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Porque torcer para “time pequeno”…
1)… é uma merda:
* nunca tem a camisa do teu time pra comprar em loja nenhuma. Geralmente, tem que ir 22 vezes no clube e ver quando é que vai chegar um lote pra vender pros torcedores;
* quando te perguntam “Pra que time você torce?” e vc responde, ninguém acredita ou então perguntam: “De onde é esse time?”;
* a porra do Playstation tem time até da terceira divisão turca, menos do seu time..(que se foda, nem gosto de video-game);
* em jogos contra times grandes, mesmo que teu time esteja na frente na pontuação, vão sempre gritar “ão, ão, ão, segunda divisão!”… Você vai ficar puto, vai pedir pros seus amigos responderem aos gritos junto com você.. Daí, você se dá conta que 18 pessoas não gritam tão alto como 5 mil…;
* em pleno século XXI, você fica lá, colado no radinho de pilha, comendo a unha até à cutícula, ouvindo aqueles narradores se esgoalarem até em tiro de meta, enquanto vc quase enfarta do outro lado, imaginando que o teu time não vai segurar aquele zero a zero fora de casa… Tv a cabo? Torcedor de time pequeno não sabe o que é isso.
* você aprende a rir da desgraça que é a vida quando, a grande contratação alardeada pela diretoria do seu clube, um garoto revelação do futebol alagoano de 1 metro e 30 cm., tropeça na bola pela sexta vez em 20 minutos e cai dentro do vestiário de cabeça..;
* o tio da cerveja não tem troco pra 10 reais pq “a freguesia tá baixa hoje no jogo, fio”. Daí, você bebe os 10 reais em cerveja pra não perder o troco, chega em casa meio passado e escuta a muié falando: “Foi encher o cu de cachaça ou assistir ao jogo?”
Isso é que é vídeo-clipe de Metal, porra!
Grim Reaper – Fear no Evil – Clássico dos Clássicos!!!
Os caras chegam montados num tanque anfíbio anti-satânico com IPVA vencido (provavelmente desenvolvido pelas Forças Armadas do Brasil) num galpão onde, lá dentro, os headbangers estão todos acorrentados numa engenhoca, provavelmente moendo café. Os caras da banda invadem o galpão com cara de poucos amigos. Vão invadindo e quebrando as correntes dos metaleiros, como se fossem sindicalistas do heavy metal, libertando a maconheirada das garras sujas de patrões que não pagam 13o salário e/ou vale-transporte.
Não contentes por interromperem a linha de produção do Café Solúvel Grim Reaper, chamam pro pau o próprio patrão e o gerente do mesmo, um Monstrão com cabeça de Lobo (que, antes, tava descendo a chibata nos metalheads com produtividade comprovadamente menor). Os bangers, agora livres das correntes, ficam uriçados prevendo a treta que estava por iniciar. O guitarrista aponta a guitarra pro Lobão e os riffs vão arrebentando com o bicho… Os bangers vão à loucura.
Enquanto isso, a banda vai tocando o seu hino em louvor à classe operária headbanger. Como o bichão ficou só meio atordoado, o vocalista cata um paralelepípedo camarada e manda no meio da fuça do cabra. O bichão prancha de costas… Nessa hora, o Grim Reaper chefão já tava embucetado da vida. Só que ele arrega e se teletransporta sabe-se-lá-Deus pra onde… E a banda termina a música e o clipe.
Grim Reaper rules!!!
Torcedor de futebol: como fazer de seu domingo um dia mais ordinário…
Baseado em fatos reais (ocorrido num domingo, dia 29 de março):
1) Acorde no domingo, às 6 da manhã, pra fazer o café. Em estado semi-catatônico, derrube o pote de café inteiro no chão de porcelanato (quanto mais limpa, mais suja)
2) Acorde a família às 7 hrs e conclua que mesmo uma criança de 2 anos, já sabe o que é mal-humor.
3) Arrume a mochila e coloque-se na estrada a caminho de uma cidade à 100 km de onde vc mora. Sem ver um guarda rodoviário federal escondido atrás de um arbusto com o radar móvel na mão, vc observa em pânico que está a 110 km numa estrada de 80 km de limite de velocidade. Obviamente, não adiantou eu brecar. Obviamente, nem contei pra patroa o que estava acontecendo;
Documentários: porque, afinal, quem é que não gosta de um bom “causo”?
Desde que os dinossauros viraram petróleo e nós, seres-humanos, tomamos conta dessa bagaça, é inerente à nossa raça o gosto por uma boa história. Desde aquelas contadas por nossos pais até alguma aula mais inspirada de algum professor de estudos sociais no primeiro grau, ninguém pode negar: quando o enredo é bom, não tem quem não fique com a “orelha em pé”.
No mundo da música a coisa não é diferente. Roqueiro pode até fazer pose de fodão mas, mesmo que lá no fundo, ele tem uma “comadre fofoqueira” dentro de si. Ele também gosta de um bom “causo”, de histórias de tretas épicas, de pessoas que beijaram o fundo do poço e que deram a volta por cima…
Colocadas essas peças do quebra-cabeças sobre a mesa, fica fácil entendermos o porque do sucesso e da redescoberta de um filão que tem história recente dento da música e que ficou anos inexplorado: o dos documentários.
Longe demais das capitais…
Houve uma época em que, no período de um ano, shows internacionais de heavy metal no país não enchiam os dedos de uma mão. Hoje, não há conta-corrente que consiga acompanhar a alta frequência de shows dos gringos por aqui. Mas, no passado, cada oportunidade de ver um show de metal era “A oportunidade!”. E, para alcançar o paraíso (o show), você tinha que passar pelo purgatório: a viagem de excursão até o local do show. Ler o resto deste artigo »





















