Philips Monsters of Rock: Momentos Eternos

O "modesto" cast da edição de 1998 do Monsters.

1998. Era ano de eleição para presidente, onde FHC acabou se reelegendo. Ano de Copa do Mundo também, onde a Seleção Brasileira teve um desfecho trágico, tomando um verdadeiro sacode da França na Final. Mas, se para os lados do futebol as coisas não iam bem, para os fâs de rock n´ roll tudo era motivo de festa, afinal, a quarta edição do festival “Philips Monsters of Rock” estava confirmada para o dia 27 de setembro, no Ibirapuera.

E o “cast”? Ah, o cast….foi de enlouquecer qualquer ser pensante. Glen Hugues, Saxon, Dream Theater, Manowar, Megadeth e, encabeçando o evento, o Slayer. Está faltando bandas nacionais? Então coloca o Korzus e o Dorsal Atlãntica para abrir. Pronto, temos aí um evento que já pode ser considerado histórico para o Brasil.

A diferença do Philips Monsters, é que realmente temos uma seleção de “Monstros do Rock” , ao contrário de um Rock In Rio que , a despeito de também ter sido de tamanha importância para o Brasil, contava com artistas dos mais variados estilos, alguns fora do rock inclusive. Ou seja, nunca um festival fez tão jus ao título quanto o Philips Monsters.

Atualmente, o festival que está seguindo os padrões do Monsters é o Live N´ Louder, que inclusive já teve duas edições, em 2005 e 2006. Mas…será que ele vai ser lembrado daqui há 10 anos?

Pequenas curiosidades que rolaram nas 4 edições do festival:

- Uma “quase” formação original do Black Sabbath esteve presente na edição de 1994. Tony Martin que acabou tendo a difícil missão de encarnar Ozzy Osbourne na frente de 50 mil pessoas.

-Slayer, Megadeth e Raimundos participaram em mais de uma edição.

-O baterista Jimmy DeGrasso tocou em duas edições com bandas diferentes. 1994 com o Suicidal Tendencies, e em 1998 com o Megadeth
-A edição de 1996 marcou o fim da formação original do Skid Row. Isso mesmo, a última turnê sob o comando de Sebastian Bach ocorreu na América do Sul na época do festival.

-Por falar em Raimundos, a banda foi motivo de uma das maiores polêmicas do festival quando, em 1996, tocou depois do Helloween, com o dobro do tempo, luz, equipo e etc. Isso deixou muito fã da abóbora alemã pra lá de emputecido.

-A edição “gringa”do Monsters, ocorreu por diversos anos na região de Castle Donington, na Inglaterra. A primeira em 1980, e a última em 1996.

-Se fosse eleger os “vilões” do festival, 3 vocalistas disputariam a taça. César Maurício do Virna Lisi, tomou a maior vaia quando disse “vou tocar um baião pois estamos no Brasil” na edição de 1995. No ano seguinte, foi a vez de Sebastian Bach (Skid Row) ser alvo de tudo quanto é tipo de objetos impiedosamente atirados ao palco, e Blaze Bailey (Iron Maiden), que foi vítima de duras críticas pela imprensa especializada.

-Também em 1996, King Diamond se apresentou com o Mercyful Fate e, em seguida, com sua banda solo. Ele não costuma fazer isso com tanta frequência.

-A banda brasileira mais famosa de todos os tempos, o Sepultura, curiosamente não participou de nenhuma das 4 edições.

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Autor: Claudio Herring (13 Artigos)

Cláudio Herring, quando não está trancafiado em algum escritório do Porto, ou zanzando pela praia, costuma passar seu tempo atormentando a família Exílio Rock com piadinhas infames, tanto no Fórum como no Chat. Mas, na medida do possível, nosso amigo tentará se portar da forma mais profissional possível nos domínios desse Blog.

2 comentários para “Philips Monsters of Rock: Momentos Eternos”

  • Tony Monteiro:

    Mas, falando de vocalistas, o pior mesmo foi o tal do Tony Martin com o Black Sabbath… Sabe deus onde o Tony Iommi estava com a cabeça quando contratou esse impostor.

  • Claudio Herring:

    Pior que curto o Eternal Idol, Headless Cross e o Tyr, gravados por ele……mas acho que com qq vocal esses plays seriam fodas!

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