Semana passada comprei isto aqui a 10 contos (R$ 9,90), na Lojas Americanas.
E nem reparei bem se tratar de lançamento do tal Coqueiro Verde, selo que vem desovando materiais meio duvidosos – shows claramente passados em dvd de vhs sem tratamento, ou o dvd “Lemmy 49% Motherfucker, 51% Son Of a Bitch” lançado porcamente sem o cd bônus da versão gringa – mas também por crer que o material seria de responsa.
Ian Gillan ainda não estava total vergonha alheia – a despeito duns momentos forçados de (falsa) empolgação – neste show ainda não tão recente, nem tão antigo, do ainda não totalmente descaracterizado Deep Purple (só em “Highway Star”, que DEVERIAM parar de tocar), o set-list é legal e Jon Lord grisalho ainda valia como atração.
Também deu pra relevar ser da Coqueiro Verde o fato de conter uns extras: behind the scenes, videoclipes meio toscos (todos setentistas) e, sobretudo, legendas em PORTUGUÊS e em INGLÊS pra tudo – exceto nos videoclipes – até mesmo nas letras das músicas, não só nos comentários chôchos entre sons do vocalista clone de Bill Murray.
Certamente derivados dalguma 1ª prensagem do dvd, que deve ter sido por outro selo.
E que é ponto que me deixou pensando: interessante quando surgiu o dvd como “novidade”, que tudo quanto era lançamento tinha legenda pra tudo (num meu do Blackmore’s Night, legendas até em russo), montes de extras e até encartes caprichados.
Tudo bem que só eu devo comprar dvd ainda hoje. Mas os selos – mesmo os majors – não vêm mais fazendo tanto esforço pra que eu (e uma meia dúzia outra, vai) ainda os adquira: faltam legendas, menus, inexistem encartes e a Lei do Mínimo Esforço tomou conta.
Tomara que ao menos tais mixórdias custem mais barato em saldões futuros…
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Ano que vem será o último, em MUITO tempo, em que se poderá brincar com dia, mês e ano iguais para eventos especiais. Não me pareceu uma brincadeira tão praticada assim, que só me recordo do “Christ Illusion” (Slayer com Dave Lombardo de volta) lançado em 6 de Junho de 2006 (6 – 6 – 6).
Todo modo, o 11 de 11 de 11 será lembrado como o do anúncio até previsível da volta do Black Sabbath original. (Acho curiosíssimo serem das poucas bandas antigas em que ninguém morreu ainda). Pra disco novo (que amigo fanático – salve, Inácio! – afirma estar gravado já há 10 anos) e turnê, que vai que passa por aqui. E que não sei se irei.
Postava a esse respeito no meu blog solo, o Thrash Com H, semana passada, no sentido de não me agradar a junção decrépita de alguns integrantes – sobretudo Ozzy Osbourne e Bill Ward, há muito jogando a prorrogação e, bobear, nem indo pros pênaltis – e termos algum show até memorável (seríamos um público demasiado respeitoso com seus velhos ícones?), mas de músicas antigas executadas uns 15 TONS ABAIXO e ainda mais lentas que a lentidão sabbáthica consagrada.
Nomes aos bois: na tal turnê geradora do dispensável barra caça-níquel “Reunion”, lembro haver lido – já nem lembro onde – que Ward já não agüentava o tranco. (Motivo esse, inclusive, de sua exclusão do Heaven And Hell). Tanto que o Mike Bordin (ex-Faith No More e Ozzy) parece ter excursionado junto, como backup atrás do palco, assumindo a bateria nuns sons ao longo da tour.
Qualquer modo, tenho muito o que pensar até que a data, lugar e preço sejam anunciados.
O que faço aqui hoje é aproveitar o ensejo pra postar um vídeo do Gov’t Mule executando “War Pigs”, dum modo não tão absurdo como fez o Faith No More anos atrás, mas com um feeling impressionante e uma veia blues destacada no som, que acho interessantíssima.
Tem um baixista perdido ali no meio, que é o Jason Newsted, o 2º cara melhor relacionado no heavy metal, que na época já havia largado o Metallica na mão pra dar… em quê??
E o vídeo é dum dvd pra lá de extenso (mais de 3h de duração) da banda southern, “The Deepest End” (de 2003), que conta com uma caralhada de baixistas convidados – incluídos ainda Roger Glover (tocando com eles “Maybe I’m a Leo”, do Deep Purple) e Les Claypool, do Primus. Duma época em que os caras excursionaram um tanto rendendo tributo a seu falecido baixista, Allen Woody.
