Accept

Ah, videoclípico.

“Midnight Mover”, Accept (1985)

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“Astronomy Domine”, Voïvod (1989/1990)

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“Even Better Than the Real Thing”, U2 (1992)

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Claro que o do Accept roda na horizontal. 6 erros pra ele, tudo bem.

Mas vão indicados, de todo modo, pra quem não sofrer de labirintite.

(Que Doro Pesch o quê…)

Amigo meu – salve, Maurício! – esses dias mandou email intitulado “banda pornô”, me perguntando “como se chama aquela banda que tem uma atriz pornô como vocalista, e que ela aparece com os peitos de fora em todas as capas”?

Intuí se tratar da Wendy O Williams, carreira solo, e que fora do Plasmatics. E mandei montes de links pro cara ir mais a fundo (ui!) no lance.

Devidamente transformados aqui em mais um post pra ninguém ler.

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Curioso que a moça seja muito lembrada como “atriz pornô”. Nunca foi. Nenhuma capa de nenhum disco a tem de peito de fora. O que fez foi cometer umas atuações atrozes nuns filmes-b, o mais famoso, “Reformatório Só Para Mulheres” (ou coisa do tipo), que quem for do tempo que o SBT chamava ainda TVS certamente assistiu umas 3 vezes, sempre com aquela tarja (não soprano) “pela 1ª vez na televisão” ahah

Fez também um episódio do McGyver. Mas isso após encerrada a carreira musical, que durou 10 anos (de 1978 a 1988).

E o que/quem foi então a Wendy?

Praticamente “o Lemmy de saias”, como o Maurício dizia. Estivesse viva, certamente daria jeito de endossar “Rock Out” (do ainda recente “Motörizer”): “rock out / with your cock out” ahah

Cantava no Plasmatics, que tinha o arranque e a postura punk com o som na beirada do heavy metal bruto, áspero, rude. Tipo o Motörhead dos primórdios mesmo. Usava penteado moicano – em cima, com certeza eheh – e cantava de biquíni no palco, às vezes com os peitos de fora mal disfarçados ora com fita isolante, ora com creme de barbear.

Foi presa algumas vezes – e o texto sobre ela no www.allmusic.com tem passagem interessante em que policiais que a prenderam certa vez prestaram queixa de ELA os ter molestado ahah – por meiguices ao palco tais quais simular masturbação com marreta, quebrar televisões, portar metralhadoras de brinquedo.

Gangsta rap? É emo perto dos Plasmatics

Gente boníssima, em suma.

E bem relacionada, pois em alguns momentos na carreira contou com auxílios luxuosos:

* em 1982 gravou single, “Stand By Your Man” (dum certo – certa? – Tammy Wynette) com Lemmy. Consta na coletânea “No Remorse” motörhéadica, junto dela mandando ver em “No Class” e “Masterplan”, também da horda de Lemmy

* também nesse ano, lançou junto aos Plasmatics álbum intitulado “Coup d’Etat”, que fora render a ela indicação ao Grammy (!!!), foi produzido or Dieter Dierks, à época produtor badalado do Accept

* 1984 lançou “WOW”, que além de servir como abreviação do próprio nome foi também artifício pra driblar problemas legais envolvendo o nome Plasmatics, contando com produção de Gene Simmons e participações de Ace ‘manguaça’ Frehley, Eric Carr e Paul ‘bichona’ Stanley nuns sons. Fora 2 ou 3 sons do Kiss na bagaça, aparentemente 1 composto pra ela: “Ain’t None Of Your Business”.

Na seqüência cometeu (em 1986) “Kommander Of Kaos”, o único que tenho, ainda em fita cassete (e que parei de ouvir pra não gastar…), com o som do Kiss acima citado em versão ao vivo e outra versão motörhéadica (“No Class” foi registrada no anterior), “Jailbait”, que pra mim supera a original. E que recomendo veementemente.

Apesar da contundência dos álbuns, parece que acabou nunca vingando comercialmente.

