Lugares

O post político da vez é entrecruzado:

  1. com matéria lida no Ig sexta-feira passada, sobre vereadores presos em MG
  2. com fotos dum email que recebi tempos atrás, sobre outdoors interessantíssimos em Jaraguá e Jaraguá do Sul, SC

Presos, vereadores têm cabelo raspado e tomam banho frio

Acusados de desviar recursos públicos de Fronteira, no interior de Minas, eles foram para cadeia e são tratados como presos comuns

Denise Motta, iG Minas Gerais | 23/07/2011 07:00

Os vereadores de Fronteira, a 667 quilômetros de Belo Horizonte – presos desde terça-feira (19) no presídio de Frutal, a 50 quilômetros de distância, por uso irregular da verba indenizatória –, são tratados como presos comuns. A informação é da assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Defesa Social, órgão responsável pela Subsecretaria de Administração Penitenciária (Suapi). Todos tomam banho frio e os homens tiveram as cabeças raspadas com máquina dois. O presídio tem capacidade para 60 presos, mas abriga 116.

A ex-presidenta da Câmara Municipal Sileide Nunes do Nascimento Faitaroni (PP), única mulher do grupo, não teve os cabelos raspados e divide uma cela com outra detenta. A secretaria não informou qual crime teria sido praticado pela detenta que divide a cela com a vereadora.

Estão juntos em apenas uma cela os oito homens: Maurílio Carlos de Toledo (PSDB), Raidar Mamed (PSDC), João Veraldi Júnior (PDT), Nildomar Lázaro da Silva (PR), José Marcelo Soares dos Santos (PDT), Eduardo Florêncio de Souza (PMDB), Daniel dos Reis Linhares Pontes (PMN) e Samer Saroute (PMN). Dois deles tomam medicamentos para diabetes. A identidade de quais possuem a doença não foi revelada. As celas do presídio possuem 12 metros quadrados, um banheiro com chuveiro de água fria e camas. Ao chegarem ao presídio, na terça-feira (19), todos passaram por consulta médica e apresentaram boa saúde.

O uso de calças, camisas ou macacões vermelhos da Suapi faz parte de um Procedimento Operacional Padrão (POP), assim como o corte curto dos cabelos, por questão de higiene, para evitar piolhos, por exemplo. Os vereadores também receberam um kit de higiene básico composto de creme dental, escova de dente, sabonete e xampu.

Presos provisórios, eles passam por um período de adaptação na cadeia que dura 30 dias. Durante este período, não têm direito de ter contato com familiares nem por telefone. Também não é permitido banho de sol e entrada de alimentos e roupas.

Todos os detentos do presídio de Frutal fazem quatro refeições por dia. Pela manhã, os vereadores se alimentam como os outros presos: pão com manteiga e café com leite. O almoço é parecido com o jantar: arroz, feijão, um tipo de carne e verdura. De sobremesa, um doce. Entre o almoço e o jantar, os presos tomam um lanche: pão com manteiga e um suco.

O advogado dos vereadores, Arnaldo Silva Júnior, impetrou um pedido de habeas corpus a favor de seus clientes um dia após a prisão. Na sexta-feira (22), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais indeferiu o pedido. O desembargador Rubens Gabriel Soares ainda tem dúvidas sobre a prisão dos vereadores e solicitou informações à Comarca de Frutal, cidade em que os parlamentares estão presos. O prazo para que as informações sejam prestadas é de cinco dias. O advogado dos vereadores não foi encontrado para comentar a decisão da Justiça mineira. No dia da prisão, Silva Júnior declarou à imprensa que seus clientes são inocentes e que tudo não passou de um equívoco.

Os vereadores presos estavam afastados da Câmara Municipal desde fevereiro por pagar com verba indenizatória gastos pessoais como internet e telefone da própria casa, além de churrasco e bebidas. Na ocasião, assumiram os suplentes. A prisão deles, a pedido do Ministério Público Estadual, aconteceu após descoberta de que, mesmo afastados, eles contrataram uma empresa de consultoria para maquiar as notas de prestação de contas da verba indenizatória.

E que dão o que pensar, afinal:

Alguns indícios de INDIGNAÇÃO, que não internética ou estéril, vão surgindo.

Político serve mesmo pra quê??


