Não, não foi o filme do Homem de Ferro quem aproximou a Marvel Comics do heavy metal. E sim, é irônico vermos hoje Joe Satriani pouca-telha tal qual a capa consagrada, como a mesma jamais protefizaria.
Não, Satriani não foi o 1º fritador: Yngwie Malmsteen já regurgitava seus arpejos pouco antes. Como doutros modos (inclusive mixolídios e frígios) Jeff Beck, Michael Schenker e Uli John Roth. E sim, “Always With Me, Always With You” foi tema em propaganda de cigarro.
De qualquer modo, em pauta cronofágica mais uma vez transplantada – teletransportada? – aqui para o Exílio Rock, lanço a pauta
“Surfing With Alien”, lançado há 25 anos, o que legou?
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O culto retrô aos anos 90 está inaugurado. Quem não soube do SWU semana passada, que viva pra ver! No que me cabe, enxerto também o Exílio Rock na onda, ora pois.
Isto aqui me remete a tempos de Mtv ligada de madrugada, fita sempre pronta no videocassete (para gravações inesperadas), enquanto fazia qualquer outra coisa, como cortar unha do pé ou ler textos da faculdade.
- Suave And Suffocated
- Walking Through Syrup
- Legoland
- Swallowing Air
- Who Goes First?
- Tantrum
- Not Sleeping Around
- You Don’t Want to Do That
- Leg End In His Own Boots
- Two And Two Made Five
- Fracture (instrumental)
- Spring
- Intact
E o Ned’s Atomic Dustbin foi banda inglesa de safra de bandas de nomes extravagantes, como ainda Carter the Unstoppable Sex Machine e Pop Will Eat Itself, que descobri recentemente terem sido parte duma certa “grebo scene” (graças ao www.allmusic.com, fonte de todo mundo que resolva se meter a falar de música), que sucintamente misturavam rock alternativo, psicodelia e alguma espécie de, se não dance music (ugh!), groove dançante. Mas não poperô ou de bateria programada. Tocada por gente, em instrumentos de verdade.
Haja visto a abertura em “Suave And Suffocated” e o refrão de “Who Goes First?”, grooveados e dançantes, mas com 2 bumbos!
Cena grebo essa de entressafra, escondida entre as bandas sincopadas de Manchester – Happy Mondays, Inspiral Carpets, Stone Roses, The Charlatans – do fim dos 80′s, já dadas à malemolência desencanada, e umas popices noventistas derivativas dela que atingiram o mainstream, como Jesus Jones (eca!) e os one hit wonders The Soup Dragons e EMF.
“Are You Normal?” (1992) foi o 2º álbum dos caras, que eram promessa de vingar desde o 1º single, “Kill Your Television”, lançado na estréia “God Fodder” (1991), mas não aconteceu. E não, no meu entender, por culpa deles, que aqui cometeram músicas uniformemente agradáveis e “pra cima”, com o destaque insólito a mais de terem DOIS BAIXISTAS em sua formação.
Coisa diferente ouvir músicas com um dos baixos, distorcido, puxando um riff ou cometendo uns solinhos, algo que remete claramente a New Order na 1ª, 2ª, 3ª e até 4ª primeiras audições ahah Vocalista sem afetações (vocal limpo e animado) também causa impressão semelhante.
No entanto, a capa aloprada, as letras auto-irônicas e o clima descontraído fazem do disco e da banda algo diferente a ser buscado, caso se tenha o interesse de buscar músicas diferentes. Música pop paudurescente e escapista no bom sentido. Duma cena obscura que inequivocadamente influenciou até o U2 safra “Achtung Baby” [resenhado aqui há 15 dias], como não?
E que sei lá se periga ser objeto dalgum revival em festivais por aqui, tipo o próximo SWU. Oportunidade parece haver, haja visto terem voltado à ativa (há vídeos no You Tube de shows ocorridos ano passado). Provavelmente não, por parecer não terem deixado órfãos tantos assim, que não meia dúzia de outros notívagos náufragos de Mtv noventista, fora eu, que poderiam dar a mínima.
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