A última vez em que estive presencialmente com o sr. Sidola foi em meu casamento (me deu a honra, largando a casmurrice por algumas horas) ano passado; a penúltima talvez tenha sido numa festa anual do Baraldi sei lá quando. Já a antepenúltima, tenho dúvidas de se foi no casamento dele ou no show do Señor Coconut, em 2003, no SESC Pompéia.
Uma coisa foi certa: estávamos acompanhados de nossas futuras esposas. (Embora a dele talvez já não fosse assim futura…). Certo ainda é que eu mal sabia que se tornaria a dona Casmurra aqui no Exílio eheh
Outra coisa certa: foi show barato e divertido.
Pra quem não sabe muito, também nem há tanto que saber: se trata dum didjêi alemão chamado Uwe Schmidt que, cansado da cena eletrônica européia (segundo o www.allmusic.com), mudou-se pro Chile, onde reside atualmente, deveras interessado em misturar ritmos latinos à sua música.
Lançou alguns álbuns de proposta insólita: versões de músicas pop ou eletrônicas em abordagens caribenhas/latinas – rumba, mambo, cha-cha-cha, cumbia – com efeitos pra lá de cômicos.
Cometeu já “Riders On the Storm” (The Doors. Que lembro ter rolado no show), “Smooth Operator” (Sade), “Beat It” (Michael Freak Jackson), entre outras bizarrices facilmente encontradas nos You Tube‘s da vida. Alterna discos de material próprio (também em tal formatação) com outros contendo versões, dos quais o mais famoso (e considerado) é um chamado “El Baile Alemán” (de 2000), só de versões de sons de Kraftwerk.
Coisa mais estranha música robótica tornada música sangüínea.
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Outro álbum mais variado – e lançado nacionalmente (peguei o cd anos mais tarde) – é “Fiesta Songs”, contendo as versões de Michael Jackson e The Doors citadas, mas também de “Oxigene (Part II)”, de Jean-Michel Jarre e de “Smoke On the Water”, do Deep Purple, em inglês e em español (tornada “Humo En El Agua”).
Entre outras versões e sons próprios de menor repercussão.
O ponto por aqui desta vez é apenas dar conta do sujeito encontrar-se prestes a tocar no Brasil novamente, com sua “orquestra” (seja lá o que seja isso) em show gratuito em 21 de novembro próximo, num festival de música eletrônica… em Belo Horizonte.
Torço pra que de repente o SESC por aqui resolva trazê-lo novamente. É coisa pra dar umas risadas, desopilar, coisa e tal. E quem sabe romper a clausura do sr. Sido novamente.
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Embora, paradoxalmente considerando, tenho nem se tratar de coisa que eu considere valer a pena ir tanto atrás.
É daquelas coisas irreverentes, como Beatallica, Apocalyptica (sobretudo dos 3 primeiros álbuns), Dread Zeppelin (alguém lembra?) ou Bloco Vomit, aquele bloco de maracatu samba punk bêbado escocês – que teve seus 2 álbuns de versões pra Dead Kennedys, The Undertones, Siouxsie & the Banshees, The Clash, Sex Pistols e outros, “Never Mind the Bossa Nova Here’s Bloco Vomit”
e “Play This Ya Bastard”,
lançados nacionalmente pela Trama – que penso valerem aquela visita ao YouTube ou o download descompromissado meio que pra se poder falar que se conhece.
Coisa e tal.
Sei lá.
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Quanto a versões de Kraftwerk insólitas, aproveito o ensejo pra indicar um tal Balanescu Quartet, de carreira erudita – são um quarteto de cordas (2 violinos, viola, violoncelo)…
… que desovou em 1992 “Possessed”, que nem é coisa do Venom (ou do demo!), mas álbum (também lançado nacionalmente) que contém 3 sons próprios (fracos), uma versão de Talking Heads (xinfrim) e 5 sons dos alemães – “The Robots”, “The Model”, “Autobahn”, “Computer Love” e “Pocket Calculator” – em versões assim eruditas.
Muito legal porque, entre outras coisas, ESCANCAROU a influência incontestável da música erudita no som da horda germano-mecânica de Ralf Hütter e Florian Schneider.
E que comprei a 5 contos certa vez numa loja no Shopping Tatuapé.
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