A QUEM TIVER EMPREENDORISMO
E também algum juízo lábil e Crédito no Banco.
Idéia que tem a ver com o Big Four…
… mas não só. Também com o documentário do Rush lançado no Cinemark, em sessão exclusiva com direito a pipoca e Heinekens à venda na sala.
Que, conforme o post de semana passada, vão configurando a mim TENDÊNCIA DE MERCADO. Haja visto a reprise do Big Four em trocentas outras salas (mesmo que cancelada em cima da hora em algumas) semana passada, pra aproveitar a receptividade da idéia genial em que um dipositivo tecnológico dito obsoleto (sala de cinema) acaba servindo a propósitos mercadológicos rentáveis e lúdicos em plena era de download.
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Conversava bestamente com vendedor da Paranoid Records, na Galeria (que também se diz promotor de show) e externei a idéia: e se alguém, com os requisitos acima listados, arrendasse – ainda que por aluguel – algum daqueles cines pornôs do centrão pra exibição de dvd’s exclusivos a serem lançados? Tipo sessões em 1ª mão.
Estaria aí oportunidade interessante pra lojas/selo como a Paranoid, Hellion, Die Hard, lançarem dvd’s a público interessado, cobrando-se 10 contos na porta, com venda de pipoca e breja lá dentro.
Creio o investimento nem precisar ser vultuoso: apenas grana pra arrancar as cadeiras e carpetes todos, e para compra de Pinho Sol suficiente pra tirar o cheiro de esperma. Fora isso, se pagar um ou 2 seguranças pra conterem os true mais exaltados e… eis um investimento que talvez trouxesse algum lucro. E legítima satisfação.
Já que soube de pessoas organizando grupos para ver a reprise Big Four, mesmo o mesmo estando disponível pra download já. Porque se trata, a meu ver, de EVENTO SOCIAL – embora nostálgico pra cacete – que ultrapassa a gana de se ver o barato em telinha plana.
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Ganhos adicionais, a público e investidores seriam:
1) o re-relançamento daquele mesmo dvd da Doro Peste, com capinha de outra cor ahah
2) um trabalho profilático DIGNO de se coibir o surgimento de mais uma seita-cheque
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PS – quem, olhando a foto Big Four acima, não perceber em duas olhadas, no máximo, qual o integrante faltante na foto, não merece ser chamado de headbanger ou coisa assim!
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LEE, LIFESON E PEART
Foi já há mais de mês, em 17 de Junho passado, que tive oportunidade de ir ao Cinemark do Shopping Santa Cruz assistir, em 1ª mão, “Rush: Beyond the Lighted Stage”, em sala lotada de nerds comovidos a cada cena, cada depoimento, e a toda e cada passagem do documentário.
A única coisa de que me arrependo não ter feito naquele dia foi não ter aplaudido o filme ao final, como a maioria ali o fez. DEVERIA tê-lo feito.
Pra quem ainda não sabe de que se trata, é documentário realizado por Sam Dunn, antropólgo headbanger canadense outrora realizador de “Metal – A Headbanger’s Journey” e de “Flight 666″ *, documentário sobre o Iron Maiden, que chegaram a ter também seletas seções em cinema, no que vai se configurando alvissareira TENDÊNCIA DE MERCADO como, no mais, a reprise do “Big Four” prometida pro fim de semana atesta.
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Só que, ao contrário do do Maiden, no qual a banda representou e depôs nitidamente a contragosto (não?), “Beyond the Lighted Stage” contou com colaboração e imagens PRECIOSAS de arquivo de Lee, Lifeson e Peart.
Pra citar duas: 1) há o jantar em família em que Lifeson, visivelmente hippie e hormonal, anuncia aos pais e irmãos que não seguiria rumo tradicional de emprego convencional, carro do ano e alto salário (os últimos, não tinha como ele adivinhar eheh); 2) imagens da banda anterior, mais pra jazz, onde Peart tocava, em que o flagramos como o arquetípico adolescente desproporcional e desengonçado. Nerd puro, freak de doer.
Trunfos inequívocos do filme, que particularmente coloco na prateleira dos melhores já comentidos sobre uma banda, no nível do “End Of the Century”, póstumo polêmico dedicado ao Ramones, p.ex.
Chama atenção também, mesmo a banda tendo em torno de 40 anos ativa, e de 35 anos – minha idade! – com a formação consolidada em questão, NUNCA SE HAVER FEITO um documentário sobre a banda seriamente.
Claro que “Rush In Rio” tem lá um pseudo-documentário sobre a passagem em 2002 deles por aqui (mais um relato de turnê e bônus pra fã comprar o dvd oficial, que qualquer outra coisa) e o dvd comemorativo “R 30″ tenha lá seus trechos documentais e valiosas imagens de arquivo (tipo o Juno Awards canadense). Mas filme a eles dedicado, com aprofundamento de questões, revelações dos integrantes e depoimentos, foi a 1ª vez mesmo.
