Eis que o disco mais enrolado da história da música encontra a luz do dia. Ele está de volta, Mr. Willian Bailey, mais conhecido entre os pobres mortais como Axl Rose. Sem dúvida, um dos músicos que mais representou o significado da expressão “rock star”. Seja cuspindo versos revoltados em cima de um palco ou atirando cadeiras pela janela de quartos de hotéis, ele comandou magistralmente o Guns N´Roses, uma banda que já foi considerada um dia a “mais perigosa do planeta”.
E vai longe o último registro de inéditas da trupe. 1991 foi o ano em que os dois volumes de Use Your Illusion chegaram às lojas, gerando sucessos estrondosos como “Don´t Cry”, “November Rain”, “Live and Let Die” e uma monstruosa turnê de mais de 2 anos, que inclusive passou pelo Brasil.
Após um registro de covers (Spaghetti Incident?) em 1993, e uma breve celeuma com a música “Look At Your Game Girl”, a coisa começa a desandar para o lado dos gunners. O primeiro a sentir os efeitos da “síndrome de rock star” de Rose foi Gilby Clarke, sumariamente despedido. Logo, entraram na dança também Matt Sorum , Duff McKagan e , pouco depois, o guitarrista Slash, para muitos o cérebro musical do conjunto.
13 anos e muitos músicos depois(até Zakk Wild fez alguns testes com Rose) sai “Chinese Democracy”, o “disco velho mais novo da história do rock n´roll”. Ou o contrário….Para quem esperou mais de uma década, algumas audições são suficientes para constar: Axl Rose se manteve antenado com o que estava acontecendo no mundo da música.
O hard rock furioso de antigamente deu lugar a um rock cheio de lances eletrônicos, guitarras saturadas e samplers à vontade. Os vocais de Rose já não possuem mais aquela rebeldia de antigamente, mas ele ainda é capaz de mandar ver naqueles agudos estridentes, capazes de estourar os tímpanos dos mais desavisados. A faixa título e “Schakler´s Revenge” são as que mais remetem aos tempos antigos. “Street of Dreams”, “This I Love” e “There Was a Time” são candidatas óbvias a cairem no gosto dos ouvintes de FM, enquanto “If The World”, “Prostitute” e “Scraped” desafiam os fãs de Appetite For Destruction a entrarem no novo mundo eletrônico do vocalista.
E quem diria que Mr Rose ainda fosse capaz de compor músicas relevantes. A comparação com os clássicos já citados será inevitável. Chinese Democracy pode ser descrito como a ressurreição do Guns N´ Roses em pleno 2008. Além disso, é latente a honestidade do trabalho, pois além das influências novas, não há nenhuma regravação de antigos sucessos, expediente muito comum hoje em dia. Ah, sim, esse disco não chega aos pés dos clássicos da banda. Mas
.enquanto a reunião não sai……….
Autor: Claudio Herring (17 Artigos)
Cláudio Herring, quando não está trancafiado em algum escritório do Porto, ou zanzando pela praia, costuma passar seu tempo atormentando a família Exílio Rock com piadinhas infames, tanto no Fórum como no Chat. Mas, na medida do possível, nosso amigo tentará se portar da forma mais profissional possível nos domínios desse Blog.
Gostei das ponderações, fruto a meu ver, de quem passou tempos ouvindo o álbum.
Pq acho q ninguém o ouviu direito. Ficou-se esperando um “Appetite II”, mais ou menos viu-se q não era, ligaram o foda-se e foram fazer outras coisas. QUEM FORAM? Os ouvintes de ocasião, os críticos profissionais em copiar releases ou resenhas gringas como fossem suas, e, principalmente, os profissionais de fm`s.
Acho inacreditável q só “Better” tenha tocado, e um pouco só, na Kiss. Vivemos tempos de iFod, q todo mundo ouve só as músicas mais conhecidas, e não têm “tempo” pra ouvir álbum inteiro.
Tempo gasto produtivamente em torpedos inúteis de celulares, msn e outras bobagens ociosas.
Particularmente, consegui gostar bastante de CD, ainda q me faltem vezes pra ouví-lo mais e ver qual é q é. Discordo da ênfase eletrônica sugerida nas ponderações: não são assim tantas.
E vou até profetizando q, daqui uns anos, será álbum consensualmente dado por “clássico absoluto”, ou, se não, merecedor de resenhas originalíssimas no whiplash, do tipo “CHINESE DEMOCRACY: O ÄLBUM MAIS INJUSTIÇADO DO GNR?” Bah!
Fã em sua grande maioria, é uma raça egoísta pra cacete….sempre alardeia que “meu gosto muda com o tempo”, mas condena seu artista favorito a fazer o mesmo som eternamente. Achar que, em 2008, ele ia fazer um disco igual ao Appetite, de 1987, é brincadeira!
quando ouvi esse disco, não achei ele execrável, não.
como o claudio disse, é um hard condizente com a realidade… e eu acrescentaria “honesto”.
Ainda nao ouvi,tenho que baixar ………..honestamente claro