Arquivos mensais:maio 2010

Grim Reaper já foi homenageado, Meshuggah recomendado. Eis o momento de falarmos/revermos outro videoclipe antológico de heavy metal.

“Balls to the Wall”, do Accept. Que tal?

Imagem de Amostra do You Tube

Com descrição apurada, para que ninguém fique boiando – tipo final do “Lost” – em significados que não existam:

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Ao surgimento do relógio, recorrente durante o vídeo, porque também rodando ao contrário, a tendência é nos debatermos em interpretações e/ou alusões filosóficas atrozes, não fosse a COREOGRAFIA memorável surgida: não um guitarrista apenas na tela, mas outro que surge por detrás. Para daí surgir o baixista!

Momento sublime que muito tr00 jamais ousaria chamar de poser.

Os sujeitos vão abrindo as pernas, a bateria entra (na intro que o Manowar copiou mas não falou pra ninguém) e… cáspita, deixaram o filho de 5 anos de idade do diretor entrar no set? E ainda por cima camuflado? Ah, é o sisUdo!

Que por volta de 1’23″ tem guitarra encaixada na cabeça: será que tiveram que ensaiar muito essa?

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A bola demolidora destrói uma parte do relógio… que mensagem subliminar desejaram passar?

Ah, de qualquer modo, aquilo que a bola não detona os headbangers detonam headbangueando. Alguma crítica implícita à truezice feroz e bitolada, ou elogio descarado à tenacidade e FORÇA do público heavy?

E a câmera vai chegando perto, MUITO PERTO, do zoiUdo, que só assim fica grandão, destacado. Guitarristas e baixista saem do quadro, meio pra garantir eheh

E os headbangers seguem batendo cabeça, segurando (modo de dizer) as pontas. Alguma propaganda subliminar de aspirina? Bão, banda alemã… Bayer, farmacêutica alemã… se é Bayer, é bão… se é Accept, por que não?

E a câmera voltando aos sujeitos tem uns respingos… Tudo isso de PERDIGOTO, ou o quê?

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As “cordas” voltam, os headbangers também. Insistentes, coesos, invencíveis. O relógio insistindo em aparecer: algum recado indireto do diretor, talvez insatisfeito em ter perdido valioso tempo (que não mais volta) com a banda?

Os heavies vão consumando o rito iconoclasta, o baixista não pára de socar o ar (incentivo?), e a essa altura começo a temer, com tanta perna abrindo cada vez mais, por alguma HÉRNIA nos caras. E em mim: melhor eu parar de imitação empolgada, ficar só no digitar.

A parede é destruída, os heavies embaixo sem soterramento: prova da força do METAL. Os mesmos saem ilesos dos escombros, com saibros e ripas na mão. Medo.

Volta o foco à banda: o guitarrista mal se conforma, e procura consolar o buxUdo. Afago, cafuné, beijinho… talvez o pirralho assim consiga dormir à noite em meio a tamanha desolação.

A câmera os foca e parece mais molhada. Por volta de 4’01″, microfone e pedestal, à esquerda, desabam sozinhos. Muito medo. E a horda jeans cada vez mais perto…

***

No que, chegando ao fim, parecem dar ao pelUdo a chance de fugir a tempo do perigo. O põem na bolona, e vamos nessa. Mas com microfone?

E pior… balançando a bagaça pro lado errado!!

E até hoje permanece a dúvida acerca de o verdadeiro pançUdo ter morrido ou não pelo metal.

FIM.

Eu não chamaria de “golpe” de marketing isso, mas sim, de um tremendo GOL DE PLACA.

O quê?

Post ctrl c + ctrl v assumido. Do Uol Esporte:

Restaurante irlandês dará pizza grátis a cada gol sofrido pela França na Copa do Mundo

A eliminação da Irlanda pela França na repescagem das eliminatórias europeias para Copa do Mundo com um gol em que o atacante francês Thierry Henry fez assistência após dominar a bola com a mão ainda causa rancor nos irlandeses, que agora terão mais um motivo para torcer contra a seleção francesa na África do Sul.

