Arquivos mensais:abril 2010

Continuando o post rememorativo do Monsters Of Rock 1996 (dos Philips Monsters em geral, afinal), com outros 3 artigos da Folha De S. Paulo à época a respeito.

Interessante repararmos o tom mais “crítico” – colunistas mordendo e assoprando pra cima dos headbangers – a euforia desmedida (ao menos pra mim) pra cima do Raimundos e o tom de “emissário antropológico”, sobretudo no 1º artigo, a seguir: parecendo relato de gente que foi visitar tribo exótica.

PÚBLICO SOBREVIVE A 13 HORAS DE SHOWS - por Erika Sallum

Cerca de 40 mil pessoas compareceram à 3ª ediçãodo Philips Monsters of Rock, segundo estimativas da Polícia Militar. O festival, que reuniu 9 bandas e teve o Iron Maiden como atração principal, aconteceu sábado no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

Foi uma verdadeira maratona: no total, foram 13 horas de shows. O 1º grupo a se apresentar foi o Heroes Del Silencio, e o último, o Iron Maiden.

Apesar das roupas pretas e do ar mal-encarado, o público não causou grandes problemas à PM – que encaminhou 91 pessoas ao 23º DP devido a atitude inconvenientes (desacato à autoridade, alcoolismo etc.).

Muita gente passou pelos postos policiais, mas a maioria foi liberada rapidamente. Até as 17h, ocorreram 6 flagrantes de porte de maconha – não houve apreensão de outros tipos de droga.

“Nosso maior problema são os casos de alcoolismo. Foi grande o número de pessoas que já estavam bêbadas quando chegaram ao estádio”, disse o tenente Marco Aurélio Valério, do 2º Batalhão de Polícia de Choque.

Quem exagerou na bebida acabou parando em um dos 4 postos médicos do festival. No total, foram cerca de 900 atendimentos, sendo embriaguez o principal motivo.

Os portões do estádio foram abertos às 10h30, com meia hora de atraso, o que provocou irritação nas cerca de 10 mil pessoas que aguardavam na fila. Assim que o portão principal foi aberto, um grupo de “headbangers” tentou irritar os PM’s cantando o refrão de “Polícia”, dos Titãs. Houve confusão e algumas pessoas foram detidas.

Os fãs fizeram tudo para ver seus ídolos de perto. Os irmãos Rodrigo, 14, e Enivan Inacio Nogueira, 16, chegaram ao Pacaembu na 5ª feira. Queriam ser os 2 primeiros a entrar e, durante 2 dias, dormiram na praça Charles Miller. “Estamos aqui pelo Iron Maiden, explicaram.

Bebida alcoólica dentro do estádio foi proibida. Cervejas, só sem álcool, à venda por R$1,50. As 4 lanchonetes não deram conta da sede dos metaleiros e, por volta  das 18h, já estavam fechadas. Os vendedores ambulantes aproveitaram para inflacionar os preços: na pista, uma garrafa com meio litro de água custava R$10, e um sanduíche, R$5.

Formado principalmente por jovens, o público deu a impressão de estar uniformizado, com camiseta preta (em geral, do Iron Maiden), calça jeans e cabelos compridos. Gente de vários Estados do país estava presente. A maior parte dos ônibus estacionados ao lado do Pacaembu era do Sul do Brasil e do interior de São Paulo.

O estudante Tomáz Klotzel, 17, veio de Pelotas (RS) para ver o Iron Maiden. Passou 23 horas dentro do ônibus. “Além deles, há um monte de bandas que eu adoro, o que faz valer a pena vir até aqui”.

Durante todo o festival, as bilheterias ficaram abertas – havia ingressos disponíveis somente para a pista, por R$40. Os cambistas ofereciam ingressos para arquibancadas e cadeiras, por cerca de R$10 acima do preço oficial.

Box de números: 40 mil pessoas; 9 bandas; 16 horas e meia de duração (da abertura ao fechamento dos portões); 450 policiais militares; 81 pessoas detidas e encaminhadas ao 23º DP; 900 atendimentos médicos.

Imagem de Amostra do You Tube

HELLOWEEN AGRADA PLATÉIA COM SEU HEAVY MELÓDICO - por Marisa Adán Gil

Com 5 minutos de atraso, o grupo espanhol Heroes Del Silencio deu a partida para o Philips Monsters, às 13h05 do sábado.

O público respondeu com apatia – e copos de plástico – ao fraco desempenho da banda. Não deu nem pra esquentar. O Heroes, uma espécie de INXS com mais guitarras, não fez mais do que revisitar clichês dos anos 70 e 80.

A pose do vocalista Enrique Bumbury só piorou as coisas, irritando a platéia.

