O post é especialmente dedicado a quem:
- consegue sacar cada sílaba pronunciada pelo João Gordo nos sons do Ratos De Porão mesmo sem os encartes à mão
- considera John Tardy (Obituary) o supra-sumo e ISO 9001 da expressividade fonética em todo o heavy metal
- consegue seguir as letras do “Reek Of Putrefaction” (Carcass) no encarte sem se perder uma única vez
Você preenche tais requisitos? Pois além de te considerar meu herói barra minha heroína, faço questão de apresentar Sheila Chandra
E pedir: dá pra me explicar?
ahah
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Levante a mão quem nunca teve algum vinil barra cd com o adesivinho infame abaixo
E levante a outra mão quem nunca ficou sabendo se tratar de coisa do PMRC, campanha de mulheres ociosas de políticos estadunidenses, iniciada no longínquo 1985 e que incluía a esposa do ecologista de butique Al Gore, Tipper Gore – alguém que, ao contrário do que o sobrenome sugere, deve é abominar Cannibal Corpse e o Carcass do início – contra o rock fomentador de consumo de drogas e violência, incitador de toda uma onda descontrolada de suicídios etc.
Por trás do eufemístico “aviso” se escondia (se esconde) a CENSURA pura e simples, praticada até hoje por cadeias varejistas que se recusam a vender álbuns – as que ainda vendem discos, claro – com o mesmo. Em campanha que, fora inócua, também se mostrou ainda mais incentivadora nas vendas dos discos proscritos, pelo menos naquilo que Ozzy, Dave Mustaine ou Frank Zappa (não lembro bem) bem sacaram, ainda nos 80′s.
Pois bem. Ia ouvindo este aqui esses dias
Anacronicamente acompanhando o encarte, pra tentar captar a história completa, e tal. Quando me deparo com o VERDADEIRO parental advisory, cunhado nele pelo próprio King Diamond. Que, longe de alardear alarmismo imbecil ou falso moralismo, simplesmente vai direto ao assunto, atribuindo responsabilidades e jamais tratando quem ouve o trampo como IDIOTA. Eis:
FOREWORD
Seen through the eyes of a lunatic (me), this story portrays some of the darkest sides of the human mind. It deals with hate, fear, guilt, revenge, justice, injustice, twisted love, innocence and a perverted swine by the name of McKenzie (the mayor), who molested his own 7 year old daughter, Lucy; and blamed it all on me. I, the lunatic, am trying to the best of my ability, to bring Mayor McKenzie back to justice for all the crimes he has commited. In many ways I fail miserably.
Fortunally none of the characters in this story are real; but unfortanely ther are all too realistic. Anyway, whether we like it or not, we all have bad thoughts, and that’s perfectly alright, as longas we do NOT act upon them. Therefore, do NOT try to copy or re-enact any portion of this story. If you do, you are simply too stupid to be alive.
Have FUN, King Diamond
Bem, e se é que entendi bem a história e seu final CAPENGA (o tal “twisted love” muitíssimo abrupto, hein Jessiê?), me ficou deste “The Graveyard” que ao menos alguma coisa no encarte valeu ser lida…
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Acredito ninguém por aqui ainda ter romantismos acerca de “voltas” de bandas. Sobretudo “voltas triunfais”, que simplesmente inexistem.
Particularmente, os anos vêm me tornando cínico em relação ao assunto, de que já fui até mais radical (SER CONTRA tudo quanto é volta) a respeito… até aquele show do Carcass de 2 anos atrás, simplesmente arregaçante.
Show esse em que Jeff Walker, com desconcertante sinceridade, expôs a todos os presentes os (4) reais motivos daquela volta: “dinheiro”, “garotas”, “cocaína” e ajudarem Ken Owen, baterista ausente (embora presente no fabuloso cartaz da turnê) e ainda às voltas com fisioterapia e regime intenso de reabilitação, por conta dum avc ocorrido já há alguns anos.