E depoimentos dos mais variados: para além dos óbvios Mike Portnoy e Les Claypool (que aparecem, feliz e infelizmente, bem pouco), passagens emocionadas do metidão Billy Corgan (Smashing Pumpkins, contando ter ficado 1 ano trancado no quarto tirando “2112″), Vinnie Paul (Pantera), Kirk “funcionário do mês” Hammett (fazendo caras e bocas que aprendeu direitinho com Lars Ulrich), Jack Black, Trent Reznor (do Nine Inch Nails), Gene Simmons (Banda Beijo; na 2ª passagem mais hilária do filme), e também das mães de Geddy Lee e Alex Lifeson e pai do Peart (revelando que, se não desse certo o teste dele no Rush, poderia voltar para trabalhar na loja de ferramentas da família), coisa e tal.
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Histórico disco a disco, fase por fase, também comparece suculento, de modo a agradar o fã mais fiel, embora eu particularmente lamente terem enfocado por cima os álbuns do fim dos 80’s (“Hold Your Fire” e “Presto”) e início dos 90’s (“Roll the Bones” e “Conterparts”), que talvez futuramente pudessem gerar, cada qual, seu próprio documentário específico. Sei lá, nerdice da minha parte.
Dunn não amenizou, tampouco o trio, a passagem ominosa vivida por Peart no fim dos 90’s, quando, por meses de diferença, perdeu a esposa devido a câncer e a filha num acidente de trânsito. É explicitada a legítima preocupação dos outros 2 com o cara, como também com os rumos da banda (sem a menor hipocrisia), assim como a mega viagem de moto por Peart empreendida para elaborar algum luto. E a difícil porém gratificante retomada (pra eles também), geradora do denso “Vapor Trails”.
O fato de serem banda relegada pela crítica, até hoje, também é bastante contemplado, com a passagem mais hilária sendo a dos adjetivos consagrados à voz de Lee, sempre o TABU e aspecto mais incômodo do Rush, mesmo pra alguns fãs. “Mickey Mouse com gás hélio” é uma das pérolas citadas, e todos na sala racharam de rir.
E o que se vê (ao menos, eu vi) é a coesão dos três, verdadeiramente amigos, tremendamente respeitosos entre si, com uma ligação que excede/transcende o musical – cuja cena final, que achei também memorável, dos 3 jantando nalgum lugar enquanto riem de si mesmos como objeto dum documentário – pois parece ter sido o caso de 3 sujeitos completamente desajustados (freaks mesmo) que se encontraram e encontraram rumo na vida.
Assim como auxiliaram, e auxiliam, muita gente a encontrar o seu.
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É muita coisa contida, coisa demais pra ficar citando por aqui, por isso encerro o post recomendando a COMPRA do dvd, já lançado e devidamente legendado – acredito não ser só eu portador de “inglês intermediário II” por aqui – até como aperitivo do show anunciado para outubro. Do qual já consegui ingresso (ufa!).
Em suma: muito foda!
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* entre “Metal” e “Flight 666″, Dunn realizou também um chamado “Global Metal”, sobre o heavy metal no 3º Mundo (“país em desenvolvimento” é o cacete!), que francamente não vi (só uns tecos em You Tube) e não conheço, mas deve ser bão.
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DIA MUNDIAL DO ROCK
Acho uma merda o Dia Do Rock, no que quem objetar por aqui “e eu com isso?” certamente terá toda razão.
Questão de opinião, já que acho RIDÍCULO o marco ser o dia do Live Aid há 25 anos.
O que o Live Aid teve a ver com Chuck Berry usurpado pelos roqueiros branquelos, com Elvis Presley morrendo afogado em colesterol e sedativos, com Jerry Lee Lewis catando a priminha menor de idade? Nada. Fora não ter legado absolutamente nada.
Acabou a fome na África por acaso? Nem.
Pra deixar de mau humor: até que teve show legal do Queen e do Black Sabbath com Ozzy. (Não vi, mas li a respeito). Mas alguém lembra disso? Lançou em dvd? Botou no You Tube?
Bah, então foi em vão essa merda mesmo.
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Só que a data, mesmo assim, não poderia passar em branco. Mesmo que pra nós todos aqui o “Dia do Rock” seja todo dia. E mesmo que algum comercialismo implícito à data ainda não tenha gerado o alvissareiro e compulsório costume de se presentear filhos e filhas com guitarras, baixos ou baterias.
(Deixaria de haver muito pagodeiro e sertanojo nesta terra desolada)
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E aí que, aliando as duas únicas coisas úteis da internet, que são 1) baixar música e 2) ver mulher pelada (fórum e blog são a 133ª e a 987ª coisas úteis), eis que desejo…
… um belo Dia Do Rock a todo mundo aqui!
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BIG FIVE to EIGHT
Enquanto assunto periga já estar caducando, mas tudo bem.
É sobre as polêmicas geradas pelo Big Four (Anthrax, Megadeth, Metallica, Slayer). Inclusive ali pelo Fórum: tem gente que tiraria uma ou duas bandas (pra mim, o Anthrax recorreu ao STJD pra entrar, devia estar fora), gente que se mataria pra ver isso realmente ao vivo (e não no cinema), gente que incluiria Exodus e/ou Testament (sempre os mais cotados entre os “cortados”) e etc.
No Fórum, teve até quem viajou na idéia dum Big Four brasuca!