Imagem de Amostra do You Tube

Logo nos primeiros acordes, o Mercyful Fate mostrou a que veio. A platéia pegou fogo. O Monsters havia finalmente começado.

O dinamarquês King Diamond justificou o culto sobre o seu nome, levantando a platéia com sua performance característica (repleta de lances teatrais) e seus vocais, que se alternavam entre graves cavernosos e os falsetes histriônicos.

A banda também não decepcionou, graças ao virtuosismo dos guitarristas e as mudanças constantes de ritmo. Tudo muito datado, claro. Mas ninguém no Pacaembu parecia se importar.

Na seqüência, o equívoco: 2 shows de King Diamond no mesmo festival é demais. A reentrada de Diamond, já com a banda que leva o seu nome, provocou uma sensação de déjà vu na platéia, que reagiu com frieza.

No mínimo, os organizadores deveriam ter invertido a ordem dos shows, já que a 2ª banda não é páreo para o Mercyful Fate.

No final, malabarismos vocais garantiram a Diamond o reconhecimento do público. Saiu aplaudidíssimo. É curioso como uma platéia de metaleiros “radicais” se rende facilmente a uma cópia diluída de sua banda favorita.

Imagem de Amostra do You Tube

O Helloween, uma espécie de Iron Maiden metido a Bon Jovi, fez o que quis com o público – que, a essa altura, já tomava cmpletamente dois terços da pista.

O tal heavy metal “melódico” da banda alemã (com muitos solos e vocais em vibrato) fez os “headbangers” pularem, especialmente em hits como “Power”.

O vocalista Andy Deris fez um show à parte, regendo a platéia e comandando o final apoteótico, com coreografias de braços e tudo mais. Melancólico.

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RAIMUNDOS BATEM METAL IMPORTADO - por Marisa Adán Gil

Espanha, Dinamarca e Alemanha renderam-se à nova música popular brasileira.

De uma tacada só, os Raimundos colocaram para correr Heroes Del Silencio, Mercyful Fate, King Diamond e Helloween.

A entrada da banda de Brasília no palco, às 17h30 de sábado, foi inesquecível: em questão de segundos, o gramado transformou-se em uma grande onda humana, capaz de provocar um som ensurdecedor.

“Eu Quero Ver o Oco”, gritava em uníssono o Pacaembu. Foi assim durante uma hora. Incansável, o público dava um jeito de pular e, ao mesmo tempo, cantar de ponta a ponta todas as músicas do grupo.

Consagração é pouco. Em sua 2ª participação no Monsters, os Raimundos mostraram que alcançaram a maturidade no seu estilo hardcore-nordestino-pornô-brega.

Sobre uma fórmula básica – introdução lenta seguida de porrada – criaram um som único, em que baião, forró e baladas bregas caem como uma luva sobre saraivadas de guitarras e batidas aceleradas de bateria.

Seus maiores problemas continuam sendo a repetição – são pouco ousados musicalmente – e a insistência nas letras adolescentes. Interpretações enérgicas fizeram “I Saw You Say” (com participação de Gabriel, do Little Quail) e “O Pão Da Minha Prima” soarem como heavy metal puro.

Além de tirar todo o proveito das boas condições da apresentação – já com som total e iluminação – o grupo ainda partiu para os efeitos pirotécnicos, com tochas de fogo no palco.

Imagem de Amostra do You Tube

No final, distribuíram baquetas e camisetas – ao som de “Ilariê”, da Xuxa.

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Outro ponto que ponho à discussão por aqui: quem elencava as bandas no Monsters, hein? Fora a bola fora da vez, Heroes Del Silencio, da edição 1996, lembro de Virna Lisi (!) e Clawfinger(!!) em outras edições.

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CEREJA DO BOLO E CARA DE PAU:

colei acima o vídeo vergonha alheia do Iron Maiden com Blaze ASSASSINANDO “The Trooper” neste mesmo Monsters. E eis que descobri no You Tube depoimento recente do mesmíssimo sujeito (na turnê brasuca desta ano, salvo engano) falando daquele Philips Monsters e do Sebastian Barbie. Ei-lo:

Imagem de Amostra do You Tube

Alguém lembra do Laser Disc? E do Magiclick? Da Bic 4 cores?

Na seara esportiva, alguém lembra de quando os jogos de vôlei duravam horas? Porque, pra se fazer pontos, existiam as “vantagens” anteriores a cada qual.

E aí, pra tudo isso (exceções talvez ao Magiclick e à Bic, que talvez ainda existam), olhando hoje, a pergunta que me fica é: SERVIRIAM PRA QUE ISSO, AINDA?

O mesmo penso eu da Igreja Católica.

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Que com milênios nas costas, vejo dividida entre a ÂNSIA de se atualizar, pra arrebanhar mais gente, e a CONVICÇÃO DÚBIA para com dogmas tatibitates.

