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Corinthianos como eu, palmeirenses e santistas certamente sabem o motivo da BIRRA em voga já há algum tempo contra o S.P.F.C. e alguns são-paulinos. E que nem tanto tem a ver com os tantos títulos recentemente conquistados e joselitamente ostentados.

Corinthians, Palmeiras e Santos se esforçam ao máximo pra NÃO MANDAREM jogos no Morumbi não apenas pra não dar dinheiro a esse pessoal (que não fossem os mega-shows deste fim de ano, talvez não lucrassem tanto, já que a torcida só comparece a jogos quando o time ganha ou em jogo de Libertadores…), mas por coisas desse tipo.

Esse tipo de declaração IDIOTA. Dum velho senil e protótipo de muito são-paulino por aí que só vê o próprio time e esquece haver outros. Que quando o próprio time ganha jogo ou título, comemora DEBOCHANDO do adversário, naquela moral de criança mimada de 5 anos: “eu tenho, você não te-em!”.

Essa do Juvenal Juvêncio, que o Sidola replicou ali no Fórum. Desdenhando de Itaquera e dum futuro estádio corinthiano, tecendo declarações fecais a respeito de se “ter que ir a Itaquera com carro de bombeiros” (nonsense geriátrico total) ou de Angela Merkel ter que ser atendida, numa emergência, nalgum hospital em Itaquera.

Como se a chegada à Bambineira fosse a coisa mais fácil do mundo, afinal há metrô, ônibus à vontade e até ônibus espaciais e cabines de teletransporte pra ali chegar, certo? E com tapete vermelho na porta.

Levei duas horas e meia pra chegar  de carro lá, pro show do Rush.

E parei no estacionamento? Estacionamento qual, o que não existe?

Ah, o Panetone é duma modernidade a toda prova: estádio construído há 60 anos e jamais atualizado pro país automobilístico em que vivemos há pelo menos 50. Tive que parar longe, pra fugir dos flanelinhas que cobravam 30 reais o preço mais barato, pra se parar carros em terrenos BARRANCADOS.

Pois o sr. Juvenal certamente desconhece o fato do Morumbi, e da avenida Giovanni Gronchi (onde está a Bambineira) ser uma ILHA em meio à favelas (como a Paraisópolis) à esquerda e à direita do bairro. Ele, que certamente deve ir ao expediente em carro blindado e de vidro fumado, com motorista provavelmente morador em Paraisópolis – a favela ali contígua – ou até em… Itaquera!

(Tomara que o mesmo, se assim for, pra tripudiar resolva pegar caminhos mais complicados e muvucados nos próximos dias)

Ele, que não deve pagar ingresso pra jogo desde os tempos da Santa Ceia, que jamais deve ter pego uma fila pra comprar ingresso, ou se juntado ao gado da hora das saídas – tão comum em todos os estádios, no Morumbi TAMBÉM – e que certamente não usa os modernos e confortáveis banheiros do estádio.

Se a Angela Merkel tivesse que usar algum desses, teria que ir MIJAR DE PÉ. E não, não fiz tal comentário pra soar engraçado.

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Como também não foram engraçadas – tampouco “infelizes” ou “polêmicas”, de acordo com a crônica esportiva eufemística de sempre (e de agora há pouco) – essas desse velho IMBECIL.

Que encarna, a meu ver, o protótipo de muito são paulino IDIOTA que pensa em isso ser HUMOR. Não é. É, sim, desdém e preconceito puro.

Coisa de quem não se enxerga e se recusa a ver as próprias falhas. Naquilo de tese que já externei no Fórum, e reafirmo, de são paulinos como ele terem 2 defeitos: 1) não sabem ganhar; 2) não sabem perder. Afinal, o S.P.F.C. vai indo muito bem… não só no Brasileiro, mas neste ano todo, hum?

Coisa que passa a torcedores imbecis que acabam comprando esse tipo de pensamento e conversa, que gera e mantém a BIRRA e hostilidade das torcidas outras contra esse pessoal, que posa de melhor, de mais preparado, de superior, de ELITE.

Elite, é?