Que eu acho que NÃO TEM 4 bandas realmente fodas do metal brasuca pra juntar num show: Sepultura e Franga (digo, Angra) tentaram e fiascaram, pelo que soube…
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Mas o que eu realmente acho é que falta algum empreendedorismo em se fazer um OUTRO Big Four. Aproveitando o embalo caça-níquel da nostalgia que vende que nem pão quente. Um Big Five to Eight: bandas do 5º ao 8º lugar, SEGUNDA DIVISÃO do thrash metal mesmo, num mesmo palco.
Pois e se um Big Four do 5º ao 8º por acaso contasse com:
Testament
Exodus
Kreator
Overkill
Poderia não lotar um Morumbi, mas estrumbaria um Canindé.
Poderia não entrar nem em cartaz num Cinemark, mas caso tocassem só na Bulgária, constaria entre os mais vendidos dos piratex próximos à Galeria.
E, pessoalmente, mais que os 4 decaídos principais (me dói falar isso do Slayer, mas…), me animaria em sair de casa pra assistir. Mesmo o Kreator, dentre esses, estando meio caído já há um tempo (faria a vez do Anthrax eheh). E com o bônus de curtirmos músicas novas TAMBÉM, não só velharias tocadas com tons atrás e esforço ou jams demagógicas.
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NÃO SAIU EM CD
“Histórias De Sexo & Violência”, Replicantes, 1987, RCA/Plug
sons: CHERNOBIL / SANDINA / ÁFRICA DO SUL / MISTÉRIOS DA SEXUALIDADE HUMANA / ADÚLTERA (censurada) / SEXO E VIOLÊNCIA / PASSAGEIROS I / ASTRONAUTA / FESTA PUNK / NICOTINA / AMOR EU PRECISO / TOM E JERRY / MENTIRA / PASSAGEIROS II
formação: Cláudio Heinz (guitarra), Carlos Gerbase (bateria, backing vocal, vocal em “Amor Eu Preciso”), Heron Heinz (baixo), Wander Wildner (vocal, baixo em “Passageiros I” e “Passageiros II”, guitarra em “Amor Eu Preciso”)
participações: Luciana Tomasi (teclados em “Sandina”, “Mistérios da Sexualidade Humana”, “Astronauta” e “Amor Eu Preciso”), Zico (guitarra em “Adúltera”), Andrea Gerbase (backing vocal em “Festa Punk”), Raul Plentz (alarme nuclear em “Chernobil”)
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A resenha da vez se pretende específica pra quem tem irmão, irmã ou primos mais novos emos. Pra quem os considera a vergonha na família, muda de lado da rua se os/as vê chegando, ou simplesmente chega à conclusão de terem sido trocados na maternidade com o parente certo (que certamente está a gerar atritos na família de pagodeiros onde foi parar).
Pois os dias de hoje vêm fazendo justiça e injustiça simultâneas aos Replicantes: por um lado, a banda está em evidência e na mídia – numa certa mídia – como jamais esteve, mesmo nos anos oitentistas de discos por multinacional (e isso se deve também pela volta de Wander Wildner ao posto de vocalista – [já "desvoltada" neste 2010]). Só que por outro, “Histórias De Sexo e Violência”, clássico inominável de tão clássico, jamais saiu – e jamais sairá – em cd, como também não o anterior/estréia “O Futuro É Vortex” (dos clássicos “Surfista Calhorda”, “Hippie-Punk-Rajneesh” e “Por Quê?”) e o posterior (mais fraco e último pela BMG-Plug) “Papel de Mau”. O que existe no mercado é uma coletânea mulambenta juntando 20 sons aqui e ali dos 3 álbuns, sem nada de capas originais, nem encarte decente e provavelmente já fora de catálogo.
Só que a contemporaneidade é a dos tempos de Internet: por isso só buscar e baixar. E não só um ou outro som, mas o álbum como um todo. Por ser este o caso de disco de que mesmo os sons mais fracos (pra mim, só “Tom e Jerry”) acabam fazendo parte do todo, tornando-se indissociáveis do conceito “histórias” e de “de sexo e violência”. Dá quase pra forçar e chamar de ÁLBUM CONCEITUAL, embora não seja, tamanhas a inspiração e coesão entre as 14 faixas.
A gauchada aqui é considerada punk, mas na minha modestíssima opinião sempre esteve mais pra hardcore, embora alguns passos além destes também (e a base de comparação é o hardcore oitentista, não o fofolete atual), embora também estivessem alguns passos à frente. E o afirmo com base na Postura e nas Letras, sobretudo.
Postura: poucas bandas no Brasil levaram tão a sério e a fundo o “faça você mesmo” do punk inglês como eles. Já em meados dos 80’s comercializavam eles mesmos as próprias fitas demo (e não tenho certeza se também de outras bandas), por um selo chamado Vortex, deles próprios. E desde então dispunham de material gravado em vídeo (lançado à época em VHS e ultimamente prometido para DVD), com apresentações das mais surreais:
lembro haver passado na tv Gazeta em 1989 isso, eles tocando “Mentira” pra presidiários no interior do RS, falando besteira e ouvindo Metallica (“Disposable Heroes”) em ônibus a caminho de show, estreando sons em botecos porto-alegrenses, ou ainda divulgando o vídeo de “Surfista Calhorda”, à época gravado em super-8, e pra mim o melhor videoclipe nacional de todos os tempos. Coisa do baterista Gerbase, que alguns podem insolitamente reconhecer como diretor de cinema nacional (dirigiu “Tolerância”, um dos 4 filmes brasileiros realmente dignos de se assistir – minha reles opinião). Se por um outro lado isso tudo revelava também um pessoal de melhor poder aquisitivo em relação aos punks de periferia nacionais, ainda assim tal condição não atestava conformismo ou postura playboyzada em relação à vida.