A pizzaria Pizza Hut da Irlanda lançou uma campanha na qual os clientes ganharão pizzas grátis a cada gol sofrido pela França no Mundial. Toda vez que a seleção campeã de 1998 sofrer um gol, o site oficial da pizzaria colocará no ar um código para que os irlandeses acessem e façam o pedido de uma pizza grátis. A promoção é valida apenas em território irlandês e será limitada a 350 pizzas por gol dos adversários da França. Os gols em disputas de pênaltis não são válidos para a promoção.

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E aí a gente por aqui, com a Copa Do Mundo chegando, vai aturando propagandas cretinas de cerveja, promoções varejeiras obscuras, garotos propaganda obtusos (jogadores transformados em ídolos) e discursos fuleiros misturando patriotismo fajuto da era dos militares a futebol.

Propagandas e promoções tais que, falando a verdade, não nos DÃO nada, certo? Apenas nos prometem tirar pouco dinheiro, coisa realmente pouca se o hexa vier, oras.

*****

De minha parte, já estava na fervorosa torcida pra que os uruguaios ganhem de 1 a zero truculento (levando uns 3 ou 4 franceses pra departamento médico) deles, pra que os mexicanos os vençam com garra, e pra que os sul-africanos arranquem desses nojentos um empate histórico. Tudo pra que a França nem siga às oitavas de final.

Com pizza de bônus, eu ficaria ainda mais motivado nisso eheh

A letra a seguir é de faixa bônus do “Rapture Of the Deep”, o último (de recente) álbum de inéditas do Deep Purple, já deste século.

MTV

I was driving through the night
Into an endless tunnel of fog
When it dawned on me something was wrong

I was in a trance, hypnotised
Bored beyond belief
I was listening to the same old song
I know every lick, every word
Every nuance
I’m on first name terms with the crew

But I’d better get used to this poop du jour
Sure as hell they won’t play anything new

Oh yes I love you really
Classic Rock Radio
Oh my dear it’s time for bed

Time for you to go
Everyone is asleep

The pirates took to the water stole the charts
But sadly that didn’t go down well with those upstairs
Who require loyalty

The establishment considered
That the uncontrolled appreciation of music
Was a danger to royalty
The mighty empire roared
As Cash ‘n’ Everitt on the high seas
Looked like they’d get blown out of the water

They did of course eventually come ashore
As meek as mice or to be more accurate
As lambs to the slaughter
Oh yes I love you really
I stand to attention

Oh Fanny, I love you dearly
Something else I should mention?
You sweet thing

Let’s not talk about MTV
I don’t even want to start
I want to take a look at Classic Rock Radio
We’re talking about the state of the art

Mr. Grover ‘n’ Mr Gillian
You musta made a million
The night that Frank Zappa caught on fire
Could you tell us all about it
Keep it short and use my version
Or everyone out there’ll think I’m a liar
We can speak about bananas for one second
Just because I understand
You have to get them off your chest

But in the meantime while your talking
Could you do some more of these here ID’s
And then this station might maintain some interest

Oh yes I love you dearly
But why do you exist?

Oh yes I love you really
Is there something that I missed?

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E embora me soe suficientemente clara (embora insuficientemente inteligível) a respeito de que se trata, tive maiores esclarecimentos a respeito dela quando vi uma entrevista – não na Mtv ahah – de Ian Gillan dizendo-se irritado com entrevistas que a banda tem que dar a cada álbum novo lançado nas quais entrevistadores (revistas, sites, rádios) insistem em só quererem saber dos tempos de “Fireball”, “In Rock” ou de quando compuseram “Smoke On the Water”.

