Esportes

Ninguém me perguntou ou pediu, mas tenho uma proposta pra melhorar o Campeonato Paulista, este ano modorrento tanto como nos vários anos anteriores:

  1. diminuição dos times pra 16. Rebaixe-se 4 num ano e subam 2
  2. tire-se outros 2: os 2 melhores times paulistas no Brasileiro anterior. Que por esse mérito, entrariam no octogonal final apenas, sem vantagens de empates nem nada disso
  3. times diminuídos pra 14 na 1ª fase, divididos em 2 grupos de 7, por sorteio
  4. opções: se pontos corridos mancos (jeito atual, sem jogos de volta), as rodadas caem a 13. Desafoga um pouco o calendário. Se não, jogos de ida e volta entre os times de mesmo grupo. Desafoga ainda mais: rodadas caem a 12. Se fizerem só jogos de ida dentro dum mesmo grupo, rodadas caem a 6
  5. de todo modo, classificam-se os 3 melhores de cada grupo. A formar um octogonal com os 2 melhores paulistas (vide “2″) situados respectivamente em 1º e 2º lugares. Jogos de ida, tal qual vem ocorrendo

Se as rodadas forem poucas (como na última opção em “4″), no octogonal então jogos de ida e volta, assim como nas semifinais e final.

Apenas isso tudo porque acho um desperdício haverem times do interior (principalmente estes) interessados na competição e insuficientes em lidar com os ditos “grandes”, que alternam entre o desinteresse e o tédio suas participações. Afinal, do jeito atual, não precisam de muito esforço pra se classificarem entre os 8 melhores.

E porque a tal “Taça do Interior”, que só requisita classificados pra Copa do Brasil do ano seguinte, parece não ter aquele apelo todo.

Imagem de Amostra do You Tube

Idéias mirabolantes ocorridas ao ver o ânimo piracicabano acima, de vídeo que amigo (aê, doggmático!) me enviou outro dia no Thrash Com H.

Sei lá.

Transplantado do Facebook:

Foi embora o ÚLTIMO jogador de futebol. Sobraram os pontas de estoque e os popstars. Que merda.

“Velho Lobo” o caralho!

Velho besta, caquético, prepotente, puxa-saco, patriota matusquela…

Fez 80 anos ontem o incensado Mario Jorge Lobo Zagallo, senhor que, por ser já um senhor – questão de educação – merece, sim, algum respeito. E que enquanto jogador parece ter tido carreira inquestionável de gloriosa,  repleta de títulos cariocas entre os 50′s  e 60′s. Mas que certa parte da mídia esportiva – leia-se: Rede Globo e afiliados – insiste em venerar como TETRACAMPEÃO MUNDIAL.

Porra nenhuma.

Foi bicampeão como jogador (em 1958 e 1962) e uma vez como treinador, em 1970 (com aquele time que até um Oswaldo de Oliveira – vivo fosse – se sagraria campeão). Ah, foi auxiliar técnico – entenda-se: aspone – em 1994 no título “do” Parreira. Ah, tá.

O Parreira era preparador físico na comissão técnica em 1970. Não vejo a Globo o considerando “bicampeão mundial”; Franz Beckenbauer, campeão como jogador em 1974 e como técnico alemão em 1990, também não. Então por que o equívoco e forçação de barra mantida?

Em minhas lembranças, se deveu a uma campanha global para limpar seu nome previamente à Copa de 1998, quando parte da opinião pública e da imprensa esportiva rejeitava sua figura, já tida como obsoleta, pra treinar o Brasil na França. Aquela época, do jogo em Copa América em 1997, do desabafo ridículo – pras câmeras da Globo! – do “voceish vão ter que me engolirh!!”. Que fosse um Dunga recentemente cometendo, seria completamente execrado. Não, vamos respeitar o “tetracampeão”.

E que tal aquela comemoração tosca, de aviãozinho, em AMISTOSO contra seleção sul-africana, em clara demonstração arrogante de quem não sabe perder? Tenho lembrança de César Sampaio (quando perdia meu tempo assistindo ao “Arena Sportv”) contar que o Gagallo não sabia distinguí-lo do Flávio Conceição em treino!

Esquece-se totalmente nessas horas hiperbólicas as campanhas patéticas de 1974 e 1998, de Copas que ele PERDEU. A 1ª, por absoluta soberba (time ruim também), em que por completo desconhecimento do fenômeno Holanda, saiu com o lendário “eleish é que têim que se preocupahr conoishco”. Pra tomar um vareio memorável, no qual até Luís Pereira conseguiu perder a esportiva e ser expulso.

Imagem de Amostra do You Tube

 

E em que o time brasuca não pegou na bola.

***

A campanha em 1998 ainda deve estar fresca (ui!) na memória de muita gente por aqui: perdida, na final, por absoluta e patente FALTA DE COMANDO. Talvez nunca saberemos porque resolveu escalar o Ronaldo, recém-convulsivo (crise epilética mais secreta e abafada que fórmula da Coca-Cola, suposta homessexualidade do Ayrton Senna ou receita de “molho especial” do Big Mac). Mas o fez – não sem botar no rabo do médico – e o Brasil se fodeu, teorias conspiratórias à parte.

O sujeito é tão campeão assim? Não como treinador, como se pesquisa facilmente por aí. Ganhou títulos cariocas em 1967, 1968, 1971, 1972 e… em 2001. Salvo engano, o tacanho Joel Santana é mais campeão que ele, em números. Título nacional? O da Taça Brasil, em 1968. Uau.

Não acompanhei, por obviamente não compartilhar, do auê exagerado que Globo e Sportv devem ter feito por seu aniversário tetracampeão. Por acompanhar a ESPN Brasil, vi menções sóbrias no “Linha De Passe”, “Sportcenter” e “Pontapé Inicial”. Respeitosas na medida, sem babações.

Vi que Juca Kfouri se conteve em não estragar a efeméride, preferindo pronunciar-se ontem em seu blog, apontando seu pífio currículo como treinador campeão em clubes e tirando do baú episódio ainda não esclarecido duma grana preta que ganhou pra dar uma entrevista que não deu, num amistoso da Seleção que não ocorreu, na Líbia.

Em: http://blogdojuca.uol.com.br/2011/08/zagallo-80/

E ficou maior do que imaginei o post. Paro por aqui, por ora.

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