Nas letras, os caras se distinguiam (e ainda se distinguem) do punk paulista consagrado e emérito – mas também algo sisudo e bitolado – por fugirem, nas letras de protesto (mas não só), da dicotomia viciada e limitada do “nós oprimidos versus o sistema tirano”: “Chernobil” fala de usinas nucleares, bradando “eu ñ quero a bomba nuclear” em 1ª pessoa; “Nicotina” é som anti-tabagista, mas feito por fumante (Cláudio Heinz), com toda a aparente contradição exposta. O mesmo se dá em sons mais… sentimentais, como “Sandina” (em 1ª pessoa a estória dum sujeito deixado pra trás por uma mina q o troca por “um sandinista especialista em granada de mão”), em “Amor Eu Preciso” (q a letra é o título repetido ao longo do som, sem soar ridícula) ou na melhor do disco, “Astronauta”, também estória de pé na bunda – sujeito na Lua toma um fora e vem pra Terra cair na farra e descolar mulher-robô.
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Ao mesmo tempo, alguns dos sons revelavam melhor cultura geral em relação aos demais punks e hardcores à época: “Sandina” trata de guerrilhas na Nicarágua; “Sexo E Violência” (de título homenageando Exploited?) fala de Chuck e Jack, estuprador e estripador, que “trabalhavam em dupla, mas se detestavam”, enquanto “África do Sul” tratava do ainda vigente apartheid (“cansado de apanhar, cansado de miséria, o negro vai matar o branco!”).
“Mistérios da Sexualidade Humana” não vai nem no protesto nem na onda de crônica urbana, mas fala de sexualidade adolescente (gravidez, punheta, filme pornô) como não vi ninguém ainda fazer; “Festa Punk” lista bandas e bandas, divertidamente. Abordagens amplas e certeiras de temas, nada repetitivas e enfadonhas: em nenhum momento o ouvinte se sente catequizado ou instado a tomar o lado “fraco” na batalha contra o Sistema, o Capitalismo, ou coisa que o valha; muito pelo contrário, tende a se sentir informado, algo bem diverso.
Ainda outro ponto das letras é o referente à de “Adúltera”, da qual não se ouve a mesma que, supostamente forte, foi CENSURADA pela PRÓPRIA GRAVADORA, que omitiu as estrofes no ÁUDIO! Sim, o que existe é Wander Wildner, após os intervalos consagrados às estrofes, apenas berrar o refrão “adúltera, adúltera, adúltera”. Contundência (da banda) é pouco, e barbaridade (da gravadora), idem: não me recordo de qualquer episódio no rock, pop, metal ou punk nacional revelador de tamanha arbitrariedade. *
Pra falar um pouco do som, das músicas, temos em “Histórias De Sexo e Violência” uma banda fraca tecnicamente – e o solo guitarrístico em “Festa Punk”, pra exemplificar, perpetua a indigência do solo de “Surfista Calhorda”: fraco, fraco… – mas que, por outro lado, se revela bastante criativa: inexiste aqui qualquer som de 3 ou 4 acordes repetidos do início ao fim. “Nicotina” e “Amor Eu Preciso” contêm seqüências de acordes q quase lembram riffs (dá pra tirar como riff); “Chernobil” e “Tom e Jerry” são guiadas por dissonâncias ou microfonias; “Astronauta” é quase heavy metal, numa combinação acordes + feedbacks + tambores ímpar.
Pra falar na bateria: pouco existe daquele “taco-taco-taco” reto e idêntico ao longo dos sons; Gerbase trabalhou bastante com os tons, com breques e seguradas (“Sandina”), fora pratadas pra reforço em refrão (“Mistérios da Sexualidade…”). Se a pedida for sair batendo cabeça (sim!) ou pogar no sofá da sala, as cadências impostas por Gerbase em “Chernobil”, “Adúltera” e “Mentira” são o que há de mais apropriado (a 2ª, ainda mais: quando se pensa que o som acaba, a batida volta vertiginosa e impele a se sair chutando o ar).
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É complicado. E talvez me tenha sido das resenhas mais complicadas até hoje de se fazer: por conta da sensação de se poder escrever um livro sobre este álbum sem que noções precisas ou aproximações minimamente razoáveis saiam a contento. Não sai, não há como. O que fica é o seguinte: jamais os próprios Replicantes replicaram (ops!) – ou haverão de replicar – toda a contundência, virulência e criatividade – quase que ia esquecendo de falar dos teclados com flanger em “Astronauta”, favorecendo ainda mais peso e dando todo um clima único – deste “Histórias De Sexo e Violência”, álbum clássico, clássico, clássico. Que não virou bolor após 23 anos. E obrigatório.
Obrigatório. Obrigatório.