Vez ou outra eles vêm com uns “perdões”. Como recentemente, que com quatrocentos e poucos anos de atraso, “perdoaram” Galileu Galilei.

Lembro haver lido na Folha De S.Paulo ano passado, dalgum movimento revisionista deles pra cima de Nietzsche. Que também era filho de “Deus”, né não?

A nova é eles estarem “absolvendo” os Beatles. Ah, pára!

(tirado do UOL)

Vaticano perdoa Beatles por mensagens “satânicas”

da BBC Brasil

O Vaticano elogiou os Beatles por ocasião dos 40 anos da dissolução da banda britânica, lembrados neste ano.

Em um artigo intitulado “Sete Anos que Abalaram a Música”, o jornal do Vaticano “L’Osservatore Romano” chamou o grupo de “joia preciosa”.

O texto lembra que, segundo alguns comentaristas, os Beatles divulgavam mensagens misteriosas, tidas por alguns até como “satânicas”.

“É verdade que eles tomaram drogas, viveram uma vida de excessos por causa do seu sucesso, e até disseram que eram mais famosos do que Jesus”.

“No entanto, ao ouvir suas canções, tudo isso parece distante e insignificante.”

“Eles podem não ser o melhor exemplo da juventude da época, mas não eram, de maneira nenhuma, o pior. Suas belas melodias mudaram a música e continuam a dar prazer”, diz o artigo.

Referindo-se à dissolução da banda em abril de 1970, o texto diz que “mais do que expressar tristeza pela separação deles, talvez a questão (a se refletir) deveria ser como a música pop teria sido sem os Beatles.”

Surpresa

Os elogios ao grupo britânico podem surpreender muitos católicos, já que a banda chegou a criticar religiões organizadas.

John Lennon causou grande polêmica em 1966 quando disse em uma entrevista à imprensa britânica que os Beatles eram mais populares do que Jesus.

“O cristianismo vai acabar (…) Eu não preciso argumentar, eu estou certo e isso será comprovado. Nós somos mais populares do que Jesus hoje em dia. Eu não sei o que vai acabar primeiro –o rock n’ roll ou o cristianismo.”

Há dois anos a Igreja Católica perdoou Lennon por este comentário. “A declaração de John Lennon, que provocou tanta indignação nos Estados Unidos, depois de todos estes anos soa como uma bravata de um jovem proletário inglês às voltas com um sucesso inesperado”, disse artigo publicado no “L’Osservatore Romano” em 2008.

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Para além do ridículo e do delay oportunista descarados, ponho pra debate umas questões:

1) se estão ainda nos 60′s, por que não absolver os Rolling Stones, bem mais malvados, satânicos e drogados? Talvez por estarem ainda na ativa?

2) se estão em busca de maior rebanho, estão atrás de fãs de Beatles? (Melhor que fossem atrás da torcida do América-RJ ou da Portuguesa). Não deveriam estar um pouquinho mais atualizados, e tentar converter fãs de Black Eye Peas, Shakira e outros descartáveis?

3) se nada disso trouxer mais fiéis, vão tornar Paul McCarney São McCartney, alguém duvida?

4) perdão mais anticristão, impossível: “absolveram” os caras, “absolveram” Lennon, mesmo não sendo gentes boas, nem bons exemplos à época. Arrogante e prepotentemente mordendo e assoprando a um só tempo.

5) de todo modo, uma coisa me soa certa: em pegando o “perdão”, beatlemaníacos e católicos teriam já uma Madalena filha da puta em comum, a compartilharem. Quer a chamem de Maria Madalena mesmo, ou de Yoko Ono…

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E se nada disso realmente der certo, em prol de maior arrebanhamento de otários, talvez fosse o caso de absolverem satânicos de verdade. Tipo o Venom, e ae?

Vai levar uns 600 anos pra rolar, isso se a mesma magna Igreja já não tiver virado seita secreta. Já headbanger e beatlemaníaco acho que continuarão existindo.

Já pensaram isto aqui entoado em uníssono na Missa do Galo?

O que  NFS, Initial D e Velozes e Furiosos têm em comum?

Essa é fácil, são os CARROS! Só que cada um na sua categoria, NFS é um jogo de corrida que chegou ao seu melhor momento na série PRO STREET, onde o jogador  tem que ser bom piloto e bom mecânico.

São várias categorias: grip, arrancadão, drift e corridas em autoestrada.

Nesse jogo, o simples fato de mudar a calibragem do pneu do seu carro pode ser a diferença entre perder  ou vencer.  Podemos mudar o tempo da troca de marcha, mudar a regulagem da suspensão, além de poder aumentar a potência de motor, mexer na relação da caixa de marchas, enfim tudo que um carro pode fazer na vida real, você pode fazer nesse jogo. Continue lendo

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