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Como se não tivesse um monte de favelado (termo aqui utilizado sem elitismo) – ainda mais os próximos – que não fosse torcedor do S.P.F.C.

Como se, num hipotético jogo de Copa, não se tivesse (ou as seleções e convidados vip) que haver “carros de bombeiro” - what the fuck? – ou ESCOLTA policial pro pessoal chegar EM TEMPO por lá.

Entre outras coisas. Enfim. Há quem consiga rir disso.

Eu, não.

O gerente-mor do Exílio Rock, Sr. Casmurro, recentemente disse que mudaria o lay-out da bagaça (e ainda não o fez. Por que catso?), mas além disso também propôs um tópico ali no Fórum que repercutiu bastante, sobre a “militância de lan house” psdbista que já passou do ponto de ENCHER O SACO alheio com emails supostamente esclarecidos a respeito da candidata petista ser

1) uma guerrilheira (e o Gabeira também não foi?),

2) sapatona com namorada pleiteando pensão (tão ridículo quanto alguém ACREDITAR que se dá pensão a ex-cônjuge homossexual)

3) ter um vice satanista. E que não é o King Diamond

4) propor continuísmo de política que vem gerando pedidos de demissão de porteiros de prédio no Nordeste, mais afeitos em viverem de “Bolsa Família” que de salário

Entre outras BABOSEIRAS, que ofendem quem se sente minimamente inteligente. Como eu. E que disseminam a DESINFORMAÇÃO a granel.

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Em momentos de bom humor, ao receber emails tais, retruquei à gentil alma que me os enviou que, em o fazendo novamente, também faça MANDANDO O LINK da bagaça. Algo de higiene internética tão alvissareira quanto o costume de se mandar emails em “cópia oculta” pra inibir spams. Afinal, já há textos “geniais” de “Luiz Fernando Veríssimo” e “Arnaldo Jabor” na internet em demasia.

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Trago a pauta em questão novamente, fazendo um ctrl c + ctrl v dum blog consagrado, do Leonardo Sakamoto, jornalista e cientista político, que enfoca a questão dum jeito que eu jamais conseguiria. E com uma coesão que simplesmente diz o que eu gostaria de ter dito.

Cujo link é  http://blogdosakamoto.uol.com.br/2010/10/11/nao-deixe-o-spam-ser-um-grande-eleitor-nestas-eleicoes/

Não deixe o spam ser um grande eleitor neste segundo turno

11/10/2010 – 15:27

Caro(a) amigo(a), se você decide seu voto por conta de uma das dezenas de correntes apócrifas que circulam pela internet, pró-Dilma e pró-Serra (ou anti-Dilma e anti-Serra), parabéns. Você é, oficialmente, uma pessoa manipulável.

Nunca entendi muito bem porque as pessoas acreditam piamente naquilo que recebem em suas caixas de e-mail. Será que o anonimato das mensagens apócrifas é entendido como uma espécie de “sinal”? Do tipo: “Senhor, me dê os números vencedores do jogo do bicho” e, dias depois, você interpreta uma propaganda de um haras, que chegou acidentalmente por e-mail, como resposta para apostar no “cavalo”?! Vai que, da mesma forma que o Altíssimo escreve certo por linhas tortas, ele também “emeia” justo por internet frouxa, não é?

O mais interessante é que algumas dessas mensagens contam com mentiras tão bem construídas que tem mais gente acreditando nelas do que em boas matérias, com dezenas de fontes, feitas por jornalistas com décadas de credibilidade, que desmentem ou explicam o caso.

- Pô, o texto é super bem escrito. Não deve ser falso.
- O e-mail trouxe vários números. Ou seja, não pode ser mentira.
- Ele tem fotos. É mais difícil manipular fotos.
- Recebi isso do Ronaldo, irmão da Ritinha, casada com o Roberval, filho do seu Romeu, lembra? É, Ro-meu. Ele repassou um e-mail que recebeu do Rui, que é chefe dele na Ramos e Ramos, aquela empresa de retroescavadeiras. Homem decente o Ronaldo… então é coisa séria.