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PS – resenha publicada originalmente em meu blog solo, o Thrash Com H, em 7 de Julho de 2006, quando o mesmo era do provedor weblogger, que era uma bosta e um dia acabou
PS 2 – no www.thrashcomh.com.br atual, acabei de reprisar resenha duma outra banda também jamais lançada em cd, o Corpse, que era daqui de São Paulo e eu duvido que alguém conhecesse
* arbitrariedade ocorrida em “Adúltera” descobri pouco tempo depois ter também ocorrido em “Por Que Não?”, dos próprios Replicantes no disco de estréia, que mandava Caetano Veloso ir pra “puta que o pariu”, mas a gravadora não deixou, apagando o verso
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MITO ERRONEAMENTE CRIADO
Creio todo mundo por aqui ter idade pra ter lido a Rock Brigade nos 80’s.
Em tempo que talvez seja particular de cada um achar melhor que posteriormente (meu caso), e ainda melhor que nos tempos de hoje em dia, de publicação tornada zine bissexto e trôpego, léguas atrás dos tantos sites informativos disponíveis.
De tempo em que a coluna Banger News vinha em papel de jornal (pra ser cult?) no meio da revista, e em que o logotipo era mais tr00 e, portanto, mais condizente com o nome tirado de música do Def Leppard véio e ainda não babão e babado. E em que a numeração vinha em algarismos romanos!
Eram tempos de resenhas interessantes, por vezes prolixas, de Antonio Carlos Monteiro e de André Pompa Cagni. E de resenhas alvissareiras, por vezes exageradas – ah! – de lançamentos novos ditos clássicos (e que o “teste do tempo” posterior encarregou de apropriadamente revisar) de Dio, Deep Purple, Uriah Heep e Black Sabbath feitas por – oh! – Vitão Bonesso.
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Black Sabbath que atravessava a “fase Tony Martin”, momento mais subestimado, vilipendiado e outros ‘ados’ pejorativos, de sua trajetória, de álbuns como “The Eternal Idol” (que adoro), “Headless Cross” (que não curto) e “Tyr” (que odeio, mas ouço uns sons).
Tony Martin esse que considero dos piores vocalistas que ao vivo já tive desprazer de testemunhar. E ainda pior pela absoluta e ABSURDA falta de carisma.
Tem menos carisma, pra mim, que Blaze Bayley, Vince Neil e Derrick Green juntos.
O escopo do post é, afinal, relembrar e questionar o FATO de, nas resenhas oitentistas da Brigade, ele vir sempre citado, pejorativamente, como sendo um “Dio Cover”. Era mesmo?
Conversa fiada essa que engoli por muito tempo, sempre depreciando o sujeito pelo motivo errado. Motivos certos, aprendi, seriam (e são) os discos irregulares (o “Forbidden”, de sua 2ª passagem sabbáthica, jamais encontrei alguém que defenda), algumas músicas constrangedoras e, insistindo ainda nisso, os momentos completamente VERGONHA ALHEIA dele ao vivo. Em que estragava, sem nenhuma piedade, clássicos do Black Sabbath de outros vocalistas, e também de sua fase.
Quem esteve no Philps Monsters Of Rock de 1994 certamente lembra disso.
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Fica o vídeo de “The Shinning” e uma pergunta (a)final:
* de onde, por onde, por que devaneios diligentes e falsamente criativos, ou releases gringos porcamente traduzidos, se tirava a idéia de Tony Martin como “cover de Dio“?
Não me parece, hoje, que tivesse a ver.
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ECOCÔLOGIA
Notícia ecológica da vez, que vi no Yahoo ontem e da qual copio apenas parte por aqui por
1) destacar trecho que considero crucial;
2) não aborrecer quem lê com a prolixidade da coisa.
(falando sério: quem escreveu conseguiu ser mais prolixo que eu!)
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O link, pra quem quiser ler tudo é:
http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/100615/saude/ambiente_clima_esp__cies
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E o teco de texto:
Fezes de baleia ajudam no combate ao aquecimento global
Ter, 15 Jun, 08h30
PARIS (AFP) – As baleias cachalote do Oceano Austral são aliados inesperados na luta contra o aquecimento global, por removerem o carbono equivalente ao emitido por 40 mil carros a cada ano graças a suas fezes, revela um estudo que será publicado esta quarta-feira no periódico britânico Proceedings of the Royal Society B.
Anteriormente os cientistas acusavam os cetáceos como culpados porque, na respiração, expiram dióxido de carbono (CO2), o tipo mais comum de gás de efeito estufa.
Mas esta era apenas uma análise parcial, demonstra o novo estudo.
(…)
Meu ponto, com este post é:
* questionar a VERACIDADE da notícia, com base nos copiosos dados oferecidos: se fala em merda de baleia aliviando a barra de 40 mil carros poluentes. E ainda mais, pra quem arriscar ler o texto todo: toda uma série de equivalências das mais precisas.
Dúvida: como chegam a essas conclusões os infelizes que, supostamente, realizaram o – fértil – estudo?
* e também levantar a seguinte bola: são citados periódicos científicos, universidades e cientistas. Na real: quem, usuário habitual de internet, irá atrás de informação pra conferir se de fato tal estudo procede?
Minha impressão é a de se tratar de mais uma PALHAÇADA CIENTÍFICA divulgada. Provavelmente com intuito de preservar baleias. Não haveria meio mais eficaz de fazê-lo, catso?
E o trecho que acima negritei, o faço citando Raul Seixas em “Todo Mundo Explica”. Em que ele dizia: “O que é que a ciência tem?/Tem lápis de calcular/Que mais é que a ciência tem?/Borracha pra depois apagar”.