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Links de participações dela com o Motörhead (registrado no dvd “The Birthday Party”):

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E de participação de MEIO MotörheadLemmy e Würzel – em show dela:

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Em 1988, lançou disco aparentemente equivocado - de rap! – e recolheu-se da cena musical, indo trabalhar com animais abandonados e professando o vegetarianismo, fora ter feito alguns bicos em filmecos e seriados. Sempre em forma.

E a nota triste foi a de seu SUICÍDIO, ocorrido aos 49 anos, em 6 de Abril de 1998. Com um tiro na cabeça. Se diz que andava sofrendo de depressão.

Lemmy dedica “No Class” a ela, no ao vivo “Everything Louder Than Everyone Else” (lançado em 1999), descrevendo-a como “uma grande amiga”. Impressão que dá é que era muito louca, mas no bom sentido. Não tão autodestrutiva, mas confrontadora. Dadaísta. Excêntrica. De feminilidade sexy E impositiva, não vulgar.

E talvez não tão influente – ainda? – como trocentas mulherzinhas surgidas no heavy metal duns 15 anos pra cá. (Que Angela Gossow o quê!…). Até porque a era do Politicamente Correto parece ainda não ter hora pra acabar. Mas que recomendo downloads e procuras biblio e discográficas (2 ep’s e 6 álbuns) porque acho bão demais.

(Post contra-indicado pra quem curte Van Canto ou alega “vergonha alheia” como álibi caduco pra vergonha própria de assumir que curte Manowar)

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Ninguém me perguntou, mas dentre as razões por que eu curto Therion, e os considero a MELHOR das bandas de heavy metal “orquestradas”, “sinfônicas”, pinço estas:

1) mesmo tendo tido inúmeras formações ao longo da trajetória, com apenas o líder/dono/chefe Christofer Johnsson permanecendo, ainda assim a banda soa como BANDA, não como projeto umbigo

2) mesmo fazendo uso de lances pré-gravados (né, 14?) ao vivo, acionados pelo baterista em laptop vizinho ao chimbau, a banda é DE VERDADE em show, levando tenores e sopranos pra cima do palco

3) material disponível abundante, sobretudo seus últimos boxes – dos quais recomendo os antepenúltimo e penúltimo “Celebrators Of Becoming” (4 dvd’s + 2 cd’s) e “Live Gothic” (dvd + 2 cd’s) – no mais, pra lá de ace$$íveis: na Galeria encontra-se o 1º a módicos 60 paus e o 2º a uns 40

4) a tradição da banda já de perpetrar uns covers, maioria impecáveis, como “Under Jolly Roger” (Running Wild), “Children Of the Damned” (Iron Maiden), “Fight Fire With Fire” (Metallica), “Iron Fist” (Motörhead, mesmo sem orquestrações) e ousados (porque tornados diferentes. Ou a cara da banda), como nos casos de “Seawinds” (Accept) ou “Summernight City” (ABBA) e etc.

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Os caras, pra quem ainda não viu ou sabe, também coverizaram o Manowar.

“Thor”, no “Live Gothic” (show na Polônia) acima citado. Embora registrada em estúdio anteriormente no mezzo coletânea “Crowning Of Atlantis” (de 1999), de modo não tão bombástico. Pois esta abaixo, devido à vibração e formação menos austera no palco, ficou, pra mim, ainda MELHOR QUE A ORIGINAL. Pra quem duvidar ou se dispuser a contra-argumentar, ei-la:

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Com uma observação por ora adicional:

percebe-se claramente, da parte da banda como também do público, a ambivalente postura a um só tempo SARRISTA e SÉRIA durante o som. Risos pra todo lado, estupefação coletiva e cúmplice, execução esmerada, maneirismos vocais propositais, martelo de brinquedo jogado ao público no final, cambalhotas no palco e ainda um bônus:

a parte em que o baterista Petter Karlsson canta a última estrofe, antes do solo. Hilária. Memorável.

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