Opinião

Meu 2º post sobre o 11 de Setembro. Que, ah, vai fazendo 10 anos.

10 anos do “atentado que mudou o mundo”. Do “maior atentado da História”. É mesmo?

O maior atentado TELEVISIONADO da História, eu concordo. A choradeira e a comoção exageradas vieram de brinde. Mudou o mundo pra pior, e não por temermos – o mundo inteiro, não só os estadunidenses mártires – até hoje trombar com algum fundamentalista islâmico na rua, certo?

Ao que me parece, tirando uns e outros atentados posteriores – e menores – prontamente negados como tendo ligação com o 11/9, nada mais houve nessa linha. O que vem havendo, pelo contrário, é a TRUCULÊNCIA autorizada e supostamente justificada da política e autoridades estadunidenses para com tudo o que não é americano.

Revistas infundadas, tratar os estrangeiros como leprosos ou terroristas em potencial, invasões torpes e a granel… Realmente, os estadunidenses vêm tornando o mundo pior (não que já não o fizessem) desde então.

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Não sou um cuzão de plantão, que não se solidariza com as vítimas e com os inocentes envolvidos no macabro (e fantástico) incidente. Só não entendo – fora por subserviência editorial – o exagero de cobertura da nossa mídia com o evento: há jornalistas e equipes de tv pra lá enviadas pra ficar entrevistando bombeiros samaritanos, pais embargados de vítimas, autoridades supostamente zelosas. Por quê?

O pouco que vi até agora, foi da Globo News, reprisando o momento da notícia e ostentando terem sido a “1ª televisão brasileira a noticiar” o evento. Mídia lambendo o próprio umbigo: estou fora!

Imagem de Amostra do You Tube

Pois, no mais, a maior marca de autoritarismo e censura inaugurados a partir do atentado, foi a do SUMIÇO TOTAL do single do AC/DC à época, “Safe In New York City”, do ótimo “Stiff Upper Lip” lançado 1 ano antes.

Gostaria de crer ter sido coisa da banda ou de sua assessoria sumir com o clipe e o som por solidariedade e delicada + involuntária coincidência. Ponto pra eles até, se assim foi. No entanto, acho mais plausível ter sido coisa da Mtv ou da mídia estadunidense o ATENTADO secundário decorrente.

E fico pensando numa certa hipocrisia: fosse o AC/DC banda yankee (tipo um Aerosmtv, ou sei lá que banda patriota da vez. Black Label Society, talvez), provavelmente seria o single ainda mais badalado e martelado nas cabeças, pelo civismo indiretamente embutido. O mais vendido da História, quiçá. Com renda revertida pra sei lá quem, e camisetas a ver vendidas a granel.

Tudo para que, nos próximos 50 a 100 anos, continuássemos (nós, do resto do mundo) – como continuaremos, mesmo sem isso – tendo que engolir sentimentalismos idiotas e atrozes a respeito dum evento do qual nem temos ou tivemos parte.

Levante a mão quem nunca teve algum vinil barra cd com o adesivinho infame abaixo

E levante a outra mão quem nunca ficou sabendo se tratar de coisa do PMRC, campanha de mulheres ociosas de políticos estadunidenses, iniciada no longínquo 1985 e que incluía a esposa do ecologista de butique Al Gore, Tipper Gore – alguém que, ao contrário do que o sobrenome sugere, deve é abominar Cannibal Corpse e o Carcass do início – contra o rock fomentador de consumo de drogas e violência, incitador de toda uma onda descontrolada de suicídios etc.

Por trás do eufemístico “aviso” se escondia (se esconde) a CENSURA pura e simples, praticada até hoje por cadeias varejistas que se recusam a vender álbuns – as que ainda vendem discos, claro – com o mesmo. Em campanha que, fora inócua, também se mostrou ainda mais incentivadora nas vendas dos discos proscritos, pelo menos naquilo que Ozzy, Dave Mustaine ou Frank Zappa (não lembro bem) bem sacaram, ainda nos 80′s.

Pois bem. Ia ouvindo este aqui esses dias

Anacronicamente acompanhando o encarte, pra tentar captar a história completa, e tal. Quando me deparo com o VERDADEIRO parental advisory, cunhado nele pelo próprio King Diamond. Que, longe de alardear alarmismo imbecil ou falso moralismo, simplesmente vai direto ao assunto, atribuindo responsabilidades e jamais tratando quem ouve o trampo como IDIOTA. Eis:

FOREWORD

Seen through the eyes of a lunatic (me), this story portrays some of the darkest sides of the human mind. It deals with hate, fear, guilt, revenge, justice, injustice, twisted love, innocence and a perverted swine by the name of McKenzie (the mayor), who molested his own 7 year old daughter, Lucy; and blamed it all on me. I, the lunatic, am trying to the best of my ability, to bring Mayor McKenzie back to justice for all the crimes he has commited. In many ways I fail miserably.

Fortunally none of the characters in this story are real; but unfortanely ther are all too realistic. Anyway, whether we like it or not, we all have bad thoughts, and that’s perfectly alright, as longas we do NOT act upon them. Therefore, do NOT try to copy or re-enact any portion of this story. If you do, you are simply too stupid to be alive.

Have FUN, King Diamond

Bem, e se é que entendi bem a história e seu final CAPENGA (o tal “twisted love” muitíssimo abrupto, hein Jessiê?), me ficou deste “The Graveyard” que ao menos alguma coisa no encarte valeu ser lida…

Uma versão bastante fiel do corpo e do sangue de Cristo dividido e derramado por “nós”?

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