Os “estudos anteriores” culpavam o exalar das baleias pelos danos ambientais. Agora, sendo menos “parciais”, as isentam, fora enobrecerem a merda delas. Quem é que garante que as informações são agora fidedignas, verossímeis, confiáveis?
Causas pra histerias atrozes, isso me parece que gerará.
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HØRDA
Ah, quanto da periculosidade do heavy metal nos últimos 10 a 15 anos não devemos aos nórdicos!… Aos finlandeses agorafóbicos, aos suecos aloprados e, sobretudo, aos noruegueses psicóticos e psicopatas.
Que às vezes, mais que com os sons e álbuns, causaram comoção e repulsa mundo afora com condutas edificantes tais quais: incendiar e profanar igrejas cristãs e cemitérios (e “Inner Circle“, pra mim, sempre foi coisa de horda – digo, banda – de reggae), assassinato de colegas/rivais de bandas, entre outras coisas envoltas em marketing macabro.
Falemos a verdade: não causa calafrios o suicídio do tal Dead ter virado capa de disco do Mayhem? Não proporciona ojeriza o racismo declarado dum Varg Vikernes da vida, que nem tentou aprender a tocar melhor enquanto ficou preso?
Coisa mais estranha o Mayhem ainda fazer show com integrantes se auto-mutilando ao vivo, ou metendo faca em cabeças de porco… Ou o tal Gorgoroth tendo tido dvd referente a show na Polônia, com mulherada pelada crucificada + encapuçada no palco, censurado.
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Entretanto, querem saber duma coisa? Tudo isso é tudo coisa de vendido. De cristão enrustido. De poser ridículo. De menininha mimada.
O vídeo abaixo é de horda mais antiga que todas as citadas e, se não exatamente mais blasfema, ao menos de mais culhão em perpetrar coisa desse calibre.
E sei lá se não também influenciador de arte de cd do Dimmu Borgir (vide encarte de “Death Cult Armaggedon”). Vejam:
Ah, e se você que começou a ver, viu de que se trata, trate de arrefecer alguma vergonha, alheia ou não, APENAS VENDO o vídeo: não precisa ouvir o som, beleza?
(que por aqui tem pouca gente que lê ou vê mesmo, e ninguém vai queimar teu filme te delatando pra nenhum tr00 da Galeria ahahah)
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NÃO SAIU EM CD
“The Final Conflict”, Vodu, 1986, Rock Brigade Records
sons: CONTRADICTIONS / WHAT AN IRONY / HOW CAN YOU BELIEVE? / THIS IS NOT YOUR WORLD / ENDLESS NIGHTMARE / NUCLEAR DELIRIUM / FINAL CONFLICT / LET ME LIVE (I DON’T WANNA DIE)
formação: Andrews Góis (vocal), Bruno Bontempi (guitarras), André ‘Pomba’ Cagni (baixo, backing vocals), Sérgio Facci (bateria)
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Esta é uma das vezes em que voltar ao material da banda resenhada (e, neste caso, à fita Basf gravada há anos), obrigou-me a rever conceitos e a reconsiderar a banda em questão.
Porque o Vodu, das bandas oitentistas brasucas, sempre foi o patinho feio. O tipo da banda que eu muito agradecia não entrar no embalão das voltas das bandas que foram sem nunca ter sido [ainda que em meados de 2006 tenham feito alguns shows de retomada que, ao que consta, deram em nada. De novo]. Os motivos principais pra desdém, fora o que dizem das capas toscas (e só acho a de “Endless Trip”, último deles, realmente ruim) eram musicais propriamente: metade da banda era ruim. Muito ruim. Estamos falando dos vocalistas – aqui o tal Andrews Góis, mas Cláudio Vitorazzo, sucessor, foi quem se “consagrou” à frente da banda, e queimou o filme sem perdão – e do guitarrista Bontempi, que se não era assim um horror completo, eu achava… ahn… um tanto inexpressivo.
A outra metade, já não: mesmo ostentando os cacoetes mais steveharísticos duma banda nacional (esqueçamos o Fates Prophecy, que busca copiar, na cara dura, o Iron Maiden, e ainda acha legal) em todos os tempos – o que garante até hoje umas risadas descrentes (até pôr pés nos PA’s fazia) da parte de quem lembra – o baixista André ‘Pomba’ Cagni segurava MUITO bem as pontas. E Sérgio Facci, o baterista…
Não eram tempos ainda dos IG&T’s da vida, de molecada a granel distribuindo técnica a rodo, ostentando patrocínios e de músicos de workshop louvados como gênios entre nós privilegiados mortais (faça sua associação com quem quer que apareça de monte nas colunas sociais das revistas e sites musicais). À época Igor Cavalera já vinha sendo falado, e Ricardo Confessori passava pelo Korzus, mas embora não portasse aquela técnica dantesca e embasbacante, considero Facci o melhor baterista do metal nacional oitentista. Pois não a tôa, fora o trampo no Vodu, era integrante temporário-que-ficou-definitivo no Volkana e tocou no incensado (sei lá por que) “Theatre Of Fate”, do Viper. Sujeito requisitado que nunca mais se ouviu falar. Por onde andará Sérgio Facci?
