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VIDEOCLIPE DE METAL, ORAS BOLAS!

Grim Reaper já foi homenageado, Meshuggah recomendado. Eis o momento de falarmos/revermos outro videoclipe antológico de heavy metal.

“Balls to the Wall”, do Accept. Que tal?

Imagem de Amostra do You Tube

Com descrição apurada, para que ninguém fique boiando – tipo final do “Lost” – em significados que não existam:

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Ao surgimento do relógio, recorrente durante o vídeo, porque também rodando ao contrário, a tendência é nos debatermos em interpretações e/ou alusões filosóficas atrozes, não fosse a COREOGRAFIA memorável surgida: não um guitarrista apenas na tela, mas outro que surge por detrás. Para daí surgir o baixista!

Momento sublime que muito tr00 jamais ousaria chamar de poser.

Os sujeitos vão abrindo as pernas, a bateria entra (na intro que o Manowar copiou mas não falou pra ninguém) e… cáspita, deixaram o filho de 5 anos de idade do diretor entrar no set? E ainda por cima camuflado? Ah, é o sisUdo!

Que por volta de 1′23″ tem guitarra encaixada na cabeça: será que tiveram que ensaiar muito essa?

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A bola demolidora destrói uma parte do relógio… que mensagem subliminar desejaram passar?

Ah, de qualquer modo, aquilo que a bola não detona os headbangers detonam headbangueando. Alguma crítica implícita à truezice feroz e bitolada, ou elogio descarado à tenacidade e FORÇA do público heavy?

E a câmera vai chegando perto, MUITO PERTO, do zoiUdo, que só assim fica grandão, destacado. Guitarristas e baixista saem do quadro, meio pra garantir eheh

E os headbangers seguem batendo cabeça, segurando (modo de dizer) as pontas. Alguma propaganda subliminar de aspirina? Bão, banda alemã… Bayer, farmacêutica alemã… se é Bayer, é bão… se é Accept, por que não?

E a câmera voltando aos sujeitos tem uns respingos… Tudo isso de PERDIGOTO, ou o quê?

***

As “cordas” voltam, os headbangers também. Insistentes, coesos, invencíveis. O relógio insistindo em aparecer: algum recado indireto do diretor, talvez insatisfeito em ter perdido valioso tempo (que não mais volta) com a banda?

Os heavies vão consumando o rito iconoclasta, o baixista não pára de socar o ar (incentivo?), e a essa altura começo a temer, com tanta perna abrindo cada vez mais, por alguma HÉRNIA nos caras. E em mim: melhor eu parar de imitação empolgada, ficar só no digitar.

A parede é destruída, os heavies embaixo sem soterramento: prova da força do METAL. Os mesmos saem ilesos dos escombros, com saibros e ripas na mão. Medo.

Volta o foco à banda: o guitarrista mal se conforma, e procura consolar o buxUdo. Afago, cafuné, beijinho… talvez o pirralho assim consiga dormir à noite em meio a tamanha desolação.

A câmera os foca e parece mais molhada. Por volta de 4′01″, microfone e pedestal, à esquerda, desabam sozinhos. Muito medo. E a horda jeans cada vez mais perto…

***

No que, chegando ao fim, parecem dar ao pelUdo a chance de fugir a tempo do perigo. O põem na bolona, e vamos nessa. Mas com microfone?

E pior… balançando a bagaça pro lado errado!!

E até hoje permanece a dúvida acerca de o verdadeiro pançUdo ter morrido ou não pelo metal.

FIM.

VIDEOCLIPE DE METAL, CATSO!

O post é para dialogar com post do mês passado (de 9 de Fevereiro) do camarada Evander por aqui no Exílio Rock, que colocou vídeo do Grim Reaper como dos grandes videoclipes do estilo.

Quero contribuir com a idéia, na sugestão de que isso vire até alguma pauta recorrente: certamente todo mundo por aqui tem seu clipe de metal preferido, foderoso, portentoso, magnífico, injustiçado, o mais tr00 e etc.

O meu tudo isso, da vez, é “New Millenium Cyanide Christ”, do Meshuggah, xaropetas de carteirinha:

Imagem de Amostra do You Tube

Porque adoro videoclipes desse naipe: baixo orçamento sem servir de desculpas para produções toscas e, não raro, pretensiosas. Falem a verdade: é um clipe que todos nós, por aqui, poderíamos ter feito. Uma câmera na mão, filmar o som umas 3 vezes pra daí editar, e a obra-prima se conclui! Ler o resto deste artigo »

Isso é que é vídeo-clipe de Metal, porra!

Imagem de Amostra do You Tube

Grim Reaper – Fear no Evil – Clássico dos Clássicos!!!

Os caras chegam montados num tanque anfíbio anti-satânico com IPVA vencido (provavelmente desenvolvido pelas Forças Armadas do Brasil) num galpão onde, lá dentro, os headbangers estão todos acorrentados numa engenhoca, provavelmente moendo café. Os caras da banda invadem o galpão com cara de poucos amigos. Vão invadindo e quebrando as correntes dos metaleiros, como se fossem sindicalistas do heavy metal, libertando a maconheirada das garras sujas de patrões que não pagam 13o salário e/ou vale-transporte.

Não contentes por interromperem a linha de produção do Café Solúvel Grim Reaper, chamam pro pau o próprio patrão e o gerente do mesmo, um Monstrão com cabeça de Lobo (que, antes, tava descendo a chibata nos metalheads com produtividade comprovadamente menor). Os bangers, agora livres das correntes, ficam uriçados prevendo a treta que estava por iniciar. O guitarrista aponta a guitarra pro Lobão e os riffs vão arrebentando com o bicho… Os bangers vão à loucura.

Enquanto isso, a banda vai tocando o seu hino em louvor à classe operária headbanger. Como o bichão ficou só meio atordoado, o vocalista cata um paralelepípedo camarada e manda no meio da fuça do cabra. O bichão prancha de costas… Nessa hora, o Grim Reaper chefão já tava embucetado da vida. Só que ele arrega e se teletransporta sabe-se-lá-Deus pra onde… E a banda termina a música e o clipe.

Grim Reaper rules!!! 

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