Putz…

No Mato Grosso do Sul, jovem mata mãe por ser adepto de seitas satânicas e por ela acreditar em Jesus

Celso Bejarano
Especial para o UOL Notícias
Em Campo Grande

Adolescente de 17 anos, acusado de matar a mãe de 48 anos de idade, em Aparecida do Taboado (MS), na divisa com São Paulo, disse ter cometido o crime por ele ser adepto a seitas satânicas, e a vítima, por acreditar em Jesus Cristo, uma “invenção do homem”, segundo o rapaz.

O adolescente está detido numa cela da delegacia da Polícia Civil, em Aparecida do Taboado, cidade distante 467 km de Campo Grande. Ele foi preso na manhã do último sábado (02) vagando por uma ponte de 3,8 km que separa a cidade sul-mato-grossense do município de Santa Fé do Sul, interior paulista.

O crime ocorreu às 20h20 da sexta-feira passada, no bairro Chácara Boa Vista, mas foi divulgado somente nesta terça-feira pela Polícia Civil. O registro policial diz que o rapaz mora com o pai em Aparecida do Taboado. Já a mãe, em Maringá (PR). A vítima morreu no mesmo dia em que foi visitar o filho.

Mãe e filho, diz o registro policial, discutiram logo após o adolescente ter dito que havia produzido um vídeo que tratava de terrorismo e ao qual todos da família deveriam assistir. A mãe teria retrucado e dito: “Para com isso meu filho, está estragando a sua vida”. O rapaz continuou: “Você não devia acreditar em Jesus, isso é uma invenção dos homens”.

O pai do adolescente, separado da mulher há dez anos, estava na casa e viu a cena, segundo depoimento na polícia. O adolescente insistiu na discussão: “Quando morrer, eu vou ser ele [apontou o dedo em direção ao pai] e ele serei eu”.

Em seguida, o rapaz, que foi repreendido de novo pela mãe, entrou na cozinha, pegou uma faca e golpeou sete vezes no peito da vítima, que caiu no chão, enquanto o ex-marido corria atrás de socorro.

A mulher morreu num posto de saúde, assim que recebia o atendimento médico. O rapaz foi localizado na manhã seguinte.

Após registrar o caso na polícia, investigadores foram à casa do rapaz e lá apreenderam um computador onde eram arquivados livros em formatos digitais com textos que narram “doutrinas satânicas”, afirma o boletim policial.

Na delegacia, o adolescente confirmou o crime e disse ainda que dominava outros idiomas, como italiano, espanhol, inglês e alemão. Ele tentava conversar nessas línguas, mas as palavras eram incompreensíveis.

Em outubro passado, o Corpo de Bombeiros foi acionado para socorrer o rapaz acusado de matar a mãe. À época, ele apresentava um quadro de depressão e esquizofrenia, segundo registro policial.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2011/07/05/no-mato-grosso-do-sul-jovem-mata-mae-por-ser-adepto-de-seitas-satanicas-e-por-ela-acreditar-em-jesus.jhtm

Nenhum post sobre rap novamente (deixemos M.C. Vincent Gambini reinando soberano ali atrás), mas sim um excepcionalmente fotobloguístico sobre Maurits Cornelis Escher, artista holandês falecido em 1972 – e que, a meu ver, vale maiores procuras sobre na Wikipédia ou no site oficial por ali linkado – que é motivo de exposição aqui em São Paulo, no Centro Cultural Banco do Brasil.

São 95 obras expostas, que incluem desenhos originais, xilogravuras, esculturas e pinturas como a do autoretrato, a seguir, incomum. (A mim, genial):

E que revelam sujeito que simplesmente parecia abominar noções básicas de perspectiva, sabotando-a e jogando com várias numa mesma figura.

Ou obras ricas em algo que certamente as escolas de desenho devem proibir: montes de pontos de fuga numa mesma figura, de modo a que honrassem mais à parte “fuga” que aos “pontos” em si.

Além de zoeiras inadvertidas e implacáveis nas noções gestálticas de figura e fundo.

Passei rapidamente por lá na última terça, e pretendo voltar. Uma vez que vi quase nada: a mostra ocupa subsolo mais 1º, 2º e 3º andares do local. E inclui réplicas ampliadas (tornadas instalações) de algumas das obras, de modo a que as pessoas possam experimentar as ilusões de ótica, paradoxos e esquisitices da obra do homem.

Recomendo a quem obviamente apreciar desenhos, mas também viagens alucinógenas sem necessidade de aditivos.

Exposição gratuita e o Centro Cultural Banco do Brasil fica na Rua Álvares Penteado, 112 (próximo aos metrôs Sé e São Bento). Horário: das 9 às 20h.

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