Os tempos eram outros também em termos de promoção e/ou jabá. Ainda que Pomba escrevesse na Rock Brigade, a publicação pouco louvava a banda – preferiam, ao contrário, apostar nas ‘revelações’ Viper – em atitude que, se foi de resguardo do próprio Cagni, palmas pra ele, enquanto que, por outro lado, poderia ter se dado um pouco mais. (Terão sido também tempos de maiores pudores editoriais?).
“The Final Conflict” não é esse horror de trampo que as lembranças do Vodu deixaram. E o digo por 2 aspectos chamativos à 1ª ouvida: 1) foi trampo de gente que conhecia heavy metal bem mais que superficialmente (em tempos atuais, de gente que monta banda e mal conhece bandas com mais de 15 anos ou 3 álbuns, é dado deveras considerável), com idade e bagagem, o que dá alicerce a uma banda; 2) e por mesmo eu não tendo as letras (se à época em que gravei as copiei, perdi…), perceber o inglês utilizado ser mais do que os “Ccearás” ainda muito em voga, e bastante típico do metal oitentista. Aquele de se fazer a letra em português e passar pro inglês com dicionário a tiracolo.
Ainda sobre o conhecimento de causa: chama positivamente atenção um disco de 1986 – quando não havia Internet e cuja solução pra muitos dos problemas de querer se conhecer uma banda era comprar cassete pirata na Woodstock – conter referências tão claras a Metallica (como “This Is Not Your World”, bem “Kill ‘Em All” ), Ozzy fase Rhandy Roads (em muitas das palhetadas, ainda não propriamente thrash), Judas Priest, Helloween “era Kai Hansen” e, claro, Iron Maiden fase Paul D’Ianno (“How Can You Believe”, na altura de seus 3’20” deixa isso BEM CLARO, e a faixa-título contém um “au-au” final característico).
Os dotes steveharrísticos de Pomba citados têm seu componente bastante apreciável: muitos são os trechos de solo em que a base foi feita por ele, assim como trechos harmonizados guitarra-baixo bastante competentes e não exatamente xerox de sons do Maiden (“What an Irony” acho não menos que fantástica).
Volto a especular por um não reconhecimento devido: talvez porque fossem feios e o baterista, japonês. Talvez cheirassem mal. Não sei, não entendo um álbum como “The Final Conflict” sequer ser resenhado como dos álbuns clássicos do metal nacional. Reverência a bandas ditas pioneiras (tipo Dorsal Atlântica, Sarcófago ou Stress – que só gravou 1 álbum) ou às tidas como clássicas e/ou sobreviventes (Necromancia, Korzus) ou ainda às q vêm voltando (Holocausto, Chakal, Atômica, Viper) abundam, sendo que, para comparar com os tão bem-falados Viper, o álbum aqui apresenta produção muito superior a de seus 2 primeiros e clássicos álbuns, no mais bastante derivativos de Maiden, Helloween e do metal melódico que nascia. O Vodu ficou num limbo, em que não foram pioneiros nem revelação…
Tá certo que alguém pode objetar quanto a um certo modo abafado com que foi gravado ou mixado, mas é álbum muito mais audível do que nossa memória teima em lembrar dos discos metálicos brasileiros da época. E não é tão cru como um “Simoniacal” (MX). Nada assim gritante mesmo, e que talvez tivesse ocorrido devido ao EQUIPAMENTO disponível na época, já que inexistiam instrumentos de qualidade, muito menos pedais como os de hoje (e aí volto à inexpressividade do guitarrista possivelmente por conta disso, como ainda por a mim faltar uma 2ª guitarra propriamente solo na formação dos caras: teria dado uma encorpada).
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Um outro dado que talvez tenha impossibilitado assimilação ou reconhecimento adequado do álbum é o fato de muitos sons serem compostos dum número excessivo de partes: coisa de quem claramente tinha excesso de idéias e não atinava em poder decompor certos sons em 2 ou 3 fácil fácil. “How Can You Believe” é exemplar nesse aspecto: em seus 6’20” – que parecem ter 10’ – é um ir e vir de partes bastante interessante pros mais atentos ou músicos, mas que talvez ao vivo impossibilitassem um bangear seguro e confortável… “Let Me Live (I Don’t Wanna Die)” vai nessa onda também, com requintes técnicos guitarrísticos a despeito do equipamento. E mesmo em seu início contendo algo como o guitarrista querendo mostrar mais do que sabia ou conseguia fazer (umas coisas meio harmônicos q ficaram meio chôchos).
“This Is Not Your World”, que passa de 5 minutos, fica mais adequada nesse sentido, e embora alterne partes rápidas (a la speed metal) com outras mais na manha (como aquelas ‘lentas’ em “Phantom Of the Opera”, do Maiden) e cavalgadas maidenianas, soa mais como gente talentosa buscando compor baseado em padrões das bandas preferidas e almejando identidade própria. “Endless Nightmare”, que apresenta 4 partes diferentes ainda antes de entrar o vocal também atesta a impressão. Já os 2 primeiros sons vão numa veia mais direta – não chegam a 3 minutos – e calha serem os primeiros a se baixar (haverá na net?) ou ouvir.