Deve ser um SACO mesmo: você lança um trampo novo – e pouco importa se irrelevante ou aquém dos lançamentos clássicos – e só querem saber do teu passado. A informação acaba ficando em 2º plano, em detrimento do vender nostalgia.

Que é o que o recente nicho de mercado roqueiro, do Classic Rock, faz afinal.

Imagem de Amostra do You Tube

Isso posto, abstraio e estendo a questão para uma outra aresta e faceta da mesma letra e assunto: do quanto ENCHE O SACO ouvir rádio rock - e rádio de Classic Rock (nome aos bois: Kiss Fm) – e ouvir as mesmas uma, ou duas, ou meia dúzia, de sons de certas bandas.

Bandas como o Deep Purple, que têm uns 40 discos na bagagem, e de que se toca, quando muito, a mesma meia dúzia de 7 ou 8 sons. Com tanto som bom, não aproveitado… e até desse “Rapture Of the Deep”, a mim bastante convincente. E do qual nunca ouvi nada que não fosse aqui em casa.

Similar e curiosamente, vejo o mesmo ocorrendo com o Alice In Chains, banda não tão jurássica ainda, que voltou à ativa ano passado lançando o incrível “Black Gives Way to Blue”, mas de que se insiste em tocar sons apenas dos álbuns noventistas.

“Your Decision”, desse novo, até vem tocando um pouquinho. Ultimamente. Mas os outros 4 ou 5 sons de potencial radiofônico provavelmente serão tocados – se tornados “clássicos” – daqui uns 10 anos.

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Casos como os de Thin Lizzy e Jethro Tull então, vira covardia. Dos irlandeses raramente se ouve algo que não “The Boys Are Back In Town” ou “Jailbreak” – a não ser quando existindo pedido do público, em que algum devoto ousa fugir do óbvio – enquanto que dos segundos eu realmente ache ABSURDO que só se toque “Aqualung”.

Que é um som legal, de riff memorável e tudo. Mas, caralho, a banda ainda está ativa, com uns 25 álbuns, maioria acima da média (pra mim, que sou fã) e parece que só se conhece isso!!

Álbuns como “Minstrel In the Gallery” e “Heavy Horses”, pra ficar nos setentistas consagrados, acho até mais legais que o homônimo da faixa perseverada. E não fosse por isso apenas, os caras têm lançamentos oitentistas, como “Broadsword And the Beast”, “Crest Of A Knave” (ganhador daquele infame Grammy pra cima do Metallica) e “Rock Island”, ou mesmo o recentíssimo “J-Tull Dot Com” (1999), de pretensões comerciais assumidas. Não se toca porra nenhuma deles.

Bandas como Ramones, Black Sabbath, Queen e Rush escapam um pouco disso: têm lá cada qual sua dezena (dúzia?) de sons executados por aí; no entanto, Frank Zappa – de 60 álbuns lançados em vida – tem a mesma (chatinha) “Bobby Brown Goes Down” martelada, Dio tem lá umas duas ou 3 de sempre, e Led Zeppelin e o Pink Floyd uma meia dúzia: embora predominem as torra-saco “Black Dog”, “All My Love”, “Another Brick On the Wall, Pt. 2″ e “Wish You Were Here”.

Quem é que ainda agüenta?

Parece que muita gente, a julgar pela programação da Kiss e das poucas rádios rock (conheço ainda a 107,3 – finada Brasil 2000 – e ocasionalmente a Mitsubishi fm), que curtem ainda ouvir esses mesmos sons, dia após dia.

Desperdício isso, na minha opinião.

Por isso, o post vai em solidariedade a Ian Gillan e a todos os dinossauros ainda ativos que insistem em ser ouvidos: por que só Paul McCartney e Rolling Stones parecem ter habeas-corpus contra esse fenômeno?

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E a quem contra-argumentar que nem se ouve mais tanto rádio assim, apenas pergunto: é mesmo?

Porque aí então o dinossauro sou eu.

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