Acidentes marcantes da Formula 1
“A maioria das pessoas que ligam a TV para assistir a uma corrida, não querem saber de carros dando voltas em círculos. Elas querem mais é ver batida, capotagem, ver o circo pegar fogo” – Nelson Piquet.
Se essa declaração for verdadeira, os números mostram que o público tem motivos de sobra para ligar o aparelho televisor no dia de um Grande Prêmio: nada menos do que 29 pilotos já perderam a vida na Formula 1, entre corridas e sessões de treinos. O recorde de mortes pertence ao circuito de Indianápolis, que fez parte do calendário da categoria entre 1950 e 1960: impressionantes 7 casos de acidentes fatais.
Os brasileiros, claro, ainda estão com a morte de Ayrton Senna bem fresca na memória, ocorrida na curva Tamburello, durante o GP de San Marino de 1994. Além de Senna, o austríaco Roland Ratzemberger também perdeu a vida na traiçoeira pista de Ímola, quando o aerofólio de sua Sintek se soltou na Variante Baixa, a mais de 300km. Duas mortes mais um acidente grave com Rubens Barrichello no pré-treino de sexta feira, tornaram esse fim de semana o mais negro da história da Formula 1.
A tétrica Tamburello já havia feito duas vítimas, inclusive outro brasileiro, o já citado Nelson Piquet. Durante o GP de 1987, Nelson perdeu o controle de sua Williams e se chocou violentamente contra o muro, acidente que lhe custou a ausência na prova seguinte. Em 1989, foi a vez de Gerhard Berger, que se arrastou por alguns metros pelo muro e teve o carro incendiado. Como um milagre, ele escapa apenas com as mãos queimadas. Apenas em 1995 a FIA se moveu e providenciou mudanças no traçado do circuito. Atualmente o GP de San Marino não faz mais parte do calendário da Formula 1.
Eleger a tragédia mais chocante é uma tarefa deveras complicada, mas posso citar o acidente de Gilles Villeneuve, ocorrido em Zolder, durante os treinos para o GP da Bélgica de 1982. Sob o volante de uma Ferrari, o canadense, numa curva de alta velocidade, se chocou contra o March do alemão Jochen Mass, fazendo sua Ferrari decolar, seguindo-se uma horrorosa sequência de capotagens, partindo o cockpit ao meio e jogando o corpo do piloto a metros de distância, praticamente do outro lado da pista. Villeneuve faleceu na hora, sendo declarado oficialmente morto horas mais tarde, em um hospital local. Aos de estômago forte, segue o vídeo abaixo:
Esse post é uma homenagem a todos os esportistas ou apenas trabalhadores comuns que perderam a vida exercendo suas funções.
Continua….

Autor: Claudio Herring (17 Artigos)
Cláudio Herring, quando não está trancafiado em algum escritório do Porto, ou zanzando pela praia, costuma passar seu tempo atormentando a família Exílio Rock com piadinhas infames, tanto no Fórum como no Chat. Mas, na medida do possível, nosso amigo tentará se portar da forma mais profissional possível nos domínios desse Blog.






















aee claudio! muito bacana seu post.
será que rola mais uns com esse tema?
Grande Claudio!
Pois é, a Fórmula 1 já foi um moedor de carne muito maior do que é hoje – tanto que o último que morreu numa pista foi Senna.
Nesse aspecto, não tem dúvida de que a categoria evoluiu muito. É só lembrar daquele acidente pavoroso do Kubica há uns dois anos e a pancada na largada do GP da Austrália – os caras saírem andando dos carrios foi praticamente um milagre.
vai no youtoba e procura lá moto gp crash , tem umas porradas lá que vc se arrepende de alhar (tenso)
Verdade, Tony, realmente a F1 evoluiu muito, os carros atualmente parecem discos voadores. Perdeu muito da graça, mas aumentou a segurança. É o preço…