torcida do América-RJ ou da Portuguesa). Não deveriam estar um pouquinho mais atualizados, e tentar converter fãs de Black Eye Peas, Shakira e outros descartáveis?
3) se nada disso trouxer mais fiéis, vão tornar Paul McCarney São McCartney, alguém duvida?
4) perdão mais anticristão, impossível: “absolveram” os caras, “absolveram” Lennon, mesmo não sendo gentes boas, nem bons exemplos à época. Arrogante e prepotentemente mordendo e assoprando a um só tempo.
5) de todo modo, uma coisa me soa certa: em pegando o “perdão”, beatlemaníacos e católicos teriam já uma Madalena filha da puta em comum, a compartilharem. Quer a chamem de Maria Madalena mesmo, ou de Yoko Ono…
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E se nada disso realmente der certo, em prol de maior arrebanhamento de otários, talvez fosse o caso de absolverem satânicos de verdade. Tipo o Venom, e ae?
Vai levar uns 600 anos pra rolar, isso se a mesma magna Igreja já não tiver virado seita secreta. Já headbanger e beatlemaníaco acho que continuarão existindo.
Já pensaram isto aqui entoado em uníssono na Missa do Galo?
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