(Post contra-indicado pra quem curte Van Canto ou alega “vergonha alheia” como álibi caduco pra vergonha própria de assumir que curte Manowar)
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Ninguém me perguntou, mas dentre as razões por que eu curto Therion, e os considero a MELHOR das bandas de heavy metal “orquestradas”, “sinfônicas”, pinço estas:
1) mesmo tendo tido inúmeras formações ao longo da trajetória, com apenas o líder/dono/chefe Christofer Johnsson permanecendo, ainda assim a banda soa como BANDA, não como projeto umbigo
2) mesmo fazendo uso de lances pré-gravados (né, 14?) ao vivo, acionados pelo baterista em laptop vizinho ao chimbau, a banda é DE VERDADE em show, levando tenores e sopranos pra cima do palco
3) material disponível abundante, sobretudo seus últimos boxes – dos quais recomendo os antepenúltimo e penúltimo “Celebrators Of Becoming” (4 dvd’s + 2 cd’s) e “Live Gothic” (dvd + 2 cd’s) – no mais, pra lá de ace$$íveis: na Galeria encontra-se o 1º a módicos 60 paus e o 2º a uns 40


4) a tradição da banda já de perpetrar uns covers, maioria impecáveis, como “Under Jolly Roger” (Running Wild), “Children Of the Damned” (Iron Maiden), “Fight Fire With Fire” (Metallica), “Iron Fist” (Motörhead, mesmo sem orquestrações) e ousados (porque tornados diferentes. Ou a cara da banda), como nos casos de “Seawinds” (Accept) ou “Summernight City” (ABBA) e etc.
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Os caras, pra quem ainda não viu ou sabe, também coverizaram o Manowar.
“Thor”, no “Live Gothic” (show na Polônia) acima citado. Embora registrada em estúdio anteriormente no mezzo coletânea “Crowning Of Atlantis” (de 1999), de modo não tão bombástico. Pois esta abaixo, devido à vibração e formação menos austera no palco, ficou, pra mim, ainda MELHOR QUE A ORIGINAL. Pra quem duvidar ou se dispuser a contra-argumentar, ei-la:
Com uma observação por ora adicional:
percebe-se claramente, da parte da banda como também do público, a ambivalente postura a um só tempo SARRISTA e SÉRIA durante o som. Risos pra todo lado, estupefação coletiva e cúmplice, execução esmerada, maneirismos vocais propositais, martelo de brinquedo jogado ao público no final, cambalhotas no palco e ainda um bônus:
a parte em que o baterista Petter Karlsson canta a última estrofe, antes do solo. Hilária. Memorável.
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Cara, Therion não desce. Acho que até devo uma segunda chance à banda, mas aquilo que ouvi, principalmente quando a parte sinfônica estava mais evidente, eu não gostei.
Mas eu já sabia que tu gostava da banda pq, quando fiz aquele post sobre os boxes e lançamentos especiais, vc, de imediato, citou o Therion! Fã é foda, né? ha ha ha..
Abração, Txuca..
Bão, em termos de dar segunda chance, os caras são também fartos. Se servir dicas de álbuns, sugiro “Vovin”, “Deggial” ou “Lemuria”, que tem bem misturadas (a meu ver) as questões metal e sinfônica.
Com relação a sons avulsos pra baixar, arrisque “Blood Of Kingu”, “Wine Of Aluqah”, “Seven Secrets Of the Spynx”, “Flesh Of the Gods”(no disco, com o vocal do Blind Guardian convidado cantando), “Son Of the Sun”, “Schwarzalbenhein”, “Rise Of Sodom And Gomorrah”, “Birth Of Venus Illegitima” e etc.