Crônicas

Revia dia desses o clipe da “Seasons In the Abyss”, do Slayer.

Imagem de Amostra do You Tube

Com a vívida lembrança de, há quase 20 anos, eu ter escolhido uma bateria cinza, como a Tama de Dave Lombardo nesse mesmo videoclipe.

Até me dar conta, só recentemente, de que a Tama do homem ali era, na verdade, preta.

(Ops!)

Passados os anos, o videoclipe é pra mim ainda o melhor videoclipe de heavy metal de todos os tempos. Disparado.

Passados os anos, minha bateria cinza (e que nem é Tama), a despeito duns ajustes e manutenções tardios, continua sendo meu altar de sacrifícios.

Ouvia isto aqui

e me lembrei das 3 coisas que mais ouvi e ainda ouço em shows, perambulando pela pista:

  1. “Que horas são?”
  2. “Cadê os caras?”
  3. “Filha da puta!”

À guisa de 1º parágrafo, ver o 1º do post abaixo. Ctrl c + ctrl v pra cá.

Pois ainda na semana passada adquiri este “Tutu”, num balcão de usados.

O fiz por ter ouvido (longinquamente) falar ser coisa boa, e talvez até por isso pressenti estar me apoderando de algo acima da média (memorável até), só de pegar a caixinha pra ver o preço ridículo pedido. Aquele álbum que acabaria abrindo novas portas na vida da gente.

E assim se deu. Bons os tempos (também longínquos) de ótimos álbuns que se comprava e se ouvia umas 3 vezes seguidas – há quanto tempo não me ocorria? Simplesmente rolou umas 3 ou 4 vezes na própria quinta-feira passada, no carro (pulando um pouco) e em casa.

E por mais que pesquisando por aí, tenha visto barra lido não se tratar tanto assim dum melhor álbum de Miles Davis, vale o meu juízo e adesão ao material. Viciante, instigante, diferente. Capa pra lá de contundente. E surpreendentemente pouco hermético: talvez Frank Zappa e Jeff Beck me tenham satisfatoriamente preparado para músicas esquisitas.

[No que vale, adicionalmente, ressaltar: biênio da porra esse 1986/1987 - "Tutu", "Guitar Shop" (Beck) e "Jazz From Hell" (Zappa)...]

Periga virar álbum referência pra mim nos próximos anos. Disco a ser citado entre os melhores que já ouvi, coisa do tipo…

E aí é que mora o perigo: caralho, a esta altura da minha vida vai me ocorrer viciar barra ter que correr atrás da discografia desse homem? Putz.

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