Não desacredito de todo que, em meio ao pragmatismo da volta por grana, droga, status, muié, não possa também ocorrer alguma SAUDADE entre os envolvidos, que voltam a se falar, se desculpam por besteiras que causaram rupturas, etc. e tal. No entanto, se trata da volta do Soundgarden este post, que vem pra mim inaugurando outros elementos bastante explícitos e MELANCÓLICOS no assunto.
Daqueles de fazer o fã se sentir um filantropo querendo ajudar.
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A volta já vinha sendo anunciada desde ano passado, em que supostamente sairiam em turnê com os TIOZINHOS PRECOCES do Pearl Jam, algo duma logística razoável, uma vez contarem com os serviços do mesmísssimo estupendo baterista Matt Cameron. Mas não rolou.
Aí a gente vai às notas “Caras” dos whiplash da vida, e vê o Pearl Jam parando com shows por “tempo indetermidado” por conta do vocalista ir casar… Aí a gente vê essa volta tímida e manquitola, de lançamento de coletânea com som inédito (gravado mas não incluído no “Badmotorfinger”, de 1991) e duns 2 ou 3 showzinhos sem mega repercussão (até porque a banda nem parece ter sido tão incensada assim há 18 anos) que não a da dúzia de saudosos em catarse.
Aí vou ao Portal Rock Press e vejo a seguinte nota esclarecedora, desovada por uma – ex? – empresária dos redivivos:
SOUNDGARDEN: BANDA NÃO ESTÁ CONFIANTE SOBRE O RETORNO
Foi uma das reuniões mais aguardadas do ano mas, até agora, o Soundgarden tocou ao vivo somente 3 vezes: em 2 pequenos clubes e no festival Lollapalooza.
Em uma entrevista à revista Spin, Susan Silver, ex-mulher de Chris Cornell, disse que a única razão pela qual o vocalista decidiu se juntar aos ex-companheiros é o pouco sucesso de sua carreira solo.
“Chris já não tinha mais para onde ir. A carreira solo estava tão diluída que começou a mudar o seu comportamento. Mas fazer as pazes leva tempo, por isso é que até agora só fizeram um show num clube e um a nível nacional”, diz Silver, que foi também manager do Soundgarden e continua a representar bandas como o Alice In Chains.
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Fora considerarmos algum “fogo amigo” (cacete: empresária ex-esposa??), vá ser sincera e “tiro no pé” assim lá na puta que pariu!
Além disso, vi a seguinte nota whiplashica…
Soundgarden: baixista “sem casa” e “totalmente quebrado”
O baixista do Soundgarden, Ben Shepherd, revelou que está “totalmente quebrado” e tecnicamente sem casa, mesmo com a reunião da banda este ano.
Em uma entrevista para a Spin Magazine, o baixista confirmou que está tecnicamente sem casa após ter terminado com sua namorada e está dormindo em qualquer lugar que puder.
Quando lhe foi perguntado onde mora, ele disse: “Em lugar nenhum. Literalmente. Tenho dormido em sofás no estúdio e em casas de amigos. Estou totalmente quebrado.”
Shepherd também revelou a dificuldade que passou após a banda ter terminado, admitindo que se viciou em analgésicos. Ele disse: “Parecia que minha vida tinha acabado. O Soundgarden se separou; minha outra banda, Hater, se separou; minha noiva terminou comigo; e então eu quebrei três costelas. Me viciei em analgésicos, bebia em grande quantidade, e usei morfina. Fiquei deitado em minha casa por cinco dias, e ninguém sabia.”
No início do ano o Soundgarden anunciou planos para voltar à ativa após 13 anos. Também foi revelado que a banda unirá forças com a equipe por trás do jogo de video-game Guitar Hero, para firmarem um acordo em que a nova coletânea de hits da banda seja inclusa nas primeiras cópias de “Guitar Hero: Warriors Of Rock”.
Pra chegar a uma impressão:
* os caras voltaram (na verdade, estão TENTANDO voltar. E “The Day I Tried to Live” estranhamente não consta no set da turnê) porque, pelo jeito, são uns losers. Ainda mais losers que o Weezer, uns losers posers se comparados!
A não ser que isso seja tudo estratégia de marketing extravagante.
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