Dream Theater

“Coincidência com significado”: eis como consigo entender o conceito junguiano de Sincronicidade, um troço crucial na Psicologia Analítica (que é baseada na obra do próprio Carl Gustav Jung), que mesmo Jung e discípulos se embananam na hora de explicar em termos leigos.

Ainda que toda coincidência tenha algum significado: ou então não haveria coincidência. Acontece que com eventos ditos “sincrônicos”, a perspectiva vai pra alcances e entendimentos premonitórios, reveladores, sinistros, agourentos e/ou mórbidos.

Isso posto pra comentar sobre a iminente comemoração – modo de dizer. Embora EU COMEMORE – de 9 anos do atentado das Torres Gêmeas, no World Trade Center, naquele 11 de Setembro de 2001.

E dos 2 exemplos mais perfeitos de sincronicidade que conheço, a ver com o heavy metal nosso de cada dia.

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Alguém ainda lembra que o “God Hates Us All”, do Slayer, foi lançado justamente naquele dia daquele ano?

E que “Disciple”, duma meiguice quase emo, relatando ataques terroristas e fundamentalismo religioso, consta nele assustadoramente coincidente e literal?

Pra quem ainda não reparou, segue a letra:

Disciple

Drones since the dawn of time
Compelled to live your sheltered lives
Not once has anyone ever seen
Such a rise of pure hypocracy
I’ll instigate I’ll free your mind
I’ll show you what I’ve known all this time

God Hates Us All, God Hates Us All
You know it’s true God hates this place
You know it’s true he hates this race

Homicide-Suicide
Hate heals, you should try it sometime
Strive for Peace with acts of war
The beauty of death we all adore
I have no faith distracting me
I know why your prayers will never be answered

God Hates Us All; God Hates Us All
He Fuckin’ hates me

Pessimist, Terrorist targeting the next mark
Global chaos feeding on hysteria
Cut throat, slit your wrist, shoot you in the back fair game
Drug abuse, self abuse searching for the next high
Sounds a lot like hell is spreading all the time
I’m waiting for the day the whole world fucking dies

I never said I wanted to be God’s disciple
I’ll never be the one to blindly follow

Man made virus infecting the world
Self-destruct human time bomb
What if there is no God would you think the fuckin’ same
Wasting your life in a leap of blind faith
Wake the fuck up can’t ignore what I say
I got my own philosophy

I hate everyone equally
You can’t tear that out of me
No segregation -separation
Just me in my world of enemies

I never said I wanted to be God’s disciple
I’ll never be the one to blindly follow
I’ll never be the one to bear the cross-disciple

I reject this fuckin’ race
I despise this fuckin’ place

E o som:

Imagem de Amostra do You Tube

Outro álbum também inadvertidamente – ops, sincronicamente – lançado em 11 de Setembro de 2001, foi o triplo ao vivo do Dream Theater, “Live Scenes From New York”, de capa pra lá de reveladora e/ou premonitória, hum?

E que tanto caiu mal, que mandaram recolher e relançaram com outra arte.

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Sei lá se me fiz claro na exposição do termo; só sei que PRA MIM, desde 11 de Setembro de 2001, ele me ficou BASTANTE claro.

E estivesse eu ainda na faculdade na época (até estava, mas estagiando: não mais em sala de aula), talvez tivesse abraçado um pouco mais a prolixa e sinuosa linha junguiana…

Brian Johnson, recém-consagrado pensador, e meu pensador favorito da semana passada, voltou a sê-lo.

Só que desta vez, pra eu discordar.

Muita gente por aqui deve lembrar que, prestes a chegar ao Brasil pra “Black Ice” tour, houve um fã-clube gringo que fez meio um manifesto meio petição meio intimação, pedindo à banda que mudasse um pouco os set-lists de shows, já que há muito alguns fãs (sobretudo os xiitas, que os seguem prum monte de lugares) estavam cansados de ver sempre as mesmas músicas…

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