Coisa fina pra quem se deslumbrou com Lynyrd Skynyrd no SWU, ou pira com Allman Brothers (donde Haynes e Woody saíram pra fundar o trio) e que em internet se acha, se baixa, se vê. Bastando querer.
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A última vez em que estive presencialmente com o sr. Sidola foi em meu casamento (me deu a honra, largando a casmurrice por algumas horas) ano passado; a penúltima talvez tenha sido numa festa anual do Baraldi sei lá quando. Já a antepenúltima, tenho dúvidas de se foi no casamento dele ou no show do Señor Coconut, em 2003, no SESC Pompéia.
Uma coisa foi certa: estávamos acompanhados de nossas futuras esposas. (Embora a dele talvez já não fosse assim futura…). Certo ainda é que eu mal sabia que se tornaria a dona Casmurra aqui no Exílio eheh
Outra coisa certa: foi show barato e divertido.
Pra quem não sabe muito, também nem há tanto que saber: se trata dum didjêi alemão chamado Uwe Schmidt que, cansado da cena eletrônica européia (segundo o www.allmusic.com), mudou-se pro Chile, onde reside atualmente, deveras interessado em misturar ritmos latinos à sua música.
Lançou alguns álbuns de proposta insólita: versões de músicas pop ou eletrônicas em abordagens caribenhas/latinas – rumba, mambo, cha-cha-cha, cumbia – com efeitos pra lá de cômicos.
Cometeu já “Riders On the Storm” (The Doors. Que lembro ter rolado no show), “Smooth Operator” (Sade), “Beat It” (Michael Freak Jackson), entre outras bizarrices facilmente encontradas nos You Tube‘s da vida. Alterna discos de material próprio (também em tal formatação) com outros contendo versões, dos quais o mais famoso (e considerado) é um chamado “El Baile Alemán” (de 2000), só de versões de sons de Kraftwerk.
Coisa mais estranha música robótica tornada música sangüínea.
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Outro álbum mais variado – e lançado nacionalmente (peguei o cd anos mais tarde) – é “Fiesta Songs”, contendo as versões de Michael Jackson e The Doors citadas, mas também de “Oxigene (Part II)”, de Jean-Michel Jarre e de “Smoke On the Water”, do Deep Purple, em inglês e em español (tornada “Humo En El Agua”).
Entre outras versões e sons próprios de menor repercussão.
O ponto por aqui desta vez é apenas dar conta do sujeito encontrar-se prestes a tocar no Brasil novamente, com sua “orquestra” (seja lá o que seja isso) em show gratuito em 21 de novembro próximo, num festival de música eletrônica… em Belo Horizonte.
Torço pra que de repente o SESC por aqui resolva trazê-lo novamente. É coisa pra dar umas risadas, desopilar, coisa e tal. E quem sabe romper a clausura do sr. Sido novamente.
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Embora, paradoxalmente considerando, tenho nem se tratar de coisa que eu considere valer a pena ir tanto atrás.
É daquelas coisas irreverentes, como Beatallica, Apocalyptica (sobretudo dos 3 primeiros álbuns), Dread Zeppelin (alguém lembra?) ou Bloco Vomit, aquele bloco de maracatu samba punk bêbado escocês – que teve seus 2 álbuns de versões pra Dead Kennedys, The Undertones, Siouxsie & the Banshees, The Clash, Sex Pistols e outros, “Never Mind the Bossa Nova Here’s Bloco Vomit”
e “Play This Ya Bastard”,
lançados nacionalmente pela Trama – que penso valerem aquela visita ao YouTube ou o download descompromissado meio que pra se poder falar que se conhece.
Coisa e tal.
Sei lá.
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Quanto a versões de Kraftwerk insólitas, aproveito o ensejo pra indicar um tal Balanescu Quartet, de carreira erudita – são um quarteto de cordas (2 violinos, viola, violoncelo)…
… que desovou em 1992 “Possessed”, que nem é coisa do Venom (ou do demo!), mas álbum (também lançado nacionalmente) que contém 3 sons próprios (fracos), uma versão de Talking Heads (xinfrim) e 5 sons dos alemães – “The Robots”, “The Model”, “Autobahn”, “Computer Love” e “Pocket Calculator” – em versões assim eruditas.
Muito legal porque, entre outras coisas, ESCANCAROU a influência incontestável da música erudita no som da horda germano-mecânica de Ralf Hütter e Florian Schneider.
E que comprei a 5 contos certa vez numa loja no Shopping Tatuapé.
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