E quero deixar claro, a quem conhecer o trampo e a quem vir a fazê-lo, que estou descontando o TRAMPO VOCAL, repleto de cacoetes hoje consagrados pelo Massacration e Massacrations Cover (Primal Fear, Hammerfraco, essas nhacas): seja os gritinhos épicos-heróicos ao início ou ao fim (“Contradictions”, “This Is Not Your World”) ou um excesso de “Ô-ô-ô” ou “Ô-ô-Ô-ô’s” (que em “Let Me Live (I Don’t Wanna Die” é até constrangedor) meio Manowar.
Som ruim ou dispensável, a meu ver, apenas “Nuclear Delirium”, com intro de guitarra limpa + voz (numa outra referência ao Metallica?) em que o “Ô-ô-ô” cansa. No mais, e no geral, notadamente se percebe uma temática social-política dos tempos de Guerra Fria vigente. Nada de demo, castelos, princesas, enfim.
Pra concluir, o seguinte: se proximamente nalguma revista ou site metálico legal por aí rolar alguma resenha sobre o Vodu ou sobre a IMPORTÂNCIA de qualquer um de seus 3 álbuns (“The Final Conflict”, “Seeds Of Vengeance”, “Endless Trip”) ou ep (“No Way”), lembre-se que o Exílio Rock revisitou a banda ANTES! ahah
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PS – André “Pomba” Cagni é hoje editor da Dynamite (revista e site), como também duns zines GLS e ataca de DJ na noite paulistana em casas de tecno, GLS ou não. Somado isso ao sumiço dos outros integrantes (só tinha ouvido falar que o Vitorazzo entrara pro 365 tempos atrás), é líquido e certo que o Vodu não volta. Mas poderia ter os álbuns relançados em cd…
PS II – resenha publicada originalmente em janeiro de 2006 no meu blog solo, o Thrash Com H, que à época era num provedor ruim (weblogger) que posteriormente sucumbiu
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VIDEOCLIPE DE METAL, ORAS BOLAS!
Grim Reaper já foi homenageado, Meshuggah recomendado. Eis o momento de falarmos/revermos outro videoclipe antológico de heavy metal.
“Balls to the Wall”, do Accept. Que tal?
Com descrição apurada, para que ninguém fique boiando – tipo final do “Lost” – em significados que não existam:
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Ao surgimento do relógio, recorrente durante o vídeo, porque também rodando ao contrário, a tendência é nos debatermos em interpretações e/ou alusões filosóficas atrozes, não fosse a COREOGRAFIA memorável surgida: não um guitarrista apenas na tela, mas outro que surge por detrás. Para daí surgir o baixista!
Momento sublime que muito tr00 jamais ousaria chamar de poser.
Os sujeitos vão abrindo as pernas, a bateria entra (na intro que o Manowar copiou mas não falou pra ninguém) e… cáspita, deixaram o filho de 5 anos de idade do diretor entrar no set? E ainda por cima camuflado? Ah, é o sisUdo!
Que por volta de 1′23″ tem guitarra encaixada na cabeça: será que tiveram que ensaiar muito essa?
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A bola demolidora destrói uma parte do relógio… que mensagem subliminar desejaram passar?
Ah, de qualquer modo, aquilo que a bola não detona os headbangers detonam headbangueando. Alguma crítica implícita à truezice feroz e bitolada, ou elogio descarado à tenacidade e FORÇA do público heavy?
E a câmera vai chegando perto, MUITO PERTO, do zoiUdo, que só assim fica grandão, destacado. Guitarristas e baixista saem do quadro, meio pra garantir eheh
E os headbangers seguem batendo cabeça, segurando (modo de dizer) as pontas. Alguma propaganda subliminar de aspirina? Bão, banda alemã… Bayer, farmacêutica alemã… se é Bayer, é bão… se é Accept, por que não?
E a câmera voltando aos sujeitos tem uns respingos… Tudo isso de PERDIGOTO, ou o quê?
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As “cordas” voltam, os headbangers também. Insistentes, coesos, invencíveis. O relógio insistindo em aparecer: algum recado indireto do diretor, talvez insatisfeito em ter perdido valioso tempo (que não mais volta) com a banda?
Os heavies vão consumando o rito iconoclasta, o baixista não pára de socar o ar (incentivo?), e a essa altura começo a temer, com tanta perna abrindo cada vez mais, por alguma HÉRNIA nos caras. E em mim: melhor eu parar de imitação empolgada, ficar só no digitar.
A parede é destruída, os heavies embaixo sem soterramento: prova da força do METAL. Os mesmos saem ilesos dos escombros, com saibros e ripas na mão. Medo.
Volta o foco à banda: o guitarrista mal se conforma, e procura consolar o buxUdo. Afago, cafuné, beijinho… talvez o pirralho assim consiga dormir à noite em meio a tamanha desolação.
A câmera os foca e parece mais molhada. Por volta de 4′01″, microfone e pedestal, à esquerda, desabam sozinhos. Muito medo. E a horda jeans cada vez mais perto…
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No que, chegando ao fim, parecem dar ao pelUdo a chance de fugir a tempo do perigo. O põem na bolona, e vamos nessa. Mas com microfone?
E pior… balançando a bagaça pro lado errado!!
E até hoje permanece a dúvida acerca de o verdadeiro pançUdo ter morrido ou não pelo metal.
FIM.
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