O “Guia Folha” desta semana, guia cultural que sai toda sexta na Folha De S.Paulo, numa página – “Correio” – dedicada a reclamações (muitas) e elogios (raríssimos) a atendimentos em serviços e baladas, conta com o depoimento duma certa Simone Roncoli, advogada de 48 anos que não conheço, e que também não acho ser indiscreto reproduzir, uma vez que já o fez num jornal de maior circulação que o Exílio Rock:
“Na noite de 25 de março, quatro amigas e eu estivemos no Bar Brahma e fomos atendidas por um garçom que, depois da terceira rodada de chope, aproximou-se de nossa mesa e começou insistentemente uma conversa estranha, dizendo: ‘Toque aqui (apontando um amuleto azul de cristal pendurado em seu pescoço) e tenha fé, que ele é poderoso e vai te curar’. Uso lenço na cabeça, pois fiz quimioterapia, e estava no bar comemorando minha recuperação. Entendi a atitude como um preconceito travestido de piedade e fiquei envergonhada”.
Fora a vergonha alheia sentida e alguma indignação com o tratamento oferecido pelo garçom mala, penso em tantas vezes que já não fomos ou somos VÍTIMAS dessas pessoas que TANTO QUEREM AJUDAR.
