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A QUEM TIVER EMPREENDORISMO
E também algum juízo lábil e Crédito no Banco.
Idéia que tem a ver com o Big Four…
… mas não só. Também com o documentário do Rush lançado no Cinemark, em sessão exclusiva com direito a pipoca e Heinekens à venda na sala.
Que, conforme o post de semana passada, vão configurando a mim TENDÊNCIA DE MERCADO. Haja visto a reprise do Big Four em trocentas outras salas (mesmo que cancelada em cima da hora em algumas) semana passada, pra aproveitar a receptividade da idéia genial em que um dipositivo tecnológico dito obsoleto (sala de cinema) acaba servindo a propósitos mercadológicos rentáveis e lúdicos em plena era de download.
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Conversava bestamente com vendedor da Paranoid Records, na Galeria (que também se diz promotor de show) e externei a idéia: e se alguém, com os requisitos acima listados, arrendasse – ainda que por aluguel – algum daqueles cines pornôs do centrão pra exibição de dvd’s exclusivos a serem lançados? Tipo sessões em 1ª mão.
Estaria aí oportunidade interessante pra lojas/selo como a Paranoid, Hellion, Die Hard, lançarem dvd’s a público interessado, cobrando-se 10 contos na porta, com venda de pipoca e breja lá dentro.
Creio o investimento nem precisar ser vultuoso: apenas grana pra arrancar as cadeiras e carpetes todos, e para compra de Pinho Sol suficiente pra tirar o cheiro de esperma. Fora isso, se pagar um ou 2 seguranças pra conterem os true mais exaltados e… eis um investimento que talvez trouxesse algum lucro. E legítima satisfação.
Já que soube de pessoas organizando grupos para ver a reprise Big Four, mesmo o mesmo estando disponível pra download já. Porque se trata, a meu ver, de EVENTO SOCIAL – embora nostálgico pra cacete – que ultrapassa a gana de se ver o barato em telinha plana.
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Ganhos adicionais, a público e investidores seriam:
1) o re-relançamento daquele mesmo dvd da Doro Peste, com capinha de outra cor ahah
2) um trabalho profilático DIGNO de se coibir o surgimento de mais uma seita-cheque
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PS – quem, olhando a foto Big Four acima, não perceber em duas olhadas, no máximo, qual o integrante faltante na foto, não merece ser chamado de headbanger ou coisa assim!
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FUTURO DO PRETÉRITO
Passeio legal aqui em São Paulo é o Centro Cultural São Paulo, vulgo Centro Cultural Vergueiro, de opções culturais as mais abrangentes: cursos de desenho e canto gratuitos, sessões de cinema, de teatro e shows a custo irrisório (R$12 em média, com meia-entrada a R$6), a biblioteca bastante conhecida, a Gibiteca Henfil, farta, e também a Discoteca Oneyda Alvarenga, reativada em março último.
E motivo real deste post: trata-se de lugar onde fui algumas vezes recentemente com sujeito com quem trabalho (salve, Antonio Celso!), que é quase como uma FENDA NO TEMPO.
Explico: em tempos atuais de internet, mp3, iPod e Rock Band, o que pensar dum lugar onde se pode consultar ÁLBUNS como em biblioteca (ficha preenchida, número de tombo, essas coisas) e pedir pra ouví-los ali na hora, confortavelmente sentados em poltronas e a bordo de fones de ouvido?
Com o detalhe anacrônico maior de todos: álbuns que se ouve diretamente de vinis ou fitas cassete!
Tem cd’s (alguns) por ali também, assim como acervo incomensurável de discos de 78 rotações (pra dar idéia do quão antigos: há discos de Aracy de Almeida…), que disseram estarem sendo digitalizados.
Mas esse acervo tem também característica que pode afugentar muita gente por aqui: os álbuns, artistas e músicas são todos brasileiros. Não há nada gringo, por a ênfase ser música brasileira antiga: tanto que Antonio Celso andou por ali pesquisando Chiquinha Gonzaga, Orlando Silva e Carlos Galhardo, o que pra pessoas com igual apreço por PESQUISA, é coisa mais que valiosa.
Pois muitos desses artistas simplesmente não têm álbuns lançados em cd, havendo, quando muito, coletâneas mequetrefes e xexelentas da mesma dúzia de sons óbvios numas e noutras.
Material mais contemporâneo, tipo rock nacional de Titãs, Violeta De Outono ou Legião Urbana, encontra-se também disponível. Coisas mais metal, procurei e achei o “Arise” (Sepultura) vinílico e alguma coisa de Ratos De Porão, embora tenha vaga lembrança de ter também pesquisado Viper e Vodu, sem entretanto recordar haver visto registros ali de fato.
(memória é um troço traiçoeiro)
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Semana passada passamos por lá, e escolhi ouvir “Sonho De Um Anarquista”, do Bocato, álbum lançado pela Baratos Afins nos 80’s e JAMAIS RELANÇADO EM CD. Sons legais, capa genial (segue abaixo) e poltrona confortável tornaram a estada ali na Discoteca momento bastante agradável, o que probleminha básico com os fones (meio mau contato) nem conseguiu estragar.
Enfim: é programa que recomendo pra servir de pit-stop a quem passa por ali correndo e talvez prefira “matar” um pouco de tempo antes de encarar trânsito selvagem e/ou transporte público insalubre da hora do rush, ou mesmo por meros e puros ESCAPISMO e DESENCANAÇÃO. Ainda que a experiência pareça meio um mp3 a lenha.
Não precisa fazer cadastro, tampouco pagar nada.
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Fecho o post com aspecto reforçador da experiência temporalmente deslocada duma ida à Oneyda Alvarenga, assim como da audição do Bocato: uma citação contida na contra-capa desse Lp.
Que, em linguajar e ortografia que parecia já ultrapassado naqueles idos de 1987 (ano de lançamento), e que talvez representasse alguma brincadeira adicional (vai saber se não…), assim diz:
ESTA GRAVAÇÃO DE ALTA FIDELIDADE foi cientificamente planejada de modo a apresentar a mais alta qualidade de reprodução, qualquer que seja o fonógrafo usado, novo ou velho. Se V.S. possui um aparelho de som estereofônico, também êste disco apresentará um som de alta fidelidade perfeita. Em resumo, V.S. pode comprar êste disco sem o mais leve receio de que êle venha a tornar-se obsoleto no futuro.
Tornou-se, afinal?
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bela e decadente
buenos aires lembra são paulo, mas lembra mais ainda paris. uma paris sofrida e empobrecida, meio decadente, porém ainda charmosa e classuda, talvez por isso tenha gostado tanto dela.
é um lugar muito agradável de estar, com seus cafés e livrarias. ficamos hospedados no ibis da avenida corrientes, na avenida mais cultural da cidade, com seus teatros, cinemas, livrarias e infinitos cafés. ao nosso lado estava a pizzaria güerrin, com sua pizza de balcão e empanadas, em frente, a confeitaria pastafrola e o café free, que de tanto irmos, no nosso último dia lá a camarera nos atendeu com um “lo de siempre?”. só para contrariar deixei as medialunas (croissants) de lado e pedi um submarino (barra de chocolate mergulhada no leite quente).























