txuca

Marco Txuca vem tocando o Thrash Com H já há uns anos e é meio autista, pois o tocaria mesmo se ninguém o lesse. É algo ingênuo e idealista, mas com Metallica e Slayer tendo recentemente lançado discos QUASE à moda antiga, não sabe o que fazer com o que sobrou disso; só sabe que não ganha o bastante pra virar fiel da Renascer nem da Universal. /// É tr00 a seu modo, pois se não traja ridículos moletons agarrados no saco escrotal, tampouco anacrônicos canos-altos brancos oitentistas (já anacrônicos em seus "áureos" tempos, por sinal), canaliza essa energia dispendendo boa parte de seu rendimento suado em cd's e dvd's originais, só que não por acreditar que isso ajuda as bandas, mas por fetichismo por entrelinhas e rodapés em encartes e contracapas.

Ninguém me perguntou ou pediu, mas tenho uma proposta pra melhorar o Campeonato Paulista, este ano modorrento tanto como nos vários anos anteriores:

  1. diminuição dos times pra 16. Rebaixe-se 4 num ano e subam 2
  2. tire-se outros 2: os 2 melhores times paulistas no Brasileiro anterior. Que por esse mérito, entrariam no octogonal final apenas, sem vantagens de empates nem nada disso
  3. times diminuídos pra 14 na 1ª fase, divididos em 2 grupos de 7, por sorteio
  4. opções: se pontos corridos mancos (jeito atual, sem jogos de volta), as rodadas caem a 13. Desafoga um pouco o calendário. Se não, jogos de ida e volta entre os times de mesmo grupo. Desafoga ainda mais: rodadas caem a 12. Se fizerem só jogos de ida dentro dum mesmo grupo, rodadas caem a 6
  5. de todo modo, classificam-se os 3 melhores de cada grupo. A formar um octogonal com os 2 melhores paulistas (vide “2″) situados respectivamente em 1º e 2º lugares. Jogos de ida, tal qual vem ocorrendo

Se as rodadas forem poucas (como na última opção em “4″), no octogonal então jogos de ida e volta, assim como nas semifinais e final.

Apenas isso tudo porque acho um desperdício haverem times do interior (principalmente estes) interessados na competição e insuficientes em lidar com os ditos “grandes”, que alternam entre o desinteresse e o tédio suas participações. Afinal, do jeito atual, não precisam de muito esforço pra se classificarem entre os 8 melhores.

E porque a tal “Taça do Interior”, que só requisita classificados pra Copa do Brasil do ano seguinte, parece não ter aquele apelo todo.

Imagem de Amostra do You Tube

Idéias mirabolantes ocorridas ao ver o ânimo piracicabano acima, de vídeo que amigo (aê, doggmático!) me enviou outro dia no Thrash Com H.

Sei lá.

Alguém que for atrás da resenha na revista da tv a cabo (Monet) - “Após acidente em plataforma de petróleo, Hannah ajuda a cuidar de Josef, que sofreu terríveis queimaduras na pele. E cria uma forte ligação com ele” – poderá passar batido, pensar que se trata de mais um filme de “Sessão da Tarde”.

(ainda que eu ache os filmes “Sessão da Tarde” ultimamente abaixo do folclore consagrado)

O início do enredo também engana outro tanto: vemos uma loira meio antipática e esquisita, que não interage com quem quer que seja onde trabalha e almoça sempre as mesmas coisas (arroz com maçã + algo lá que ela sempre bebe), sendo FORÇADA a tirar férias, o que não fez nos últimos 4 anos. Muito menos chegar atrasada.

Hannah (Sarah Polley) vai passando impressão de “A Vida Secreta Das Palavras” ser mais um daqueles filmes sobre pessoas problemáticas, esquisitas, com transtorno obsessivo compulsivo. E que encontra o amor nalgum momento. E a brecha de sabotar as próprias férias aceitando trabalhar como enfermeira numa plataforma de petróleo em alto mar, apenas reforça isso.

Vai cuidar de Josef (Tim Robbins), que passou por um incêndio por ali, encontra-se temporariamente cego e no agüardo dum socorro especializado e devido. Vai encontrar ambiente onde a MISANTROPIA impera: todos por ali, tal como Hannah, estão distantes por OPÇÃO, pra fugir do mundo e das pessoas.

Ah, ela cuida do cara. Ah, ela se enternece pelo sujeito. Ah, o cara também (mas está cego). E no final, dum modo meio agridoce, tudo dá certo. Ou ao menos, promete que irá.

Só que “A Vida Secreta Das Palavras” é um filme nada óbvio sobre GUERRA. Sobre traumas e cicatrizes, físicas e mentais. Sobre culpa e autoagressividade. E sobre uma guerra específica, dita por alguém nalgum momento, “esquecida pelo mundo”. A Guerra nos Bálcãs, da faxina étnica cometida pelos sérvios, do desmantelo caótico da Iugoslávia.

Rodado por cineasta catalã, Isabel Coixet, tendo como protagonistas uma irlandesa (que como atriz é também um tanto arredia a holofotes) e um estadunidense (Robbins certamente escalado para garantir uma visibilidade maior que o habitual a um filme europeu), e passado nalgum além-mar repleto de gente estrangeira (encanei ser no mar da Noruega, mas não tenho certeza), “A Vida Secreta Das Palavras” é também um filme fronteiriço, que exige resguardo e ser visto por si só. Não enquanto se está lendo, cortando unhas do pé ou fazendo o jantar.

E que, por incrível que pareça, passa na Globo ocasionalmente. De domingo pra segunda, naquelas madrugadas amorfas pós filmes bestas de luta de sempre.

Recomendo-o, se é que não deu pra perceber.

Pra quem curte uma nostalgia, como duns posts de muito tempo atrás por aqui.

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“Should I Stay Or Should I Go?” acho uma das músicas MAIS CHATAS de todos os tempos. Páreo duro com “I Will Always Love You”, da chatonilda recém-falecida Whitney.

No entanto, fora a versão do Mamonas Assassinas, só conheço uma outra que MELHOROU o som original. A do Living Colour,  meio esculhambada, cometida no Hollywood Rock de 1992.

Imagem de Amostra do You Tube

Pintou um papo a esse respeito no Thrash Com H outro dia, a ponto de amigo ter mandado link de versão de estúdio da mesma (parece que lançada na trilha de “True Lies”. Também obviamente encontrável no You Tube), certo doggmático?

E com o amigo, comentava de minha memória de tal versão (que vi ao vivo na tv, gravei e depois desgravei) ser mais generosa que com o que revi e posto agora. Mas tudo bem.

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