TED JUST ADMIT IT, II

Ninguém perguntou – e, na verdade, ninguém sabia que haveria uma “parte 2″ – mas eis q retomo o post de 3 semanas atrás, sobre (nova) declaração politicamente incorreta do Ted Nugent, que partiu pra cima de Pamela Anderson e Paul McCartney, defensores ecológicos ferrenhos.

Ninguém por aqui comentou coisa alguma a respeito, num indício que detecto como de desaprovação, ou então, de indiferença à polêmica lançada.

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Pois bem: saibam q eu achei DO CARALHO as declarações!

Porque parece que vivemos a era do ecologicamente correto a todo custo. A causa ecológica, há não muito tempo dada como coisa de hippie ocioso, virou a bola da vez. Virou MODA.

E, como em todo e qualquer modismo, servindo pra alguns poucos ganharem MUITO DINHEIRO em cima. As tais sacolinhas ecológicas de pano? As lâmpadas econômicas e super ecológicas? Tem gente se enchendo de dinheiro com as invenções magnânimas e repentinas assim.

Ah, os cicloativistas e os pedestrianistas falando em se parar de usar carro, e que não citam parar de se usar avião (as turbinas dos aviões não poluem?)… os vegetarianos radiciais que não ingerem nada de origem animal, mas matam plantinhas pra comer… Minha impressão? Maioria ingênuos, quase todos massa de manobra.

Ou gente sem muito o que fazer. E que defendem causa ganha, sem conflitos maiores. Afinal, quem seria contra um negócio destes?

Ou contra a preservação dos micos-leões-dourados, dos golfinhos e das onças-pintadas? Fácil é se engajar em causa contra a qual NINGUÉM ousa se manifestar contrariamente.

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É fato que muito militante da antiga esquerda, sobretudo os mais xiitas, parecem ter abraçado a causa ecológica até pra preencher o vácuo deixado por Queda do Muro, mensalões e fim de utopias políticas em geral: na real, eram gente chata antes, continuam gente chata agora.

E aí, causas como a ecológica (realmente importantes, por suplantar quaisquer dicotomias ideológicas tatibitates, ou jogos de cena políticos, de “situações” e “oposições” de ocasião) se tornam joguete coercitivo. Patrulhamento cego.

Ignoro se fazer tofu é tão daninho assim ao ecossistema (e deu preguiça de ir pesquisar na Wikipédia), como o Nujent abriu a boca pra falar, mas o fato é que diretamente – talvez indiretamente – o sujeito colocou umas coisas que acho dignas de se pensar.

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Como esse patrulhamento a todo custo. Essa causa sendo defendida por gente que mal tem conhecimento sobre o que fala – afinal, Pamela Anderson lá fora, é como Ronado Gordo, artista da Globo, ou Gisele Bündchen aqui: formadores de opinião sem terem opinião de nada – apenas por não ser de bom tom falar mal disso.

Torço até pra que Nujent cumpra a bravata perpetrada: matar uns bichos pra dar pra quem não tem o que comer a cada vez que alguma pseudo-celebridade formadora de opinão opinar cegamente sobre coisas que não tem tanto tutano pra saber. Pois, afinal, o ser humano sempre foi o topo da cadeia alimentar, né não?

(o que não invalida objeções aos modos perversos/fetichistas de matar, e à intensidade predatória do bicho homem)

Pois, a causa ecológica, seguindo do jeito FANÁTICO como vai parecendo em alguns momentos, tenderá a constranger aqueles que freqüentam uma boa churrascaria rodízio. Ou aos pintores e seus pincéis de pêlo de camelo, assim como outras pessoas e profissionais que fazem uso de objetos de origem animal, sem que sejam necessariamente gente cruel e mesquinha.

Discordo das opiniões redneck do Nujent, mas acho que, em declarando tudo aquilo, ele acaba prestando mais um serviço que um desserviço: pois aqueles a quem nos colocamos contra – sobretudo esse pessoal mais conservador, ou reacionário – são sempre CLARAMENTE definidos. Expõem suas impressões, mesmo que repugnantes, mesmo que antidemocráticas.

Na contraparte, os bonzinhos de plantão não vejo como necessariamente bonzinhos. Tem muito ecologista engajado ganhando dinheiro com as sacolinhas, com as lâmpadas ecologicamente corretas, com restaurantes de comida natural que custam os olhos da cara. E por aí vai.

Penso que um desafio a todos nós atualmente é saber FILTRAR, dentre os “bonzinhos patrulheiros”, quem é realmente é mocinho, e quem é manipulador, hipócrita e oportunista.

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Ou, pra ilustrar de outro modo, uma charge antiga que guardei. De quando alguns manés tentaram (acharam que conseguiriam)  boicotar a Olimpíada na China:

Em tempo: participo da coleta seletiva aqui no meu prédio. Mas não fico patrulhando quem não faz.

E sou contra essa lei antifumo arbitrária IMPOSTA, mesmo não fumando, e mesmo achando horríveis os fumantes – quase todos – que jogam as guimbas nas calçadas por aí, como se fossem todas evaporar ou derreterem com chuva.

Também não enviarei vírus nem spam a quem eventualmente discordar deste post.

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Autor: txuca (39 Artigos)

Marco Txuca vem tocando o Thrash Com H já há uns anos e é meio autista, pois o tocaria mesmo se ninguém o lesse. É algo ingênuo e idealista, mas com Metallica e Slayer tendo recentemente lançado discos QUASE à moda antiga, não sabe o que fazer com o que sobrou disso; só sabe que não ganha o bastante pra virar fiel da Renascer nem da Universal. É tr00 a seu modo, pois se não traja ridículos moletons agarrados no saco escrotal, tampouco anacrônicos canos-altos brancos oitentistas (anacrônicos em áureos tempos, por sinal), canaliza essa energia dispendendo boa parte de seu rendimento suado em cd's e dvd's originais, só que não por acreditar que isso ajuda as bandas, mas sim por fetichismo por entrelinhas e rodapés em encartes e contracapas.

5 comentários para “TED JUST ADMIT IT, II”

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