É muito mais “quente” acreditar, neste segundo turno, que a candidata X devora criancinhas e o candidato Y bate constantemente nas suas amantes do que encarar que, na vida real, os defeitos, esquisitices e idiossincrasias podem ser outros. Também bizarros, mas que não influenciam no seu caráter e no seu comportamento político, – e que, talvez, não atraiam tanto a atenção. Sabendo disso, o pessoal mal intencionado apela.

A rede mundial de computadores nos abriu um mundo de possibilidades. Hoje, um leitor – se quiser – consegue acessar fontes confiáveis e encontrar números, checar dados, trocar idéias com amigos, comparar governos ou mesmo desmentir pataquadas. Avalie o que você quer para o país e faça uma escolha, sua escolha. Não jogue fora seu voto por uma mensagenzinha mequetrefe. Ah, mas cuidado! Ao se debruçar sobre essas questões, se informar, debater com outras pessoas, mandar e-mail e cobrar do candidato posições, você vai estar fazendo Política, com “P” maiúsculo e não politicagem. E atacando a raiz de muitos preconceitos.

Coisa que o Povo do Spam não quer. Pois o Povo do Spam quer sangue.

***

Algumas mensagens de spam travestem opinião como dados isentos e descontextualizam ou ocultam fatos que não são interessantes para o argumento defendido. Trouxe algumas sugestões reunidas tempos atrás por Rodrigo Ratier, jornalista e mestre em pedagogia, grande especialista na área de educação e comunicação, para usar a lógica a fim de perceber problemas nos textos. Quem já adota essas ferramentas, pode parar a leitura por aqui e vá apagar o lixo acumulado na caixa de entrada. Caso contrário, fica aqui a sugestão.

“A camisinha não protege contra o vírus HIV. A epidemia de Aids cresceu justamente porque se confia nessa proteção”, disse um bispo certa vez.
Desconfie dos argumentos de autoridade. Não é porque o Papa, o Patriarca de Istambul ou a Bispa Sônia disseram algo que você tem que acreditar, não é? O mesmo vale para o presidente da sua associação de moradores ou o diretor do seu sindicato. É preciso provar o que se diz. Exija confirmação dos fatos ou vá atrás dela.

“Não ouviremos as posições do antropólogo Luiz Mott sobre o casamento gay: ele é homossexual.”
Para desmontar um discurso, não se ataca o argumentador, mas sim o argumento.

“Nesta eleição, vamos escolher entre um Sartre e um encanador.”
Não se ridiculariza o outro apenas por ser seu adversário.

“Antes do MST existir, não havia violência no campo.”
Falsa relação de causa e conseqüência – um fato que acontece depois do outro não necessariamente foi causado pelo primeiro.

“Na guerra contra o terrorismo, ou você apóia a invasão do Iraque ou está alinhado com o mal.”
É errado excluir o meio termo. Um debate maniqueísta é mais fácil de ser entendido, mas o mundo real não é um Palmeiras e Corinthians, um Fla-Flu, um Grenal, enfim, vocês entenderam.

“Ou se dá o peixe ou se ensina a pescar.”
Isso é uma falsa oposição. Não se opõe curto e longo prazo necessariamente. Uma ação não invalida a outra. Elas podem ser, inclusive, subsequentes ou coordenadas.

“Isso não é demissão. A empresa apenas avisou que precisará passar por um redimensionamento do quadro de empregados.”
Não se deixe levar pelos eufemismos. Nem por quem fala bonito. Uma pessoa pode te xingar e você, às vezes, nem vai perceber se não se atentar para as palavras que ela escolheu.

“Avenida Faria Lima, Águas Espraiadas, Imigrantes, Minhocão, Rodovia dos Trabalhadores: alguém aí consegue imaginar São Paulo sem todas essas obras feitas pelo Maluf?”
Desconfie dos e-mail que contém um monte de acertos de alguém e ignorem, solenemente, os erros.

(negritos por mim feitos, em trechos que considerei cruciais)

Pouco texto desta vez: apenas uma colaboração pra série “Imagem Tosca Da Semana”, que rola ali no Fórum.

Fica sendo a #33, certo?

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